Lideranças discutem agilidade na duplicação da BR-101 | Rio das Ostras Jornal

Lideranças discutem agilidade na duplicação da BR-101

Prefeito quer manter convênio para Autopista Fluminense ajudar no custeio dos acidentados 
Antecipar as obras de duplicação do trecho da BR 101 entre Macaé e Campos e entre Macaé e Casimiro de Abreu.

Esse é o objetivo do prefeito de Macaé e presidente da Ompetro, Riverton Mussi (PMDB) e do deputado federal Adrian (PMDB), que se uniram a lideranças políticas nesta segunda-feira (11), em encontro na Câmara Municipal de Macaé, para discutir o assunto com a OHL Autopista Fluminense – concessionária que administra os 334 quilômetros de extensão da rodovia entre a ponte Rio-Niterói até a divisa com o Espírito Santo – e com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O senador Lindberg Farias (PT) participou da reunião, além do deputado federal Aluízio Júnior (PV), o deputado estadual e secretário de Estado de Agricultura, Christino Áureo (PMN), o deputado estadual Sabino (PSC), vereadores, os prefeitos de Quissamã, Armando Carneiro (PSC), Carapebus, Amaro Fernandes (PRB), a prefeita de Conceição de Macabu, Lídia Mercedes, a Tedi (PT) e outros. A sessão foi conduzida pelo presidente da Câmara de Macaé, vereador Paulo Antunes (PMDB).

Ficou garantida pelo diretor superintendente da Autopista Fluminense, Alberto Gallo, a antecipação das obras de duplicação no trecho de Macaé a Campos. “Temos recurso desde 2009 destinado a isso e precisamos fechar algumas questões para começar, como a análise pelo IBAMA dos projetos. A partir da licença prévia que foi emitida na sexta-feira, essa semana a concessionária vai dar entrada aos projetos e o IBAMA vai analisar. Em 90 dias esperamos que seja viável a emissão de licença de instalação para que possamos efetivamente iniciar as obras”, disse Gallo.

O prefeito Riverton Mussi defendeu agilidade nas obras de duplicação do trecho da BR 101 de Macaé a Casimiro de Abreu e de Macaé a Campos porque são trechos de grande concentração de acidentes. “Nosso trecho é o mais violento, onde ocorrem mais acidentes e o transporte de cargas é imenso. Esperamos posição favorável da ANTT e da Autopista”, afirmou, destacando a importância da participação do senador Lindberg no assunto, que já tem sido discutido nos municípios da Ompetro.

Riverton, que participa desde a privatização da BR 101 das discussões para a antecipação das obras, citou o grande volume de carros que trafegam nos trechos. “Fizemos um levantamento em maio de 2010 que contabilizou 10.175 veículos por dia passando na RJ-168 sentido trevo-Centro, Centro-trevo, o que reforça a necessidade de duplicação”, assinalou.

Sobre o trecho Macaé-Casimiro, o diretor superintendente da Autopista Fluminense, Alberto Gallo, informou que a rodovia cruza por oito quilômetros a Reserva Biológica União e “por uma questão de legislação”, ainda não está definida a duplicação da rodovia no trecho. “Se a duplicação não puder passar por dentro da Reserva Biológica da União, haverá um contorno, saindo do traçado da rodovia. Após essa definição, vamos dar entrada no IBAMA para analise deste trecho. O trecho que faltaria definir é do quilômetro 144 ao 190”, detalhou.

Acidentes: HPM investe R$ 15 milhões e Autopista repassa R$ 613 mil

Outro assunto levantado pelo prefeito Riverton foi o alto custo dos tratamentos dos acidentados da BR 101 nos municípios de Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Carapebus, Conceição da Macabu e Quissamã, entre outros, enviados para o Hospital Público Municipal (HPM). A prefeitura quer ampliar o assunto para que a Autopista Fluminense faça um convênio para ajudar no custeio dos tratamentos.

- A ANTT já apresentou um levantamento que de Niterói à divisa com o Espírito Santo, o único hospital que possui todos os quesitos e especialidades para emergência é o HPM – frisou o prefeito, citando que o deputado federal Aluízio Júnior conhece a realidade do hospital. Aluízio foi diretor-presidente do HPM nos primeiros anos do governo Riverton Mussi.

Riverton divulgou que em 2010, 366 acidentados com vítima chegaram ao HPM vindos da BR 101, além de outros 1,3 mil sem vítima. A prefeitura investiu R$ 15 milhões para custear os gastos com os acidentados no ano passado, enquanto a Autopista repassou para a prefeitura apenas R$ 613 mil.

Já em 2009, 447 acidentados com vítima que deram entrada no HPM, além de 1440 acidentes sem vítima. Somando os dois casos, foram necessários R$ 18 milhões para o custeio em 2009. 

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