Corpo de Tainá é velado em Rio das Ostras
A família tentou doar os órgãos da jovem por mais de 72 horas, mas não conseguiu.
O corpo de jovem Tainá foi velado na manhã do dia (12), em Rio das Ostras. Ela ficou quatro dias internada com morte cerebral. A família tentou fazer a doação de órgãos, porém, não obteve os resultados esperados pois no hospital de Cabo Frio não havia equipamentos para os exames obrigatórios para a realização de transplantes. Agora os pais pedem autorização à justiça pra cremar o corpo da jovem.
Tainá Monteiro, de 19 anos, sofreu um acidente de carro na madrugada de sábado (8) em Tamoios, Distrito de Cabo Frio. Depois de ser atendida no hospital mais próximo, foi levada para o Hospital Central de Emergência em estado grave. No sábado (8) de manhã foi constatada a morte cerebral da jovem. A família queria realizar a vontade de Tainá: doar todos os órgãos. Entrou em contato com a Central Estadual de Transplantes, no Rio. Era necessário um exame complementar, o mais comum é o eletroencefalograma, que mede a atividade elétrica do cérebro, mas nenhum hospital da região tinha este equipamento disponível.
No domingo (9) de manhã, um aparelho portátil de eletroencefalograma de uma empresa que tem convênio com a prefeitura chegou ao HCE, mas quebrou. Quando um novo aparelho foi encontrado, em Rio das Ostras, já era tarde, e Tainá teve uma variação na pressão e circulação sanguínea. Com os órgãos foram comprometidos, segundo o subsecretário de Saúde de Cabo frio.
A Central Estadual de Transplantes divulgou uma nota afirmando que em nenhum momento os órgãos da jovem poderiam ser doados. Na nota, o coordenador da Central, Eduardo Rocha, diz que Tainá já chegou ao hospital com uma contra-indicação clínica, mas não disse como conseguiu esta informação, já que nenhuma equipe da central de transplantes foi a Cabo Frio analisar o quadro clínico da jovem.
A tia de Tainá disse que a família vai levar o caso à justiça. Neste momento, os parentes tentam realizar o último desejo da jovem: o de ter o corpo cremado. Para isso, ainda há mais burocracia. A família aguarda a autorização da justiça para a cremação, que só pode ser feita quando a causa da morte é conhecida. E se a vítima não tiver deixado por escrito, antes de morrer, o desejo de ser cremada, a família precisa convencer a justiça.
Por conta desse impasse, a família de Tainá decidiu sepultar o corpo da jovem em uma gaveta do cemitério de Rio das Ostras até conseguir na justiça a autorização para a cremação.
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