Torcedor carioca descobre que não é fácil tirar som da vuvuzela
Corneta africana, que faz muito barulho, divide os fãs.
Instrumento pode ser encontrado por R$ 4 nos camelôs do Rio.
A vuvuzela, instrumento usado nos estádios da África do Sul e que ameaça conquistar a torcida nacional, vai exigir um pouco de esforço de quem não gosta de comemorações ruidosas. Para usar a corneta, o torcedor vai precisar de pulmão cheio de ar e jeito na "embocadura", que é o uso dos lábios e da musculatura do rosto contra o bocal do instrumento. Caso contrário, sai um ruído pífio.
Nas ruas da Saara, no Centro do Rio de Janeiro, a opinião das pessoas se divide quando o assunto é torcer na Copa do Mundo. Para alguns, apesar de não ser fácil tocar a corneta, o som não atrapalha ninguém - nem mesmo aos jogadores em campo.
O mestre de obras Márcio Campos considera que ter animação é fundamental. “Tem que ter muito fôlego. O negócio é fazer barulho”, recomenda. Márcio ainda dá a dica para quem quer fazer zoeira durante os jogos. “Tem que fechar a boca e encher o pulmão de ar. É como tocar saxofone”, ensina.
Opinião contrária tem a estudante Juliana Jauhar. Ela acredita que as reclamações dos jogadores são pertinentes. “Os jogadores têm todo o direito de reclamar. Uma vuvuzela irrita, imagine milhares de vuvuzelas?”, diz.
O barman Elton Lopes pensou que a corneta fosse fácil de tocar e se decepcionou quando faltou ar nos pulmões e o barulho, que esperava ser muito alto, acabou virando somente um ruído. “Nossa, não pensei que fosse tão difícil. Eu não consigo”, reclama.
Concentração
Apesar de fazer a alegria da torcida, a vuvuzela já foi alvo de crítica dos jogadores brasileiros durante a Copa das Confederações, por causa da barulheira que começa antes do jogo e que, segundo alguns, tiraria a concentração durante a partida.
No comércio popular, o instrumento custa R$ 10, mas é encontrado nos camelôs por R$ 4. Esse preço também cobrado pelos ambulantes nos sinais de trânsito. Quem convive mal com o barulho, pode comprar protetor auricular ou se munir de muita paciência. As vuvuzelas prometem zoar.
Chris Brown começa turnê no Brasil nesta quarta-feira
Rapper se apresenta em Belo Horizonte a partir das 21h.
Brown teve que pedir autorização judicial para viajar ao exterior.
O rapper Chris Brown inicia nesta quarta-feira (19) sua primeira turnê no Brasil, com um show em Belo Horizonte, no Chevrolet Hall a partir das 21h. Ele ainda se apresenta em São Paulo na quinta (20), no Rio de Janeiro na sexta (21) e termina a viagem cantando em Porto Alegre no sábado (22).
Os shows fazem parte da “Fan appreciation tour”, turnê de divilgação do disco “Graffiti”, lançado em dezembro de 2009. Em fevereiro do mesmo ano, ele foi indiciado por ter agredido a sua então namorada, a cantora Rihanna, durante uma discussão em seu carro antes da festa de entrega do Grammy.
Em agosto de 2009 ele foi condenado a seis meses de serviço comunitário e a cinco anos de condicional, após um acordo onde ele se declarou culpado da agressão. Devido à condicional, ele teve que pedir autorização judicial em fevereiro deste ano para poder viajar para fora dos EUA com a sua turnê.
“Brown começou a carreira aos 16 anos com o disco “Chris Brown”, de 2005, que gerou hits como “Run it” e Say goodbye”. Outras faixas de sucesso de seu álbum posterior, “Exclusive”, incluem “Kiss kiss” e “With you”. Com a recepção fraca de “Grafitti”, que não conseguiu nenhuma faixa na primeira posição da “Billboard”, o cantor chegou a gravar uma mensagem convocando os fãs para que eles ligassem para as rádios pedindo suas músicas.
Chris Brown no Brasil
Belo Horizonte
Quando: quarta-feira (19), a partir das 21h
Onde: Chevrolet Hall - Av. Nossa Senhora do Carmo, 230
Quanto: R$ 200, com direito à meia-entrada
Informações: www.ticketsforfun.com.br
São Paulo
Quando: quinta-feira (20), a partir das 21h30
Onde: Credicard Hall - Av. das Nações Unidas, 17955
Quanto: entre R$ 400 e R$ 100, com direito à meia-entrada
Informações: www.ticketsforfun.com.br
Rio de Janeiro
Quando: sexta-feira (21), a partir das 22h
Onde: Credicard Hall - Av. Ayrton Senna, 3000
Quanto: entre R$ 300 e R$ 150, com direito à meia-entrada
Informações: www.ticketsforfun.com.br
Porto Alegre
Quando: sábado (22), a partir das 23h
Onde: Pepsi On Stage – Av. Severo Dulius, 1995
Quanto: entre R$ 300 e R$ 100, com direito à meia-entrada
Informações: www.ticketsforfun.com.br
Governo tailandês impõe toque de recolher para tentar conter confrontos
Bolsa de Valores e canal de TV foram atacados em Bangcoc.
Oposicionistas exigem renúncia de premiê.
O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, decretou toque de recolher na capital do país, Bangcoc, das 20h desta quarta até às 6h de quinta-feira, após grupos ligados aos "camisas vermelhas", de oposição ao governo, incendiarem o edifício da Bolsa de Valores de Bangcoc e atacarem o prédio do "Canal 3" da televisão estatal. Os ataques aconteceram em represália à operação do Exército para desmontar o acampamento dos manifestantes no centro da capital tailandesa, ação que causou pelo menos quatro mortes.
A ação dos manifestantes indica que os protestos não terminaram na cidade, embora líderes dos camisas vermelhas tenham se entregado nesta quarta, após a ação dos soldados do governo. A liderança chegou a pregar pelo fim dos protestos par evitar novas mortes.
Após o anúncio do toque de recolher, autoridades determinaram que todas as redes de TV noticiassem apenas programas impostos pelo governo no lugar da programação normal.
Os jornais "The Nation" e "Bangcoc Post", os dois de maior circulação em língua inglesa, esvaziaram suas sedes, perante o risco de se tornarem alvo de ataques por parte dos manifestantes opositores, pois grupos isolados seguem provocando incidentes.
Os camisas vermelhas, a maioria de origem pobre, iniciaram o movimento em meados de março para exigir a renúncia do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva e a convocação de eleições legislativas antecipadas.Eles consideram o governo ilegítimo e apoiam o ex-premiê Thaksin Shinawatra, que deixou o país após um golpe de Estado em 2006.
O ministro da Defesa, Prawit Wongsuwon, indicou que o governo estuda declarar o toque de recolher, que pode entrar em vigor esta noite, mas não informou a hora exata e também não disse se a medida afetaria toda a cidade de Bangcoc, que tem 12 milhões de habitantes em 1.568 km².
No domingo passado, o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva e o Exército anunciaram que tinha sido decidida a declaração do toque de recolher nas imediações da região do acampamento dos camisas vermelhas, mas horas depois a medida foi rejeitada por ser considerada "desnecessária".
O Exercitou informou que concluiu a operação para retirada dos camisas vermelhas do centro de Bangcoc, onde milhares de manifestantes estavam acampados há quase seis semanas.
China diz que sanções contra o Irã não fecham portas para a diplomacia
Diplomata do país afirma que punições não devem desestabilizar região; Rússia pede melhor análise de acordo mediado por Brasil.
Um alto representante da China na Organização das Nações Unidas (ONU) disse que a resolução do Conselho de Segurança prevendo mais sanções contra o Irã "não fecha as portas" para a diplomacia em torno do programa nuclear iraniano.
O embaixador chinês na organização, Li Badong, disse que seu país apoia a resolução, patrocinada pelos Estados Unidos, mas somente com a condição de que o uso da força não seja contemplado como saída para resolver o impasse, e dentro do respeito ao direito de outros países de manter relações econômicas com Teerã.
"Acreditamos que fazer circular este rascunho (da resolução) não significa que as portas para a diplomacia estão fechadas. E acreditamos que o diálogo, a diplomacia e as negociações são a melhor maneira de lidar com a questão iraniana", afirmou Li na terça-feira, na sede da ONU, em Nova York.
A declaração foi dada no mesmo dia em que, segundo um comunicado do governo russo, o ministro do Exterior daquele país, Sergei Lavrov, conversou por telefone com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, defendendo uma análise mais aprofundada do acordo mediado por Brasil e Turquia com o Irã.
China e a Rússia, países que tradicionalmente se opõem a sanções contra Teerã, concordaram com as medidas, embora diplomatas tenham frisado que o texto em debate, de dez páginas, foi diluído tanto pelos representantes chineses quanto russos.
Citando fontes da diplomacia chinesa, a agência de notícias oficial Xinhua afirmou que a concordância da China em discutir a minuta de uma resolução de novas sanções tem a ver com o fato de que "desde o início das negociações a China insistiu firmemente na sua posição de que o Irã deve permanecer um país livre de armas nucleares".
Enriquecimento
O acordo mediado pelo Brasil e a Turquia prevê a troca de 1.200 kg de urânio iraniano enriquecido a baixos níveis (3,5%) por 120 kg de material enriquecido o suficiente para ser usado em combustível (20%).
Entretanto o acordo não contém mecanismos para evitar que o próprio Irã continue enriquecendo urânio - algo que a ONU proibiu expressamente ao país -, alimentando as suspeitas de que o país possa estar avançando em um programa de construção de armas nucleares, o que é negado pelo Irã.
Ao anunciar a proposição do texto, Hillary Clinton disse que reconhece os "esforços sinceros de Turquia e Brasil para encontrar uma solução" para a questão nuclear iraniana, mas argumentou que as sanções vão "enviar uma mensagem clara a respeito do que esperamos do Irã".
As dez páginas da minuta da resolução foram apresentadas na terça-feira aos 15 membros permanentes e rotativos do Conselho de Segurança, que se reuniram a portas fechadas.
A correspondente da BBC na ONU, Barbara Plett, disse que a resolução tinha sido negociada "a duras penas" com o chamado grupo P5 + 1 (os cinco países com poder de veto no Conselho - EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia e China - e a Alemanha).
Na terça-feira, segundo o governo russo, o ministro do Exterior do país confirmou o seu apoio à resolução, mas defendeu uma "análise completa" do acordo mediado por Brasil e Turquia.
Em comunicado, o ministério diz que Sergei Lavrov reiterou em uma conversa telefônica com Clinton que "a iniciativa de Brasil e Turquia pode contribuir para criar um clima favorável para a retomada dos esforços diplomáticos".
Em Brasília, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, se queixou de que as potências nucleares no Conselho de Segurança não deram sequer "um mínimo de tempo" para examinar o entendimento anunciado com o Irã no dia anterior.
"Se no dia seguinte à assinatura de um acordo sanções já são apresentadas, isso quer dizer que a espera era por protocolo", disse Amorim. "Pedimos um mínimo de tempo para a análise."
Proposta
A proposta, uma quarta leva de sanções que ampliam medidas já adotadas durante o anterior governo republicano na Casa Branca, prevê um endurecimento das restrições bancárias contra o Irã, a expansão de um embargo da venda de armas ao país e a proibição de investimentos iranianos em atividades nucleares no exterior.
Entretanto, os diplomatas chineses que falaram à Xinhua mencionaram que a nova rodada de sanções não deverá afetar a vida dos cidadãos iranianos nem os países que mantêm relações "legítimas" com o Irã, e nem minar a estabilidade da região.
"Os países que mantêm relações econômicas e comerciais regulares e legítimas com Irã não podem ser punidos por conta da questão nuclear iraniana", disse à agência o porta-voz da diplomacia chinesa.
"Acreditamos que os princípios mencionados estão contidos na minuta da resolução, e portanto a condição é madura para a circulação do rascunho entre todos os membros do Conselho."
O diplomata disse que o texto deve ser agora discutido "com tempo" entre os países membros do órgão de segurança das Nações Unidas.
"Será um período para os membros do Conselho acumularem consenso através de novos esforços diplomáticos."
Diplomatas esperam que a resolução seja votada pelo Conselho de Segurança apenas em junho. Entretanto, ressaltou a correspondente da BBC na ONU, não é claro nem previsível que a medida angarie o consenso de todos os membros - permanentes e rotativos - do Conselho, uma lista que incluiria o Brasil e a Turquia.
Na terça-feira, a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse que o Brasil não participará das discussões a respeito das sanções contra o Irã, porque o acordo representa "um fato novo" na equação.
Destroços do avião que caiu com 43 a bordo no Afeganistão são achados
Acidente ocorreu dois dias atrás nas montanhas próximo a Cabul.
Condições do tempo impedem equipes de chegarem ao local da queda.
Equipes de resgate localizaram nesta quarta-feira (19) o avião de passageiros que caiu dois dias antes nas montanhas no norte do Afeganistão com 43 pessoas a bordo.
Os destroços estão ao sul das montanhas de Salang. Devido às más condições meteorológicas, no entanto, as equipes de resgate ainda não conseguiram chegar até o local, disse à Agência Efe o governador da província de Parwan, Basir Salangi.
Conforme Salangi, as equipes identificaram a aeronave com ajuda de helicópteros da Força Internacional de Assistência e Segurança (Isaf) que participavam do resgate.
A companhia aérea Pamir Airways anunciou que oferecerá compensação econômica de US$ 100 mil às famílias das vítimas.
O avião saiu de Kunduz (norte) na segunda-feira passada às 8h30 no horário local (1h em Brasília) com destino a Cabul e os operadores aeroportuários perderam contato com avião a 30 quilômetros ao norte da capital.
No voo estavam cinco tripulantes e 38 passageiros, sendo 11 estrangeiros.
Nas tarefas de busca participaram sete helicópteros (dois da Isaf e um da Pamir Airways), assim como moradores da região que rastrearam a região a pé e a cavalo.
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