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Pediatra conta como retirou agulha de corpo de criança em 1993

Menino de 1 ano e 8 meses tinha objetos no pescoço, peito e barriga. Em 2000, três casos foram registrados em São Luís e um no Recife.

O caso do menino de 2 anos, que está internado em um hospital de Barreiras (BA) com cerca de 50 agulhas pelo corpo, não é o único registrado no Brasil. Em 1993, uma criança ficou internada no Hospital São Paulo com 13 agulhas pelo corpo e foi submetida a uma cirurgia para a retirada de apenas uma delas. Em 2000, ao menos quatro casos foram registrados no país, um no Recife e três em São Luís. Na Bahia, o menino segue internado, respira com dificuldades, sente dores no peito, mas não precisa da ajuda de aparelhos. O diretor do hospital, Luiz Cesar Soltoski, disse que os médicos avaliam quais agulhas devem ser retiradas, principalmente as que ameaçam o coração.

Risco da retirada das agulhas

O pediatra Sérgio Schettini, 63 anos, professor associado da Escola Paulista de Medicina e chefe do serviço de cirurgia pediátrica do Hospital Infantil Menino Jesus, participou do atendimento ao menino Jorge Alves de Souza, que foi internado com agulhas sob a pele do pescoço, peito e abdome em 1993, em São Paulo. A criança tinha 1 ano e 8 meses na época. “Fizemos um procedimento simples, no pronto-socorro mesmo, apenas para a retirada de uma das agulhas que estava mais superficial. As outras ficaram no corpo por não haver risco ao paciente."

Schettini disse ao G1 que considera delicada a possibilidade de extração das agulhas do corpo do menino de 2 anos internado na Bahia. “Acho extremamente difícil e arriscado fazer a cirurgia. De qualquer forma, atualmente, há diagnósticos muito sofisticados feitos por imagem que talvez possam indicar, de maneira pontual e precisa, as agulhas que apresentam algum tipo de complicação para o paciente. Tirar todas as agulhas pode provocar mais prejuízo do que benefício para a criança.”

Veja vídeos sobre outros casos no país:

Em 1993, o menino Jorge Alves de Souza, de 1 ano e 8 meses, foi internado após sentir dores de barriga, em São Paulo. A mãe levou o garoto para o hospital, onde ficou internado com agulhas sob a pele do pescoço, peito e abdome. Apenas uma delas foi retirada pelo médico por estar em local visível.
Em 2000, na periferia de São Luís, o menino Leandro Viana ficou com uma agulha no corpo por cerca de 17 dias. Ele tomava soro na perna para tratar uma diarreia. A agulha ficou no corpo do menino quando a enfermeira foi retirar o equipamento com a medicação. A agulha seguiu pela corrente sanguínea e foi parar na altura do abdome. A mãe levou o garoto para três hospitais em busca de solução para o caso.
Ainda em 2000, a Vigilância Sanitária de São Luís começou a investigar casos em que agulhas foram encontradas nos corpos de crianças. Em um deles, Elenilde Cruz, mãe do bebê Errison André, de 7 meses, disse que o filho recebia medicação na cabeça quando uma agulha ficou dentro do corpo do menino.
Médicos, enfermeiros e assistentes sociais do Recife registraram casos de agressões contra crianças em novembro de 2000. Em um deles, nove agulhas foram colocadas no abdome de uma menina de 2 anos.

Problema psiquiátrico

Para o pediatra Sérgio Schettini, os casos em que agulhas são encontradas nos corpos de crianças, com exceção dos acidentes, podem ser diagnosticados como síndrome de Munchausen "by proxy" (por aproximação). "É uma doença psiquiátrica que se caracteriza quando um adulto simula um sintoma, um acidente para obter carinho. É um indivíduo com carência afetiva patológica. O caso é mais grave e raro quando ele vitimiza uma criança."

Segundo Schettini, a literatura médica aponta que a síndrome de Munchausen "by proxy" ocorre quase sempre pelos pais ou pessoas próximas da família e de forma persistente. "Isso se confunde muito com rituais de magia negra, mas não é. Essa situação é bastante rara na medicina no país."

Merkel: notícias de Copenhague não são boas

Chanceler alemã diz esperar que chefes de estado impulsionem acordo. Já os chineses dizem não ver possibilidade de acordo.

Restando dois dias para o final da Conferência do Clima da ONU, em Copenhague, os chefes de estado e líderes das negociações dão mostras de descrença na possibilidade de acordo. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou nesta quinta-feira (17), em Berlim, que as notícias procedentes de Copenhague não são boas. Já integrantes da comitiva chinesa na Dinamarca deram declarações aos participantes da cúpula de que não é virtualmente possível chegar a um acordo operacional ainda nesta semana.

Apesar de reconhecer que as notícais não são boas, a chanceler alemã manifestou o desejo de que os mais de 100 chefes de estado e de governo possam salvar as negociações sobre o clima. "As notícias que nos chegam não são boas", disse. "No momento, as negociações não parecem promissoras, mas, com certeza, espero que a presença de mais de 100 chefes de estado e de governo dê o impulso necessário ao evento", acrescentou. Merkel viaja nesta quinta-feira (17) para a capital da Dinamarca, assim como a maioria dos demais chefes de estado e de governo. As divergências entre países ricos e pobres a respeito das maneiras de lutar contra o aquecimento global provocaram até agora uma paralisação das negociações.

"Muitas pessoas no mundo estão na expectativa para ver se conseguimos chegar a uma solução", completou a chanceler alemã.

A posição de um integrante da comitiva chinesa, que pediu para não ter seu nome revelado, não parece ser a mesma.

Ele afirmou que os chineses já sugeriram no lugar do acordo "uma curta declaração política de algum tipo."

Segundo o integrante da comitiva, que não quis se identificar, o que parece incomodar a China é uma questão de procedimento. Na quarta-feira (16), o país declarou estar ao lado de outras nações em desenvolvimento e que rejeita acordos parciais e que o processo tem que ser inclusivo.

Morre bebê de atleta chilena que deu à luz em clube de São Paulo

A criança morreu após 9 dias de nascer, diz Hospital São Luiz. Ela estava na UTI; mãe não sabia que estava grávida.

Morreu na noite de quarta-feira (16) o bebê da atleta chilena de levantamento de peso Elizabeth Poblete, de 22 anos, que havia dado à luz dentro de um clube de São Paulo, no dia 8 de dezembro. A mulher não sabia que estava grávida. Os médicos calculavam que a atleta estava no sexto mês da gestação quando se preparava para treinar.

A informação sobre a morte do bebê foi divulgada nesta quinta (17) pela assessoria de imprensa do Hospital São Luiz, onde a criança estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica havia nove dias. Nota do hospital informa que ele faleceu às 20h37. O menino havia nascido prematuro, com 1,150 kg e tinha recebido o nome de Eric José. O bebê respirava com ajuda de aparelhos e recebia complementação nutricional por via endovenosa e aplicações de antibióticos. O Comitê Olímpico do Chile e Federação Chilena de Levantamento de Peso acompanham o caso de Elizabeth. A atleta não sabia que estava grávida, segundo a Federação Chilena de Levantamento de Pesos. No dia em que iria começar o treinamento, Poblete tomou café e passou mal. A médica do clube foi chamada, e constatou que Elizabeth estava em adiantado trabalho de parto. O Esporte Clube Pinheiros que a atleta da comissão técnica chilena chegou ao clube no dia 7 enão realizou treino nas instalações do clube antes do parto. Segundo o Pinheiros, mãe e filho receberam o pronto atendimento da equipe médica local e foram imediatamente encaminhados, em uma ambulância UTI, ao hospital. A mãe tinha recebido alta médica no dia 11.

Copom endurece um pouco discurso, mas ainda vê pressões inflacionárias contidas

Ata do Copom foi divulgada nesta quinta-feira pela autoridade monetária. Mercado financeiro acredita em subida de juros a partir de junho.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central endureceu um pouco o discurso na ata de sua última reunião, documento que foi divulgado nesta quinta-feira (17), informando que a acomodação da demanda por produtos e serviços já vem sendo superada, mas acrescenta que ainda que existe uma "margem de ociosidade" dos fatores de produção - que não deve ser eliminada rapidamente em um cenário básico de recuperação gradual da atividade econômica.

Na ata da reunião de outubro, o Copom avaliava que a acomodação da demanda "poderia" estar sendo superada e analisava que ainda havia "sensível margem de ociosidade dos fatores de produção". No documento divulgado nesta quinta-feira (17), o Copom diz que a acomodação da demanda "vem" sendo superada, ao mesmo tempo em que retirou a palavra "sensível" - o que indica que a margem de ociosidade está menor do que há dois meses atrás.

A demanda por produtos e serviços pela população, e a chamada "margem de ociosidade" da indústria são indicadores olhados pelo Copom para tentar antever o comportamento da inflação. Se a demanda está em alta, e a "ociosidade" deixa de existir, isso pode indicar que aumento dos preços no futuro. Para desestimular aumentos de preços, o instrumento da autoridade monetária é a taxa básica de juros, que foi mantida estável em 8,75% ao ano na semana passada.

Pressões inflacionárias contidas

Para o mercado financeiro, porém, a taxa de juros só deve voltar a subir em junho de 2010, ou seja, daqui a seis meses. O próprio Copom analisa, na ata divulgada nesta quinta-feira, que a retomada da atividade econômica se dá de forma "gradativa" e que, por isso, as pressões inflacionárias devem permanecer "contidas" no curto prazo. "A propósito, as expectativas de inflação para 2010 e 2011 se mantêm em patamares consistentes com a trajetória de metas e continuam sendo monitoradas com particular atenção", diz, em outro trecho do documento.

Cautela

Mesmo vendo as pressões sobre os preços contidas, o Copom segue defendendo a cautela, assim como nas atas anteriores. "O Copom considera, também, que uma postura mais cautelosa contribuirá para mitigar o risco de reversões abruptas da política monetária no futuro e, assim, para a recuperação consistente da economia ao longo dos próximos trimestres. O Copom avalia, adicionalmente, que a preservação de perspectivas inflacionárias benignas irá requerer que o comportamento do sistema financeiro e da economia sob um novo patamar de taxas de juros seja cuidadosamente monitorado ao longo do tempo", acrescentou.

Metas de inflação

No Brasil, vigora o sistema de metas de inflação, pelo qual o Copom tem de calibrar a taxa de juros para atingir uma meta pré-determinada com base no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Ao subir os juros, atua para conter a inflação e, ao baixá-los, avalia que a inflação está condizente com as metas. Para este ano, 2010 e 2011, a meta central de inflação é de 4,50%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Com isso, o IPCA pode ficar entre 2,50% e 6,50% sem que a meta seja formalmente descumprida.

As decisões sobre a taxa de juros demoram cerca de seis meses para terem impacto pleno na economia. Neste momento, portanto, o BC já está olhando o cenário para 2010 para tomar suas decisões. Na ata do Copom, a autoridade monetária diz que, com câmbio e juros estáveis, a inflação permanece em torno da meta de 4,5% e, no cenário de mercado (mais factível, pois utiliza as previsões dos analistas para câmbio e juros no futuro), a previsão do BC para a inflação permaneceu estável - em torno de 4,5%.

'Quero que eles sejam condenados', diz mãe de Isabella sobre casal Nardoni

Ana Carolina de Oliveira quer condenação de acusados de matar a filha. Julgamento acontecerá em março de 2010, segundo a Justiça.

O dia 22 de março de 2010 é aguardado com muita expectativa pela bancária Ana Carolina de Oliveira. Na data, acontecerá um dos julgamentos mais esperados dos últimos anos: o do casal Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, madrasta e pai de Isabella, de 5 anos, respectivamente. Os dois são acusados de matar a criança, filha da bancária, em 29 de março de 2008. Os réus negam o crime. “Agora é contagem regressiva até o julgamento”, disse por telefone ao G1 a mãe da menina. Acompanhando de perto o andamento do processo do casal, Ana é enfática ao afirmar que espera apenas um resultado do júri: “Quero que eles sejam condenados”. De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, o juiz Mauricio Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, afirmou na decisão que estabelece a data do julgamento que “todas as perícias complementares solicitadas foram realizadas, assim como seja permitido o acesso das partes às provas que integram o processo”. Segundo o Ministério Público, a morte de Isabella ocorreu após uma discussão entre Alexandre e Anna Carolina. A versão do MP é que Ana agrediu a menina e, em seguida, Alexandre a jogou pela janela do apartamento do caal, na Zona Norte de São Paulo. Os dois, que estão presos preventivamente em penitenciárias em Tremembé. Os dois afirmaram à época que um desconhecido entrou no quarto da menina e a matou. Essa pessoa nunca foi encontrada pela polícia. Recentemente, os defensores do casal cogitaram a possibilidade de Isabella ter caído sozinha da janela. Adiamento Para a mãe de Isabella, a definição da data do júri é uma vitória. Pedidos realizados pela defesa do casal à Justiça, como recursos para anulação das acusações contra Alexandre e Anna Carolina e a realização de novos testes de DNA em amostras colhidas à época do crime, prejudicaram o andamento do processo, segundo a bancária. “Espero que não enrolem o desenrolar do caso”, afirmou. O advogado de defesa dos Nardoni, Roberto Podval, não foi encontrado para comentar o assunto. Anteriormente, ele havia dito que algumas questões ainda precisam ser resolvidas até o julgamento, como a realização de um novo teste de DNA e que isso é prioridade. O advogado do casal disse que a amostra que o Ministério Público afirma ter sido colhida dos acusados de matar Isabella, e que está no Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo, não é sangue, mas, sim, urina.

‘Os gays das novelas estavam ficando héteros’, diz autor de ‘Cinquentinha’

Aguinaldo Silva renova maneira de mostrar a homossexualidade na ficção. Minissérie do autor traz lésbica sexy de meia-idade e antagonista gay.

Escalada gay na TV: os pioneiros Sandrinho (André Gonçalves) e Jefferson (Lui Mendes), de 'A próxima vítima'; as delicadas Jennifer (Bárbara Borges) e Eleonora (Mylla Christie), de 'Senhora do destino'; Rafaela (Christiane Torloni) e Leila (Silvia Pfeifer), que foram 'explodidas' em 'Torre de Babel'; e a dupla do momento, Leila (Ângela Vieira) e Mariana (Marília Gabriela) de 'Cinquentinha'.

Uma mulher linda, na faixa dos 50 anos, surge nua e cheia de desejo quando Mariana (Marília Gabriela) abre as portas de seu armário. Um jovem gay reclama que o pai foi “inconveniente” ao morrer justamente na noite em que iria a uma festa.

As cenas descritas acima foram mostradas esta semana na minissérie “Cinquentinha” e contrastam com as versões politicamente corretas dos personagens homossexuais mais comuns na teledramaturgia. Diferente dos gays bonzinhos e pudicos que passaram pelas novelas nos últimos anos, o Carlo (Pierre Baitelli) de "Cinquentinha" é um típico vilão folhetinesco, enquanto Leila (Ângela Vieira) é uma lésbica madura e sexy.

Aguinaldo Silva, autor da minissérie que terá seu último episódio exibido nesta sexta-feira (18), diz que criou os papéis porque os homossexuais da ficção estavam “pasteurizados”. “Eles tinham comportamento dentro dos padrões da classe média mais careta. Estavam ficando héteros!”, alega.

Desde que, há 15 anos, o casal Sandrinho (André Gonçalves) e Jefferson (Lui Mendes) causou polêmica em “A próxima vítima”, de Silvio de Abreu, novelistas têm apresentado gays castos, que beiram a perfeição. Para não ferir um suposto conservadorismo do espectador, esses personagens costumam ser amigos leais dos protagonistas das tramas e nunca têm contato físico com o par romântico – quando há um.

“Alguns eram completamente tolos, de tão bonzinhos. As pessoas podiam até pensar: ‘olha, eles são gays do bem, nem fazem sexo’”, opina Manuel Zanini, coordenador da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo. “Houve avanços, mas os autores poderiam ousar mais. O espectador está menos preconceituoso, principalmente devido às campanhas de conscientização nos últimos anos”.

Explosão de lésbicas

A preocupação dos autores tem sua razão de ser. Caso emblemático do poder de rejeição popular foi registrado em “Torre de Babel” (1999), também de Silvio de Abreu, em que um casal lésbico de meia-idade foi eliminado precocemente dos capítulos.

Elegantes e bem sucedidas, as namoradas Rafaela (Christiani Torloni) e Leila (Silvia Pfeifer) morreram na explosão de um shopping center, assim que o público começou a dar sinais de boicote às personagens.

Leila, papel de Ângela Vieira em “Cinquentinha”, tem perfil bem parecido com o das moças de “Torre de Babel”. Com um elemento a mais: é extremamente sexualizada e foi mostrada dividindo a cama com Mariana (Marília Gabriela).

Estreando em um papel de homossexual que lhe garantiu a sua primeira cena de nudez na TV, a atriz de 57 anos acredita que a personagem não incomodou o espectador por ter sido incluída em uma série de humor, como "Cinquentinha".

“Na comédia há mais aceitação por parte do público. E a Leila não é agressiva, pelo contrário: é feminina, totalmente resolvida e não fica panfletando sua opção sexual”, defende Ângela.

“Cerquei a Leila de cuidados. Ela tinha que ser bonita, segura de si e não lembrar em nenhum momento o estereótipo do que se conhece como ‘sapatão’”, enumera Aguinaldo, que, em “Senhora do destino” (2004), mostrou as jovens lésbicas Jennifer (Bárbara Borges) e Eleonora (Mylla Christie) – meninas delicadas, que não trocaram carícias ao longo dos capítulos. Moças de família mesmo.

Para Julian Rodrigues, militante do Grupo Corsa pelos direitos homossexuais, a personagem de “Cinquentinha” é “libertária”. “Gostei de ela ter sido mostrada como lésbica, mas que também sente atração por homens", aprova. É uma mulher decidida, não fica esperando o príncipe encantando. Nem a princesa”.

Malvado e sedutor

Rosto de anjo, alma de demônio é a melhor descrição Carlo, o antagonista da minissérie de Aguinaldo Silva. Manipulador, interesseiro e arrogante, o rapaz, segundo descrição do autor, usa da sedução para conseguir o que quer. Ser gay, “é apenas um detalhe” desse vilão de folhetim.

Novato na teledramaturgia - sua única experiência foi como o Escobar do especial “Capitu” - o ator Pierre Baitelli, de 25 anos, interpretou personagens gays na peça “Cânticos infernais” e no filme “Como esquecer”. Mas reconhece que na TV a ousadia é maior.

“Procurei não dar nenhum peso ao fato de ser um vilão que é homossexual. Não foquei em nada que pudesse me atrapalhar ou me deixar mais nervoso do que minha cobrança pessoal em realizar um bom trabalho”, explica Pierre, que diz ter buscado inspiração em filmes de Bernardo Bertolucci, Pier Paolo Pasolini e Luchino Visconti.

“Carlo é um personagem ousado, uma figura cheia de si, sem caráter, sem sentimento”. O que provavelmente assustaria Jefferson, Sandrinho e outros gays cândidos das novelas de outros tempos.

Berlusconi deixa o hospital em Milão

Premiê havia sido agredido no domingo em praça em Milão. Agressão ocorreu depois de comício.

O premiê da Itália, Silvio Berlusconi, saiu nesta quinta-feira (17) do hospital onde estava internado desde domingo em Milão.

Berlusconi, que havia sido agredido por um manifestante na Piazza del Duomo, saiu às 11h50 locais (8h50 de Brasília), segundo jornalistas.

Doença rara impede menino britânico de comer

Keaton Foale, 5 anos, terá de passar o resto da vida se alimentando por tubo no estômago.

Um garoto britânico de cinco anos de idade terá de passar a vida se alimentando pelo estômago após ser diagnosticado com um tipo raro de doença genética que afeta um paciente em cada 135 milhões.

Keaton Foale, que vive em Sunderland, no norte da Inglaterra, sofre de uma doença congênita de glicosilação (CDG, sigla pela qual esse grupo de doenças é conhecido) tipo 2, o que faz com que seu estômago rejeite qualquer alimento que ele venha a ingerir.

Aos seis meses de idade, para salvar a vida do garoto, os médicos do hospital geral de Sunderland precisaram colocar um um tubo no estômago de Keaton. Desde então, ele recebe uma mistura de leite altamente calórica quatro vezes por dia em sessões de 50 minutos.

Quando Keaton nasceu, com apenas 24 semanas de gestação, ele tinha cerca de 10 cm. Mas os médicos não veem relação entre esse fato e o posterior desenvolvimento da sua condição. Já no primeiro ano, o menino lutou contra icterícia, anemia e infecções sanguíneas e precisou de uma cirurgia a laser para prevenir a cegueira.

O garoto foi diagnosticado com CDG pouco depois de começar a rejeitar leite, aos três meses e meio de idade.

"Fiquei muito preocupada quando ouvi falar dessa condição pela primeira vez", disse à agência Caters News a mãe, Claire Plummer, 29, que divide seu tempo entre Keaton, sua irmã de dez anos e seu irmão de oito.

"Durante anos os médicos não conseguiram diagnosticar o que estava errado com ele. Mesmo agora, saber que ele sofre de uma condição tão singular oferece pouco consolo, na verdade."

Como a ciência conhece muito pouco sobre a doença de Keaton - os cientistas ainda não conseguiram estabelecer com precisão quais os genes defeituosos na CDG tipo 2 -, o garoto continuará tendo de conviver com o tubo no estômago.

Ele tem dificuldades de falar, subir e descer escadas e sofre de sangramentos internos regularmente.

As expectativas de vida para alguém com sua doença congênita variam de três meses a 60 anos.

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