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Ampla vai trocar relógios de 30 mil

Problema em chips obriga empresa a fazer medição convencional em imóveis

Clima de vitória para moradores da Baixada e de São Gonçalo abastecidos de energia pela Ampla. Após análise do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), a empresa vai usar em 30 mil residências e pequenos estabelecimentos comerciais os antigos relógios, tradicionais medidores de energia, que começaram a ser substituídos por chips (medidores eletrônicos) pela Ampla em 2005.

Relatório inicial feito pelo Inmetro e concluído em dezembro do ano passado apontou irregularidades em grande parte dos medidores eletrônicos instalados em sistemas polifásicos (mais de uma fase de energia). A concessionária iniciou há dois meses consertos e reparos em relógios que estavam danificados, mas informou que os chips continuarão a servir de parâmetro para as medições. Os que não estavam em condição de uso foram substituídos e aferidos pela Ampla, servindo de base para a leitura das contas. Em Saracuruna, centenas de casas e lojas com relógios trifásicos tiveram os medidores substituídos por novos. “Se a conta diminuir no próximo mês, vai ser uma prova de que eles estavam errados”, disse o motorista Anderson Monteiro, 27 anos. Rosângela Pinheiro Lopes, 35, espera pagar menos com o novo relógio. Ela teve de cortar o uso de alguns eletrodomésticos para economizar energia. “A conta passou de R$ 160 para R$ 240 com esse chip”, disse.

Edson Gomes de Oliveira, diretor de um jardim de infância em Saracuruna, é um dos comerciantes cuja aferição será feita através do relógio convencional. “Passei a economizar e a ligar menos o ar-condicionado para os alunos, preferindo o ventilador. Se a conta diminuir, com a nova medição, vou poder oferecer o conforto novamente”, disse. Há dois anos, os chips foram motivo de inúmeros protestos, como o padeiro Alex Xander Alves, 36 anos, morador de Saracuruna, em Caxias, que apontou erro no medidor de energia de seu estabelecimento e comunicou o fato à Ampla. A manifestação causou uma onda de indignação e motivou a série de reportagens ‘Choque na conta de luz’, de O DIA, finalista do Prêmio Esso de 2007.

PEDIDO DE PUNIÇÃO

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada no ano passado na Assembleia Legislativa e recomendou ao Ministério Público (MP) a punição da Ampla por crime de extorsão contra os consumidores. O MP ainda não se pronunciou sobre o caso. O relatório da CPI da Ampla na Alerj servirá de base para os vereadores de Duque de Caxias. Ontem, durante audiência pública, que discutiu o aumento nas contas, após a implantação dos chips, foi pedida a abertura de uma CPI municipal. Haverá mais duas audiências nos dias 18 e 25.

Ontem, o deputado estadual Paulo Ramos (PDT), ex-relator da CPI e responsável pelo acompanhamento do caso, disse que pedirá aos moradores que reúnam cerca de 50 mil contas de luz. “Vamos analisar e confrontar todos esses valores. As discrepâncias nas contas de energia continuam. Há casas com poucos cômodos e com valores que chegam a R$ 400. Ou seja, poucos adiantaram as medidas tomadas pela Ampla e pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), reguladora da concessionária”, disse Paulo Ramos. Ele afirmou que convocou os demais deputados que fazem parte da comissão de acompanhamento para irem ao Inmetro, no dia 16 de abril, para discutir o assunto.

Consumidor quer valor pago a mais

O padeiro Alex Xander Alves, 36 anos, de Saracuruna, comemorou ontem a determinação do Inmetro para que a Ampla voltasse a fazer medição através do relógio, mesmo que provisoriamente, substituindo o medidor eletrônico. Em 2007, um laudo do Inmetro apontou erro no medidor com chip da Ampla, que registrava, segundo o documento, um consumo de 58,9% acima do gasto médio anterior da padaria.

“É uma vitória do povo e uma resposta a tudo que nos fizeram. Quando reclamamos do aumento fora do comum, fomos acusados de furto de energia. Por isso entrei com uma ação por danos morais e de restituição dos valores pagos a mais”, afirmou Alex Xander.

Preço do GNV pode cair mais para os consumidores no Rio

Anúncio de leilões da Petrobras anima motoristas, mercado revendedor e segmento de conversões.

Enquanto se esperava a queda no preço da gasolina, a surpresa veio do Gás Natural Veicular (GNV), que deverá baixar mais que o previsto. O recuo na cotação do barril de petróleo no mercado internacional, e na variação do dólar, será contabilizado na revisão trimestral dos contratos da Petrobras com as distribuidoras. Estima-se que o preço vá cair 14% nas concessionárias. O impacto nas bombas deverá ser de 11% a 12%. Mas a notícia recente de que a Petrobras fará leilões do gás excedente vai pressionar ainda mais os preços para baixo, principalmente no segundo semestre.

Segundo o último levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o metro cúbico do GNV custa, em média, R$ 1,548 ao consumidor final. Na previsão menos otimista, de 11%, os motoristas que têm carros convertidos poderão ganhar uma folga de R$ 0,17 por metro cúbico, pagando, em média, R$ 1,377. Na mais otimista, com queda de 14%, eles poderão ganhar com a redução de R$ 0,216, pagando apenas R$ 1,331.

“Ainda não sabemos qual será a redução, mas esperamos um impacto maior quando a Petrobras começar a fazer os leilões. O aumento da oferta de GNV cria essa tendência. Mas é preciso que os postos repassem aos consumidores a queda que vão receber das concessionárias”, explica o coordenador do Comitê de GNV do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), Rosalino Fernandes. Para o especialista, os primeiros efeitos das revisões serão sentidos a partir de maio. O impacto dos leilões virá mais adiante, no segundo semestre.

A Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado do Rio de Janeiro (Sindirepa), que representa as oficinas convertedoras de carros para o GNV, aguarda com ansiedade o resultado da reunião entre representantes da Petrobras e das distribuidoras, que será realizada amanhã. Segundo o diretor-executivo do Sindirepa, Celso Mattos, a oferta do volume de gás atualmente é muito alta, o que reforça os sinais de recuperação do mercado, que passou por maus momentos nos últimos dois anos, enfrentando expressiva redução no número de conversões.

“Houve uma queda no consumo do produto de 17 milhões de metros cúbicos por dia. Hoje, a média de consumo se encontra na faixa de 33,4 milhões de metros cúbicos por dia. A sobra equivale a mais da metade do patamar importado da Bolívia”, avalia.

Álcool mantém vantagem nos postos

No Rio, os preços do álcool mantêm vantagem em relação aos da gasolina, mas estão muito próximos do limite em que abastecer com o combustível deixa de ser mais econômico. O preço médio da gasolina no estado registrado pela pesquisa da ANP é de R$ 2,535, enquanto o álcool segue com média de R$ 1,684 — 66,5% sobre o preço da gasolina, ou seja, ainda dentro da margem que torna a opção pelo álcool mais vantajosa (70%).

União comercial de Perlla e Léo para na Justiça

Funkeira trocou empresários pela produtora do ex-noivo. Alegada quebra de contrato pode gerar dívida de R$ 1,5 milhão para a dupla

O craque do Flamengo Leonardo Moura e a cantora Perlla vão se encontrar esta semana para selar a reconciliação e conversar sobre negócios. A dupla pode perder R$ 1,5 milhão, valor que a produtora Alcla Produções Artísticas está cobrando na Justiça por quebra de contrato assinado em 17 de setembro de 2008 e rompido em janeiro.

Perlla é acusada de abandonar a Alcla e assinar com a produtora LM 2, empresa de Léo Moura, criada para gerenciar a carreira da cantora. “Foi uma quebra contratual que gerou sérios danos financeiros ao meu cliente”, afirma a advogada Flávia Marques Faria, contratada pela Alcla. A advogada entrou com o processo nº 2009.209.001114-9 na 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca a pedido da Alcla, solicitando o ressarcimento de R$ 1 milhão por multa rescisória e R$ 500 mil por perdas e danos morais pelo não-comparecimento a apresentações previamente marcadas até o fim do ano. A ação tem os dois como réus. 

“O Leonardo Moura não pode sequer negar que desconhecia a relação comercial entre a Perlla e a produtora do meu cliente”, diz Flávia Faria. A cantora não se mostrou surpresa com a decisão dos empresários: “Eu não estava satisfeita  com o trabalho deles e decidi mudar. Não é verdade que deixei de cumprir a agenda que estava pré-contratada pela minha ex-produtora. Não existem shows contratados até o fim de 2009. Sou profissional e não deixei brechas. Já contratei advogados especializados para a minha defesa”.  

O pai da artista, Gilberto Cardoso, sai em defesa da filha e do genro Léo Moura. Segundo ele, a Alcla há muito não estava cumprindo a obrigação de promover o trabalho de Perlla como deveria. “Eu cansei de falar para eles que ela tinha potencial para ser explorado. Não estavam dando a devida atenção à minha filha e ela foi buscar o que julgou melhor para a sua carreira”, diz.

Gilberto lembra que por várias vezes gastou dinheiro com carro de som para fazer a divulgação dos shows da cantora: “Sei distinguir quando um trabalho está sendo ou não bem realizado”.

Traição dele abalou o casal

Perlla e o rubro-negro brigaram e já teriam até voltado, mas ela não confunde amor com trabalho e continuará contratada pela LM 2. “São coisas distintas”, afirma a cantora, que também descarta apagar de seu cóccix a tatuagem com o nome do atleta, como ‘O DIA’ revelou sábado. O casal rompeu após se tornar pública a traição dele com amiga de infância, Camila Silva, moradora de Vila Kennedy. Do romance nasceu Isabella, hoje com 7 meses. Perlla já sabia da criança, mas não gostou de saber que Léo a visitava sem seu conhecimento.

Joana: 'Adriano está muito perdido'

Ex-namorada diz que craque está em depressão, ‘se internou’ na Vila Cruzeiro, mas não usa drogas

Musa da Escola de Samba Renascer de Jacarepaguá, a personal trainer Joana Machado, brasiliense de 28 anos, caiu em prantos quando admitiu à reportagem de O DIA que não tem mais forças para cuidar do Imperador Adriano

“O Adriano está muito perdido. Ele precisa se encontrar, mas não tenho mais força para cuidar dele”, disse ela, na noite de ontem, ao conceder entrevista no Espaço Priscott.  Desde que o casal se separou, o atacante do Inter de Milão mergulhou em profunda depressão e praticamente “se internou” na Vila Cruzeiro, no Cmplexo da Penha, onde foi criado. Lá, ele convive com traficantes que conhece desde a infância, mas provoca apreensão em seus parentes.  “Fui ao morro várias vezes buscá-lo, a pedido da mãe dele, que tem medo do Caveirão”, revelou Joana.Apesar do convívio com traficantes, ele é enfática ao garantir que o Imperador jamais fez uso de drogas.  “Adriano não toma drogas. A única droga que ele gosta é a cerveja. Mas quem não gosta de uma cervejinha?”. O relacionamento terminou por causa das brigas do casal, que se tornaram cada vez mais constantes — especialmente por causa do excessivo ciúme do Imperador. “A gente brigava por pequenas coisas. No início, ele era muito parceiro. Mas depois, em Milão, eu comecei a sentir saudade dos meus filhos que ficaram no Brasil”, conta Joana, revelando que é mãe de uma menina de 10 anos e de um garoto de 3. Na hora em que se apaixonou, nem o amor pelos filhos foi capaz de superar o que sentia por Adriano.  “Foi a maior loucura que fiz por ele. Larguei meus filhos para ir morar com ele. E ele não fez nada por mim. Não teve consideração”, diz ela, lembrando a festinha que o atacante deu em sua casa nova da Barra quando voltou ao Brasil. “Quando eu soube da festa na casa nova que nem eu conhecia ainda e ele coloca aquele monte de gente... aquela baderna com mulheres, travesti. Sempre falei que a casa da gente é sagrada, não se coloca qualquer um”. Joana diz que chorou muito e prometeu nunca mais vê-lo.  “Não falei com ele antes e não sei se vou falar agora. Ele está muito perdido, mas não posso cuidar dele. Tenho de me dedicar aos meus filhos”. Ainda muito apaixonada, Joana se diz muito triste com tudo que está acontecendo e fala com carinho do ex- namorado.  “Gosto dele do jeito que ele é: chato descalço.... Ele tinha tudo para ser feliz. Ele é rico, tem uma família linda. É um meninão de 27 anos. Às vezes, as pessoas se esquecem disso”, diz. Ela não estranhou a “internação” na Vila Cruzeiro. “É lá que ele se sente uma pessoa normal. Gosta de soltar pipa, andar descalço. Lá, não tem essa de Imperador”, conta.

Agressão a torcedor há seis anos vai custar quase R$ 30 mil para Romário
Defesa do Baixinho não obteve sucesso ao recorrer ao STJ para diminuir indenização ao tricolor, que protestara arremessando galinhas no treino
O destempero de Romário vai custar quase R$ 30 mil ao bolso do Baixinho. Nesta segunda-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido da defesa do ex-jogador para diminuir o valor da indenização ao torcedor Ricardo Gomes de Faria, que em 2003 foi agredido pelo ex-jogador depois de ter protestado arremessando seis galinhas vivas no gramado das Laranjeiras durante treinamento do Fluminense, clube que o Baixinho defendia em 2003. Ricardo era diretor de uma torcida organizada do Fluminense e entrou com processo por danos morais ao ex-atacante do VascoFlamengo, Fluminense e seleção brasileira.  O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) condenou, em duas instâncias, o ex-atleta a pagar 60 salários mínimos ao torcedor. A defesa de Romário de Souza Faria apelou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para diminuir o valor da indenização, mas não obteve sucesso. O ministro João Otávio de Noronha negou o pedido e Romário terá mesmo que pagar 60 salários mínimos ao torcedor. O valor, à época do processo, beirava os R$ 23 mil, mas será corrigido monetariamente a partir da data da sentença e com juros de mora a partir de 2003, data da agressão.  Segundo o site do STJ, o ministro afirmou que o TJRJ acertou ao negar a admissão do recurso ao STJ, que já fora anteriormente pedido pela defesa de Romário. Para o ministro, ‘a corte estadual examinou e decidiu, de forma motivada e suficiente, a questão da agressão, inexistindo qualquer vício que possa nulificar a decisão’. A defesa de Romário ainda pode recorrer sobre essa decisão.
Criminosos assaltam quatro postos de combustível em 25 minutos
Suspeitos se passavam por clientes antes de anunciarem o crime.  Polícia prendeu três deles na noite de segunda (6).
Em apenas 25 minutos, criminosos assaltaram quatro postos de gasolina na Zona Oeste do Rio. A ação aconteceu nas avenidas das Américas e Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, e no Recreio. Elas são duas das principais vias que cortam a região. Após os crimes, a PM conseguiu prender três deles.  Os assaltos e as prisões ocorreram na noite de segunda-feira (6). Eles se passavam por clientes e depois anunciavam o assalto. De acordo com os funcionários rendidos dos postos, a quadrilha exigia um valor mínimo. Quando não havia a quantia no caixa, eles roubavam motoristas que estavam nos locais.  A quadrilha percorreu quatro quilômetros. A Polícia Militar conseguiu prendê-los antes que fugissem após assaltar o último estabelecimento. 

Entre tapas e beijos, casais de macacos continuam virgens em zoos do RJ

Criação pode interferir na falta de interesse de chimpanzé e babuíno.  Veterinários querem ‘apimentar’ casamentos que passam de um ano.

Nada de cada macaco no seu galho. Se depender dos veterinários dos zoológicos do Rio e de Niterói, tanto o chimpanzé Paulinho, quanto o babuíno homônimo vão passar a dividir não só o galho, mas a vida a dois com suas respectivas macacas Penélope e Rhina.

 

Casados há cerca de um ano, os xarás têm mais que o nome em comum: ambos ainda não conseguiram consumar o casamento.  “Paulinho é meio temperamental, estava acostumado a ficar sozinho. Deixamos-los próximos, mas separados pela grade durante uns 4 meses, até ficarem na mesma jaula. Às vezes eles se beijam e às vezes se batem. Acho que no final vai dar certo”, torce a diretora do Zoológico de Niterói, Giselda Candioto.

Jogos de amor

Ela explica ainda que, às vezes, para acalmar os ânimos, o casal é separado e, quando um começa a sentir falta do outro, reunido. Outra tática é tirá-los do setor de visitação pública, para terem mais privacidade.  Babuíno sagrado, Paulinho foi encontrado numa carroça de circo, sem água e há dias sem comer. Ele e Penélope vivem juntos há pouco mais de um ano. Seu histórico, segundo Giselda, pode dificultar a adaptação.

 

“A gente não tem muito o histórico dele e vamos fazer exames para saber se ele foi vasectomizado”, explica ela. “Pode acontecer de ele não ter interesse por sexo, dependendo do tipo de tratamento que sofreu”, completa o biólogo do zoológico Pedro Menezes.

Macaca experiente

Já o Paulinho, chimpanzé do Riozoo, vive em paz com Rhina, mas a paz é tanta que a relação anda morna. “É um casamento de companheirismo”, define o veterinário e diretor do Riozoo Victor Hugo Amoroso, que conta que os dois dividem o mesmo espaço há mais de dois anos.  “O Paulinho veio para cá ainda filhote e foi criado na mão. Não foi inserido num grupo ou numa família. Ele não teve a quem observar e seguir. O macaco não age só com o instinto, tem a questão da socialização. A gente até incentiva, com estímulos comportamentais, e a Rhina foi escolhida por já ter experiência. Mas até agora não tivemos resultados”, conta.

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