Ampla vai trocar relógios de 30 mil
Problema em chips obriga empresa a fazer medição convencional em imóveis
Relatório inicial feito pelo Inmetro e concluído em dezembro do ano passado apontou irregularidades em grande parte dos medidores eletrônicos instalados em sistemas polifásicos (mais de uma fase de energia). A concessionária iniciou há dois meses consertos e reparos em relógios que estavam danificados, mas informou que os chips continuarão a servir de parâmetro para as medições. Os que não estavam em condição de uso foram substituídos e aferidos pela Ampla, servindo de base para a leitura das contas. Em Saracuruna, centenas de casas e lojas com relógios trifásicos tiveram os medidores substituídos por novos. “Se a conta diminuir no próximo mês, vai ser uma prova de que eles estavam errados”, disse o motorista Anderson Monteiro, 27 anos. Rosângela Pinheiro Lopes, 35, espera pagar menos com o novo relógio. Ela teve de cortar o uso de alguns eletrodomésticos para economizar energia. “A conta passou de R$ 160 para R$ 240 com esse chip”, disse.
Edson Gomes de Oliveira, diretor de um jardim de infância em Saracuruna, é um dos comerciantes cuja aferição será feita através do relógio convencional. “Passei a economizar e a ligar menos o ar-condicionado para os alunos, preferindo o ventilador. Se a conta diminuir, com a nova medição, vou poder oferecer o conforto novamente”, disse. Há dois anos, os chips foram motivo de inúmeros protestos, como o padeiro Alex Xander Alves, 36 anos, morador de Saracuruna, em Caxias, que apontou erro no medidor de energia de seu estabelecimento e comunicou o fato à Ampla. A manifestação causou uma onda de indignação e motivou a série de reportagens ‘Choque na conta de luz’, de O DIA, finalista do Prêmio Esso de 2007.
PEDIDO DE PUNIÇÃO
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada no ano passado na Assembleia Legislativa e recomendou ao Ministério Público (MP) a punição da Ampla por crime de extorsão contra os consumidores. O MP ainda não se pronunciou sobre o caso. O relatório da CPI da Ampla na Alerj servirá de base para os vereadores de Duque de Caxias. Ontem, durante audiência pública, que discutiu o aumento nas contas, após a implantação dos chips, foi pedida a abertura de uma CPI municipal. Haverá mais duas audiências nos dias 18 e 25.
Ontem, o deputado estadual Paulo Ramos (PDT), ex-relator da CPI e responsável pelo acompanhamento do caso, disse que pedirá aos moradores que reúnam cerca de 50 mil contas de luz. “Vamos analisar e confrontar todos esses valores. As discrepâncias nas contas de energia continuam. Há casas com poucos cômodos e com valores que chegam a R$ 400. Ou seja, poucos adiantaram as medidas tomadas pela Ampla e pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), reguladora da concessionária”, disse Paulo Ramos. Ele afirmou que convocou os demais deputados que fazem parte da comissão de acompanhamento para irem ao Inmetro, no dia 16 de abril, para discutir o assunto.
Consumidor quer valor pago a mais
O padeiro Alex Xander Alves, 36 anos, de Saracuruna, comemorou ontem a determinação do Inmetro para que a Ampla voltasse a fazer medição através do relógio, mesmo que provisoriamente, substituindo o medidor eletrônico. Em 2007, um laudo do Inmetro apontou erro no medidor com chip da Ampla, que registrava, segundo o documento, um consumo de 58,9% acima do gasto médio anterior da padaria.
“É uma vitória do povo e uma resposta a tudo que nos fizeram. Quando reclamamos do aumento fora do comum, fomos acusados de furto de energia. Por isso entrei com uma ação por danos morais e de restituição dos valores pagos a mais”, afirmou Alex Xander.
Preço do GNV pode cair mais para os consumidores no Rio
Anúncio de leilões da Petrobras anima motoristas, mercado revendedor e segmento de conversões.
Álcool mantém vantagem nos postos
No Rio, os preços do álcool mantêm vantagem em relação aos da gasolina, mas estão muito próximos do limite em que abastecer com o combustível deixa de ser mais econômico. O preço médio da gasolina no estado registrado pela pesquisa da ANP é de R$ 2,535, enquanto o álcool segue com média de R$ 1,684 — 66,5% sobre o preço da gasolina, ou seja, ainda dentro da margem que torna a opção pelo álcool mais vantajosa (70%).
União comercial de Perlla e Léo para na Justiça
Funkeira trocou empresários pela produtora do ex-noivo. Alegada quebra de contrato pode gerar dívida de R$ 1,5 milhão para a dupla
Perlla é acusada de abandonar a Alcla e assinar com a produtora LM 2, empresa de Léo Moura, criada para gerenciar a carreira da cantora. “Foi uma quebra contratual que gerou sérios danos financeiros ao meu cliente”, afirma a advogada Flávia Marques Faria, contratada pela Alcla. A advogada entrou com o processo nº 2009.209.001114-9 na 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca a pedido da Alcla, solicitando o ressarcimento de R$ 1 milhão por multa rescisória e R$ 500 mil por perdas e danos morais pelo não-comparecimento a apresentações previamente marcadas até o fim do ano. A ação tem os dois como réus.
“O Leonardo Moura não pode sequer negar que desconhecia a relação comercial entre a Perlla e a produtora do meu cliente”, diz Flávia Faria. A cantora não se mostrou surpresa com a decisão dos empresários: “Eu não estava satisfeita com o trabalho deles e decidi mudar. Não é verdade que deixei de cumprir a agenda que estava pré-contratada pela minha ex-produtora. Não existem shows contratados até o fim de 2009. Sou profissional e não deixei brechas. Já contratei advogados especializados para a minha defesa”.
O pai da artista, Gilberto Cardoso, sai em defesa da filha e do genro Léo Moura. Segundo ele, a Alcla há muito não estava cumprindo a obrigação de promover o trabalho de Perlla como deveria. “Eu cansei de falar para eles que ela tinha potencial para ser explorado. Não estavam dando a devida atenção à minha filha e ela foi buscar o que julgou melhor para a sua carreira”, diz.
Gilberto lembra que por várias vezes gastou dinheiro com carro de som para fazer a divulgação dos shows da cantora: “Sei distinguir quando um trabalho está sendo ou não bem realizado”.
Traição dele abalou o casal
Perlla e o rubro-negro brigaram e já teriam até voltado, mas ela não confunde amor com trabalho e continuará contratada pela LM 2. “São coisas distintas”, afirma a cantora, que também descarta apagar de seu cóccix a tatuagem com o nome do atleta, como ‘O DIA’ revelou sábado. O casal rompeu após se tornar pública a traição dele com amiga de infância, Camila Silva, moradora de Vila Kennedy. Do romance nasceu Isabella, hoje com 7 meses. Perlla já sabia da criança, mas não gostou de saber que Léo a visitava sem seu conhecimento.
Joana: 'Adriano está muito perdido'
Ex-namorada diz que craque está em depressão, ‘se internou’ na Vila Cruzeiro, mas não usa drogas
Musa da Escola de Samba Renascer de Jacarepaguá, a personal trainer Joana Machado, brasiliense de 28 anos, caiu em prantos quando admitiu à reportagem de O DIA que não tem mais forças para cuidar do Imperador Adriano
“O Adriano está muito perdido. Ele precisa se encontrar, mas não tenho mais força para cuidar dele”, disse ela, na noite de ontem, ao conceder entrevista no Espaço Priscott. Desde que o casal se separou, o atacante do Inter de Milão mergulhou em profunda depressão e praticamente “se internou” na Vila Cruzeiro, no Cmplexo da Penha, onde foi criado. Lá, ele convive com traficantes que conhece desde a infância, mas provoca apreensão em seus parentes. “Fui ao morro várias vezes buscá-lo, a pedido da mãe dele, que tem medo do Caveirão”, revelou Joana.Apesar do convívio com traficantes, ele é enfática ao garantir que o Imperador jamais fez uso de drogas. “Adriano não toma drogas. A única droga que ele gosta é a cerveja. Mas quem não gosta de uma cervejinha?”. O relacionamento terminou por causa das brigas do casal, que se tornaram cada vez mais constantes — especialmente por causa do excessivo ciúme do Imperador. “A gente brigava por pequenas coisas. No início, ele era muito parceiro. Mas depois, em Milão, eu comecei a sentir saudade dos meus filhos que ficaram no Brasil”, conta Joana, revelando que é mãe de uma menina de 10 anos e de um garoto de 3. Na hora em que se apaixonou, nem o amor pelos filhos foi capaz de superar o que sentia por Adriano. “Foi a maior loucura que fiz por ele. Larguei meus filhos para ir morar com ele. E ele não fez nada por mim. Não teve consideração”, diz ela, lembrando a festinha que o atacante deu em sua casa nova da Barra quando voltou ao Brasil. “Quando eu soube da festa na casa nova que nem eu conhecia ainda e ele coloca aquele monte de gente... aquela baderna com mulheres, travesti. Sempre falei que a casa da gente é sagrada, não se coloca qualquer um”. Joana diz que chorou muito e prometeu nunca mais vê-lo. “Não falei com ele antes e não sei se vou falar agora. Ele está muito perdido, mas não posso cuidar dele. Tenho de me dedicar aos meus filhos”. Ainda muito apaixonada, Joana se diz muito triste com tudo que está acontecendo e fala com carinho do ex- namorado. “Gosto dele do jeito que ele é: chato descalço.... Ele tinha tudo para ser feliz. Ele é rico, tem uma família linda. É um meninão de 27 anos. Às vezes, as pessoas se esquecem disso”, diz. Ela não estranhou a “internação” na Vila Cruzeiro. “É lá que ele se sente uma pessoa normal. Gosta de soltar pipa, andar descalço. Lá, não tem essa de Imperador”, conta.
Entre tapas e beijos, casais de macacos continuam virgens em zoos do RJ
Criação pode interferir na falta de interesse de chimpanzé e babuíno. Veterinários querem ‘apimentar’ casamentos que passam de um ano.
Nada de cada macaco no seu galho. Se depender dos veterinários dos zoológicos do Rio e de Niterói, tanto o chimpanzé Paulinho, quanto o babuíno homônimo vão passar a dividir não só o galho, mas a vida a dois com suas respectivas macacas Penélope e Rhina.
Casados há cerca de um ano, os xarás têm mais que o nome em comum: ambos ainda não conseguiram consumar o casamento. “Paulinho é meio temperamental, estava acostumado a ficar sozinho. Deixamos-los próximos, mas separados pela grade durante uns 4 meses, até ficarem na mesma jaula. Às vezes eles se beijam e às vezes se batem. Acho que no final vai dar certo”, torce a diretora do Zoológico de Niterói, Giselda Candioto.
Jogos de amor
Ela explica ainda que, às vezes, para acalmar os ânimos, o casal é separado e, quando um começa a sentir falta do outro, reunido. Outra tática é tirá-los do setor de visitação pública, para terem mais privacidade. Babuíno sagrado, Paulinho foi encontrado numa carroça de circo, sem água e há dias sem comer. Ele e Penélope vivem juntos há pouco mais de um ano. Seu histórico, segundo Giselda, pode dificultar a adaptação.
“A gente não tem muito o histórico dele e vamos fazer exames para saber se ele foi vasectomizado”, explica ela. “Pode acontecer de ele não ter interesse por sexo, dependendo do tipo de tratamento que sofreu”, completa o biólogo do zoológico Pedro Menezes.
Macaca experiente
Já o Paulinho, chimpanzé do Riozoo, vive em paz com Rhina, mas a paz é tanta que a relação anda morna. “É um casamento de companheirismo”, define o veterinário e diretor do Riozoo Victor Hugo Amoroso, que conta que os dois dividem o mesmo espaço há mais de dois anos. “O Paulinho veio para cá ainda filhote e foi criado na mão. Não foi inserido num grupo ou numa família. Ele não teve a quem observar e seguir. O macaco não age só com o instinto, tem a questão da socialização. A gente até incentiva, com estímulos comportamentais, e a Rhina foi escolhida por já ter experiência. Mas até agora não tivemos resultados”, conta.
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