Venda de lajes é negócio lucrativo nas favelas do Rio
Estudo revela crescimento na verticalização das comunidades. Em algumas áreas, direito a uso da laje chega a R$ 30 mil.
Os anúncios são discretos, a divulgação é feita no boca-a-boca ou através das associações de moradores, mas não é difícil alugar ou comprar uma laje em algumas favelas do Rio. A prática, cada vez mais evidente, mostra que a especulação imobiliária nas comunidades carentes é um mercado consistente e, a menos que o ‘Choque de Ordem’ da prefeitura prove o contrário, irreversível. Embora a verticalização desordenada nessas áreas seja visível, foi um estudo do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippur), centro de pós-graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que começa a ser atualizado a partir da próxima semana, que reuniu os dados em uma pesquisa e apresentou à prefeitura.As informações constam do sistema de informações sobre Assentamentos de Baixa Renda, o cadastro de favelas do Instituto Pereira Passos (IPP). O exaustivo trabalho foi coordenado pelo professor e economista Pedro Abramo.
Os preços desses imóveis, precários, variam de acordo com a localização, mas o aluguel de uma área de dois quartos pode custar em torno de R$ 300 e a venda até R$ 30 mil para construir sobre uma construção já existente, de acordo com a pesquisa.
Conforme o mapa de adensamento populacional do município, a procura por um espaço na laje tem crescido em favelas como Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul, Rio das Pedras, em Jacarepaguá, e em áreas de posse no Recreio dos Bandeirantes, ambas na Zona Oeste. Um dos exemplos da expansão é o crescimento da ocupação no Canal do Cortado, no Recreio. A ocupação das lajes funciona como investimento para moradores que decidem vender o andar de cima porque já fizeram melhorias em suas casas ou conseguiram uma outra, para abrigar filhos ou outros parentes, para alugar, e com isso complementar a renda, ou construir um puxadinho para oferecer mais conforto para a família. Tudo isso dentro de critérios imobiliários próprios, sem consulta a engenheiros ou outros órgãos que regulamentam moradias.
Prefeitura quer impedir a venda de lajes
O secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, garante que um dos grandes desafios da prefeitura será combater essa prática irregular. “É uma tarefa difícil. Mas é importante começar agora e com muita seriedade. Estamos buscando a conscientização das pessoas para os riscos dessas construções, respondendo a todas as denúncias e ampliando os braços de fiscalização”, explica. O secretário adianta ainda iniciativas de estabelecer convênios com entidades representativas, como o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Conselho Regional de Engenharia (Crea) e Clube de Engenharia, além de implementar a utilização do Posto de Orientação Urbanística e Social (Pouso) para controlar a expansão das comunidades.
“Queremos impedir a proliferação dessa venda de lajes. Nosso objetivo é que as pessoas reconheçam as regras do jogo para a regulamentação de cada comunidade. Vamos adotar ações emblemáticas, como as realizadas até agora”, afirma Dias, citando a demolição do Minhocão da Rocinha e o embargo de um prédio de cinco andares na favela da Muzema, no Itanhangá. Ele promete também outras medidas para conter o crescimento desordenado em Rio das Pedras.
O secretário admite, no entanto, a dificuldade em agir de imediato contra algumas habitações irregulares que estão ocupadas há muito tempo, em resposta a uma denúncia de um outro prédio na Rocinha, na Estrada da Gávea, que é explorado por um especulador imobiliário já identificado pela prefeitura.
“São três pavimentos, cada um com dez quitinetes. Ou seja, são 30 famílias morando naquele local. O prédio, que está pronto há cinco anos, chegou a ser embargado durante a construção. Estamos pensando numa solução que seja remover ou indenizar essas famílias”, acrescenta.
Mais de 750 favelas, diz pesquisadora
A advogada e professora de direito civil Cláudia Franco Corrêa, que defende sua tese de doutorado sobre “crescimento verticalizado e direito da laje”, a partir de um trabalho de campo realizado em Rio das Pedras, diz que ficou surpresa com a criatividade nessas comunidades.
“O poder público não se preocupou com habitação para os pobres. Sempre esteve ausente e depois aparecia para reprimir, sem adotar políticas públicas. Diante desse quadro caótico, surgiu um mercado imobiliário fantástico e a figura do especulador que encontrou uma oportunidade de ganhar dinheiro. Muitas vezes é um ‘estrangeiro’, gente que não mora na favela, mas tem dinheiro para comprar uma área por R$ 100 mil, em média, e construir um prédio para alugar”, exemplifica. “O estado não fiscaliza, e ele fica rico”. Segundo a advogada, o número de 750 favelas existentes no município do Rio, de acordo com o IPP, não leva em conta o crescimento vertical. “Quando contabilizarem isso, vamos levar um susto”. Para Pedro Abramo, doutor pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, autor do livro "Teoria Econômica da Favela", obra pioneira sobre o comércio da favela, publicado pela editora francesa L'Harmattan, as casas nas favelas passaram a valer mais do que muitos apartamentos. “Elas (casas) oferecem mais liberdade urbanística. Um morador faz um puxadinho, o outro constrói um quarto para alugar, e outros pagam a casa passando adiante a laje”.
Marinha: 233 vagas em diversos cargos
Para o quadro técnico, são oferecidas 32 para graduados em Comunicação Social, Informática, Meteorologia, Pedagogia, Psicologia, Serviço Social, Engenharia Naval, Ciências Náuticas e Tecnologia de Hidrovia.
Para o quadro complementar de oficiais, são 29 oportunidades para as áreas de Ciências Náuticas; Engenharias Elétrica, Eletrônica e Mecânica; Administração; Ciências Contábeis; e Economia. Outras 76 chances são exclusivas para engenheiros (Aeronáutica, Cartográfica, Civil, de Materiais, de Produção, de Sistemas de Computação, de Telecomunicações, Elétrica, Eletrônica, Mecânica, Mecatrônica, Naval e Química).
Para a área médica, são 95 vagas, algumas só para homens. Há também uma chance para capelão. As inscrições podem ser feitas no site www.ensino.mar.mil.br até o dia 27 deste mês. Somente as inscrições para a área médica têm prazo diferenciado: de 28 de abril a 18 de maio. Já a taxa de participação é comum a todos os cargos: R$ 60.
Uma gravidez por acaso
“Se eu quisesse, teria engravidado de primeira, o que jamais aconteceu. Não tive a intenção de prejudicar o relacionamento dele. Engravidei por acidente”, revelou Camila. Moradora da Vila Kennedy, comunidade onde Léo Moura foi criado, Camila disse que a filha, Isabella, de 7 meses, está sempre com o pai, mas não necessariamente com ela junto. A menina é levada pela mãe do jogador ou pela avó materna para visitá-lo sempre. “Mas vez ou outra ele vem até aqui ver a Isa”, acrescentou. Camila é só elogios ao amigo de infância e pai de sua filha. “Ele é um superpai. Léo me ajudou desde que eu soube que estava grávida, no fim de 2007. E não deixa faltar nada para minha filha até hoje”, contou Camila, confirmando que, mesmo antes do resultado do teste de DNA que confirmou que Isabella era filha de Léo, o jogador já custeava as despesas da menina.
Rotina muda depois da descoberta
A descoberta de que ela é a mãe de uma das filhas de Léo Moura mudou a rotina de vida comum que Camila diz ter. Agora ela divide o tempo entre cuidar de Isabella e fugir da imprensa. “Nem estou indo para a academia. O telefone aqui não para de tocar um minuto”. Por causa disso, Camila também não tem conseguido trabalhar como figurante, trabalho que ajuda nas despesas com a filha. “Nem para os eventos que trabalho como recepcionista estou indo. Quero voltar à minha vida normal”, disse. Para escapar do assédio dos jornalistas, na noite de quarta-feira Camila disse que foi com a filha para a casa do pai dela,
Lista divulgada na Internet
Governo vai divulgar na rede a relação dos devedores da Fazenda Nacional. Perdão de dívidas beneficiou 1,1 milhão
Rio - O governo vai divulgar a partir de 1º de julho a relação dos devedores da Fazenda Nacional, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, inscritos na Dívida Ativa da União. A relação será publicada no site da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional na Internet (www.pgfn.fazenda.gov.br) e será atualizada mensalmente. Constarão na lista o nome do devedor principal, os corresponsáveis, seus CPFs ou CNPJs e ainda o número da inscrição na dívida e a unidade responsável.
A Portaria 642, com a regulamentação assinada pelo procurador-geral da Fazenda Nacional, Luiz Inácio Adams, foi publicada ontem no ‘Diário Oficial da União’. De acordo com o texto, o devedor “poderá requerer sua exclusão da lista mediante exposição dos motivos que justifiquem o pedido, acompanhada dos elementos comprobatórios dos fatos”.
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional também concluiu o processo de perdão de dívidas com a União no valor de até R$ 10 mil. Foram beneficiados 1,156 milhão de contribuintes, cerca de um terço do total de devedores na Dívida Ativa da União. São 800 mil empresas e 356 mil pessoas físicas. Ao todo, foram perdoados R$ 3 bilhões, cerca de 0,5% do total da Dívida Ativa. O benefício só vale para as dívidas vencidas até 31 de dezembro de 2002. Já o valor de R$ 10 mil considera a atualização do débito até dezembro de 2007.
A Receita Federal divulgou ter recebido 6,5 milhões de declarações do Imposto de Renda 2009. O número representa aumento de 13% em relação ao registrado no mesmo período de 2008 e pouco mais de 25% das declarações esperadas este ano (25 milhões). O prazo para acertar as contas vai até o dia 30. Entre os contribuintes obrigados a declarar, estão aqueles que receberam, em 2008, rendimentos superiores a R$ 16.473,72.
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!