Bairros do Rio e de outros dez municípios do estado do Rio continuam sem luz na manhã desta sexta-feira (13). Na Zona Norte do Rio, trechos da Tijuca e do Andaraí, na Zona Norte, estão sem energia desde a noite de quinta (12). A Light, concessionária de energia, faz os reparos, mas ainda não há previsão para normalizar o abastecimento. Forte chuva atingiu o estado do Rio na tarde de quinta-feira. Também sofrem com o problema alguns bairros de São Gonçalo, Itaboraí e Niterói, na Região Metropolitana; Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; Teresópolis e Petrópolis, na Região Serrana; Itaperuna, no Noroeste Fluminense; Angra dos Reis, no Sul Fluminense, e Quissamã e São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense. As informações são da Ampla, concessionária de energia destas regiões.
BR-101 está interditada
A BR-101 está interditada nos dois sentidos na altura de Silva Jardim, no km 214. O motivo é que o Rio Aldeia transbordou por causa da chuva. A pista cedeu na cabeceira da ponte. A opção para quem segue no sentido Norte-Sul da via é desviar em Macaé ou em Rio das Ostras. Quem vem do Sul deve seguir pela Via Lagos.
A RJ-122 está interditada nos dois sentidos na altura de Cachoeiras de Macacu. Segundo os bombeiros, o motivo é um deslizamento de barreira.
Ruas e avenidas alagadas
Os motoristas que trafegaram nesta madrugada pela Lagoa, na Zona Sul, Jacarepaguá, na Zona Oeste, e em São Cristóvão, na Zona Norte, encontraram ruas e avenidas alagadas pela chuva. Os pontos de ônibus estavam alagados. Vários carros apresentaram problemas nas vias.
Aeroportos operam por instrumentos
Os aeroportos do Rio operam apenas com auxílio de instrumentos na manhã desta sexta. Não há registro de atrasos nem cancelamentos, segundo o site da Infraero. Na quinta (12), o aeroporto ficou mais de duas horas fechado para decolagens.
No Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, no subúrbio, dois voos foram cancelados nesta manhã, sendo um de chegada e outro de partida, segundo o site da Infraero.
O advogado Paulo Oliveira, pai da brasileira agredida na Suíça, disse que duas agentes da polícia feminina da Suíça estiveram no Hospital Universitário de Zurique, onde Paula Oliveira se recupera. Elas teriam ido pedir desculpas formais à jovem.
A advogada Paula Oliveira foi agredida por três homens brancos, com cabelo raspados, na noite de segunda-feira (9), em Dubendorf, cidade que fica perto de Zurique. Grávida de gêmeos havia três meses, ela acabou perdendo as crianças e sofreu cortes em todas as partes do corpo.
Segundo o pai de Paula, as agentes reconheceram que o tratamento da polícia não foi adequado. Elas teriam dito que a vítima não deveria ter sido ouvida por homens. As policiais teriam garantido ainda que, a partir desta sexta-feira (13), o processo de investigação começa do zero.
Diante disso, Paulo Oliveira disse que vai dar um tempo para que a polícia apresente resultados. Ele insiste que não quer vingança. Quer apenas justiça.
'Não podemos aceitar'
Autoridades brasileiras estão cobrando explicações da Embaixada da Suíça e mais empenho da polícia daquele país. Para autoridades em Brasília, há evidências de xenofobia, preconceito e intolerância contra a brasileira. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu ao governo da Suíça transparência nas investigações e rigor na punição dos agressores. O presidente Lula reagiu indignado à agressão à brasileira. “O que nós queremos é que eles respeitem os brasileiros lá fora como nós os respeitamos aqui e como nós os tratamos bem aqui. Acho que não podemos aceitar e não podemos ficar calados diante de tamanha violência contra uma brasileira no exterior”, afirmou. O encarregado de negócios da Embaixada da Suíça foi chamado para uma conversa no Itamaraty. Claude Krotaz lamentou a violência. Disse que o caso será investigado com rapidez e rigor. “Se, de fato, houve uma agressão de natureza xenofóbica, esse é um agravante que tem que ser levado em conta e investigado em profundidade. Não há a menor dúvida de que é um caso chocante”, declarou o ministro. “Investigação rigorosa, punição exemplar para esse crime que é gravíssimo, porque tem conotação de crime neonazista que traz de volta toda a temática dos direitos humanos, o horror do holocausto da discriminação do preconceito. Não pode haver tolerância com esses intolerantes”, disse o secretário dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi. Em nota, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara afirmou que a violência é uma afronta aos direitos humanos e que a Suíça deve respostas contra a intolerância.
Brasileiros que moram na Suíça reclamam da violência contra estrangeiros e estão organizando uma passeata para pressionar as autoridades a identificar e punir os homens que espancaram a brasileira Paula Oliveira.
Imprensa suíça levanta dúvidas sobre o caso
“Nós sabemos que essa atitude está dentro de uma onda de xenofobia que hoje atinge toda a Europa por conta da política migratória, que é cada vez mais hostil a quem vem de fora”, afirmou o deputado Marcondes Gadelha (PSB-PB), presidente da Comissão de Relações Exteriores. “É um sintoma que precisa de uma reação muito forte, e os brasileiros têm sofrido com isso. A própria lei da imigração endureceu com o Brasil e é preciso que demonstremos que somos iguais e os iguais merecem respeito”, comentou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto. O governo brasileiro aguarda mais explicações da polícia suíça ainda nesta sexta. As críticas ao tratamento dado a Paula Oliveira pelas autoridades em Zurique podem levar o Brasil ao Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas.
Agressão
Segundo relatos que Paula fez para o pai, ela havia acabado de sair do trem e ia em direção à casa onde reside com o companheiro, Marco Trepp, quando, foi surpreendida por três homens, aparentemente neonazistas.
Paulo Oliveira, que é secretário parlamentar, foi avisado pela filha, por telefone, sobre o ocorrido na madrugada de terça-feira (10), pelo horário de Brasília. Em seguida, avisou ao deputado federal Roberto Magalhães (DEM-PE), para quem trabalha, e também o senador Marco Maciel (DEM-PE) e pegou o primeiro voo em direção a Zurique, juntamente com a mãe de Paula, Geni. “Deram socos, chutaram e a cortaram com estiletes no corpo inteiro e até fizeram a sigla SVP nas pernas”, afirmou ele, por telefone, de Zurique, ao G1. “Eles tinham suásticas na cabeça”, informou ele.
A sigla faz alusão a um dos principais partidos políticos suiços, o Centro da União Democrática (chamado UDC em francês). "Uma facção do partido tem uma posição muito dura em relação à questão da imigração", disse a cônsul-geral do Brasil em Zurique, Vitoria Cleaver.
Viúva do 11 de setembro está entre vítimas de acidente aéreo em Nova YorkBeverly Eckert, uma das passageiras do voo 3407, perdeu o marido no ataque terrorista contra o World Trade Center, no dia 11 de setembro de 2001.
A viúva estava no avião da Continental Airlines, que fazia o trajeto de Newark, em Nova Jersey, para Buffalo, no estado de Nova York. Ele caiu em uma área residencial de Clarence Center, no subúrbio da cidade, matando os 48 ocupantes e uma pessoa que estava em solo. O acidente ocorreu por volta das 22h20 (horário local, 1h20 no horário de Brasília) de quinta-feira (12).
Veja fotos do local da queda do avião
Segundo Sue Bourque, irmã da vítima, Beverly iria a Buffalo para lembrar o aniversário do marido falecido, Sean Rooney, que completaria 58 anos. Essa era a cidade natal dele. Durante o fim de semana, Beverly também participaria de uma premiação na escola Canisius High School, criada por ela em homenagem a Rooney.
Mesmo antes da confirmação das mortes, Sue já esperava o pior. “Sabemos que ela estava naquele avião e que agora está com ele [o marido]”, afirmou a irmã da vítima ao jornal local “Bufallo News”. Beverly continuou morando na mesma casa em Stamford, Connecticut, mesmo após a morte do marido -- os dois começaram a namorar na adolescência, segundo o “Bufallo News”. A vítima do acidente aéreo era uma das representantes da organização Voices of Sept. 11, criada para defender as famílias dos mortos nos atentados terroristas de 2001.
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