Começa na madrugada de quinta-feira (19) e vai até a meia-noite de quarta-feira de cinzas (25), podendo se estender até o dia 29, o esquema da Polícia Rodoviária Federal para o carnaval 2009. Ao todo, 800 agentes trabalharão nas rodovias federais. O objetivo, segundo a PRF, é tentar diminuir o número de acidentes. Os dias de menor movimento nas estradas devem ser sábado de manhã (20) ou quarta-feira (18) à tarde.
O governo do Rio também divulgou nota com o balanço das principais estradas estaduais . Há informações sobre obras e trechos interditados. Segundo a PRF, as principais causas de acidente no estado do Rio são desatenção, falta de distância de segurança entre veículos, velocidade alta, animais na pista, desobediência à sinalização, ultrapassagem indevida, ingestão de bebida alcoólica e defeito mecânico.Em 2008, entre a sexta-feira e a quarta-feira de cinzas foram registrados 255 acidentes, com 111 feridos e 11 mortes. Em 2007, foram 227 acidentes, 99 feridos e 3 mortos; e em 2006, os números foram 213, 152 e 12, respectivamente. Ao longo de 2008, foram 11.914 acidentes, com 4.470 feridos e 481 mortes.
Recomendações
Com a vigência da Lei Seca, serão usados 41 etilômetros durante o carnaval. A orientação é que motoristas não bebam e que tenham paciência ao dirigir, já que é comum o grande fluxo de veículos no período. Motoristas que forem flagrados com sinais de embriaguez podem pagar multa de R$ 955, perder sete pontos na carteira e terem seu direito de dirigir suspenso por um ano. A ingestão de bebida alcoólica também pode ser caracterizada como crime, com pena que varia de seis meses a três anos de prisão. A PRF orienta também que motoristas viajem com a documentação em dia e façam revisão no veículo. Deve-se verificar o sistema de frenagem, óleos lubrificantes, o nível água no radiador e o sistema de iluminação.Além dos etilômetros, também serão usados radares fotográficos, Palm Tops, rádios individuais para os agentes de combate ao crime e motocicletas, que ajudarão a desobstruir vias em caso de acidentes ou congestionamento.
Trechos importantes
Na BR-101, tanto na região Sul quanto Norte, por serem importantes corredores de acesso às regiões litorâneas do estado, a polícia se dedicará a melhorar a fluidez do tráfego. Na Rio-Santos (BR-101-Sul), trecho que liga o Rio à Costa Verde, estão sendo feitas obras de duplicação na via. Com isso, a pista simples de mão dupla costuma ter concentrações de veículos ainda maiores que nos demais trechos. A rodovia Magé-Manilha (BR-493), muito usada como alternativa à Niterói-Manilha, possui uma obra no km 10, sem previsão de término e com uma das faixas interditadas. No local, o trânsito flui alternadamente entre as faixas de rolamento, causando retenções diariamente.
Outros esquemas especiais
A Via Lagos terá atendimento especial durante o carnaval. A estimativa é que cerca de 340 mil veículos passem pela rodovia entre 18/02 e 1º de março. Equipes de atendimento médico e mecânico do serviço SOS Usuário ficarão em oito bases operacionais em pontos estratégicos da rodovia para atender ao aumento da demanda no período.
Motoristas contam também com caminhões-guinchos equipados com cabines duplas, que proporcionam mais conforto no atendimento. A concessionária ainda disponibiliza um trailer para o apoio às operações, atendimento e orientação aos usuários. Especialmente adaptado para o serviço, ele ficará baseado nos períodos de maior fluxo nas saídas ou entradas da rodovia, com agentes de monitoramento de tráfego e equipes de resgate.
A Polícia Militar Rodoviária fará o monitoramento do trânsito e haverá painéis eletrônicos com informações de segurança e educação no trânsito. Outras informações estão no site www.grupoccr.com.br/vialagos ou pelo telefone (21) 3634-9800 (ramal 9870). Em caso de emergência, o usuário pode ligar para 0800 7020124.
RJ-116
Cerca de 150 mil veículos devem passar pela RJ 116 (Itaboraí - Nova Friburgo - Macuco) durante o carnaval. A Concessionária Rota 116, que administra a Rodovia, terá 160 funcionários em regime de plantão a partir do dia 20 até as 12 horas do dia 26. Obras de manutenção da rodovia serão suspensas durante os dias de folia e papa-filas ajudarão nas Praças de Pedágio. Em caso de emergência, motoristas devem ligar para o 0800 282 0116 e solicitar serviços como guinchos, viaturas de inspeção de tráfego, ambulâncias-resgate, caminhões para apreensão de animais, carro-pipa e equipe especializada para atendimento em acidentes.
BR-101
A Autopista Fluminense, concessionária que administra a BR-101, preparou um esquema especial com guinchos extras durante o carnaval. As obras da rodovia que exigem interdições adicionais foram suspensas durante o carnaval. Cinco painéis de mensagens informarão sobre as condições da rodovia e cerca de 70 profissionais darão atendimento mecânico aos usuários.
Além disso, 120 profissionais da área de saúde, incluindo 28 médicos, se revezarão em 11 ambulâncias para atender os usuários, 24 horas por dia. Doze viaturas ajudarão no atendimento aos usuários e haverá um caminhão de combate a incêndios, uma motocicleta para facilitar atendimentos e uma viatura para resgate de animais. Para emergências o telefone é 0800 2820 101.
A morte da italiana Eluana Englaro, que estava em coma havia 17 anos, na última segunda-feira (9), levantou mais uma vez a antiga polêmica sobre a eutanásia -a prática de auxiliar na morte de algum paciente que está sofrendo em estado terminal.
O procedimento tem forte oposição da Igreja Católica e é proibido na maioria dos países. Mas na Antiguidade, antes do surgimento do cristianismo, ajudar alguém a ter uma 'morte boa' era algo permitido e até corriqueiro.
A maioria dos médicos da Antiguidade era relutante em tratar casos ‘incuráveis’, deixando para os pacientes terminais poucas opções que não a eutanásia. Muitos filósofos da Grécia e Roma antigas consideravam o suicídio uma ‘morte boa’, como resposta apropriada e racional a diversos males.
Mas, apesar dessa permissividade, o juramento de Hipócrates, feito entre os séculos 5 a 3 antes de Cristo, condena a eutanásia. Segundo Ian Dowbiggin, historiador e autor de "A Concise History of Euthanasia", em entrevista ao G1 por telefone, isso provavelmente ocorreu como uma forma de protesto contra grande número de casos. "Os seguidores de Hipócrates proibiam os médicos de tirar a vida de um paciente. Mas na Roma e Grécia antiga no geral havia uma tolerância grande sobre a autanásia e o suicídio. Geralmente os médicos da época abandonavam o leito quando percebiam que um paciente estava quase morrendo."
A moral cristã e o fim da 'boa morte'
A atitude dos gregos e romanos antigos a favor da morte assistida encontrou resistência nos primeiros séculos de nossa era: o judaísmo e a emergência do cristianismo criticaram fortemente a morte que não fosse natural. Mais tarde, um grande porta-voz dessa moral foi Santo Agostinho, que, em seu livro “Cidade de Deus” (de 428), argumentou que o suicídio era simplesmente outra forma de homicídio e que, portanto, também era proibido. Os reformistas eram tão ou mais contrários à eutanásia do que os católicos.
O gabinete de segurança de Israel condicionou nesta quarta-feira (18) a abertura das fronteiras da Faixa de Gaza à libertação do soldado israelense Gilad Shalit pelo Hamas, segundo o ministro Meir Sheetrit.
A decisão foi anunciada depois de uma reunião para avaliar uma proposta de trégua de longo prazo para a região palestina controlada pelo Hamas.
O gabinete disse que abrir as fronteiras, fechadas desde que o Hamas tomou posse do território, seria "inaceitável" sem a soltura do militar.
O Hamas já rejeitou as condições. "O Hamas rejeita estas condições que obstruem deliberamente os esforços do Egipto", afirmou em um comunicado o movimento islamita, que controla a Faixa de Gaza. "Israel quer utilizar a trégua e (a libertação de) Shalit com fins políticos" visando a formar um novo governo israelense depois das eleições de 10 de fevereiro, declarou, por sua parte, um porta-voz do movimento, Fawzi Barhum.
Ministério Público de Zurique abre processo contra brasileira feridaO Ministério Público de Zurique anunciou nesta quarta-feira (18) que abriu uma investigação penal contra a brasileira Paula Oliveira, agredida na Suíça.Ela é suspeita de ter inventado a história de que foi agredida por três neonazistas e, em decorrência disso, abortado de gêmeos, o que teria induzido a Justiça ao erro.
A polícia de Zurique põe em dúvida a versão de Paula . Segundo a investigação, ela não estava grávida no momento do ataque e poderia ter sido a própria autora dos ferimentos que recebeu.Um tribunal distrital de Zurique designou um advogado para defendê-la e ela teria aceitado, segundo comunicado do Ministério Público.Paula não poderá deixar o país enquanto durar a investigação, segundo o comunicado do Ministério Público. Seu passaporte e seus demais documentos foram bloqueados.
Caso condenada, Paula pode ser sujeita a penas como tratamento psicológico, multa ou até mesmo prisão de três anos.A nota também diz que a investigação policial sobre a agressão, iniciada após denúncia feita por Paula, continuará em curso apesar do indiciamento.
Fora do hospital
Paula deixou na terça-feira o hospital em que se recuperava em Zurique.
Na portaria do hospital, o pai dela, o advogado Paulo Oliveira confirmou aos jornalistas que a filha dele receberia alta e que sairia pela porta da frente. Depois, ele para comprar os remédios receitados pelos médicos, principalmente analgésicos para aliviar a dor dos cortes que Paula Oliveira tem por todo o corpo.
Na volta, a surpresa. Paula, que o pai diz sofrer de lúpus, tinha preferido sair por uma porta dos fundos. O pai argumentou que a filha ficou muito estressada depois que soube que a polícia suíça negou que ela estivesse grávida na hora do suposto ataque e chegou a considerar a hipótese de que Paula tenha cometido autoflagelo. “Ela não tem nada a esconder, continua abalada emocionalmente e hoje ela teve um impacto do choque com a realidade", afirmou ele. No segundo andar do apartamento onde vive em Dubendorf, a seis quilômetros de Zurique, a mãe dela abriu a porta, mas não quis se mostrar. No segundo andar, Paula chegou a aparecer na janela de relance, mas desapareceu quando viu que estava sendo filmada. A família Oliveira pretendia levar Paula ao Recife para descansar entre parentes e amigos mais próximos. Mas a polícia de Zurique já avisou que pretende ouvi-la novamente. Enquanto o processo não estiver concluído, Paula não poderá deixar a Suíça.
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!