Beija-Flor: A polêmica já está no ar
Escola terá carro alegórico e alas referindo-se à fama dos franceses de não gostar de banho
Rio - Há algo de podre no reino de Momo. Um cheirinho de polêmica deve se espalhar pelo ar no desfile da bicampeã do Carnaval. A Beija-Flor levará para a Avenida um carro alegórico e fantasias de cinco alas lembrando a fama dos franceses de não serem muito chegados a tomar banho — tema do enredo da escola de Nilópolis. Para alguns foliões, a homenagem às avessas não cheira nada bem.
“É uma piada. Somos o povo mais limpo e perfumado do mundo”, opina o professor francês Alain Ferrer, 37 anos, radicado há seis no Brasil. “Não estão falando de mim. Quando conheci minha namorada brasileira, a primeira coisa que disse é que sou francês mas tomo banho”, diverte-se o professor.
Uma das fantasias é a ‘Conde e Condessa de Rochester, a nobreza disfarça o fedor’. O quarto carro, ‘Versalhes, o transpirar da suja Europa’, é uma referência ao Château de Versailles, a suntuosa residência do rei Luís XIV em Paris. “Dizem que foi construído sem banheiros, por isso jogavam as necessidades pelas janelas”, conta o chefe de decoração de alegorias do barracão, Roger Madruga. Audrey Bagassien, 25 anos, uma das 26 bailarinas do famoso cabaré francês Moulin Rouge que estarão na homenagem à França da Grande Rio, está curiosa. Vai assistir à Beija Flor para ver o que será falado sobre o seu amado povo francês. “Esse negócio de não tomarmos banho não é verdade. Só quero ver como vão mostrar isso”, disse ela. O faro do carnavalesco Fran-Sérgio diz que a escola não terá problema com os gringos ao abordar o tema. “Não vamos dizer que eles não tomavam banho, é a História que diz.
Além do mais, nosso desfile não terá sujeira. Pelo contrário. Vamos borrifar essências ao longo do desfile, e esse quarto carro é o mais luxuoso de todos”, afirma Fran-Sérgio.
CADA VESTIDO DAS BAILARINAS CUSTA R$ 32 MIL
As dançarinas do Moulin Rouge vão ter um esquema especial de segurança durante sua apresentação no desfile da Grande Rio. O motivo de tanta preocupação é o valor da roupa que cada uma das 26 bailarinas — há ainda seis homens no grupo — vai usar: R$ 32 mil. Além de paetês, cristais, plumas e filó, o modelito traz uma armação que vai desafiar o preparo físico das meninas que vão misturar cancã com samba. “A dificuldade está em conciliar o peso da roupa com esses movimentos, sem perder o ritmo. Mas para isso vamos treinar exaustivamente no barracão até que tudo esteja acertado”, disse a coreógrafa Janet Pharaoh. É a primeira vez que essa geração de bailarinas do Moulin Rouge está no Brasil. A média de idade delas é 24 anos e de altura, 1,80 metros. Os espetáculos na França são produzidos para ficar dez anos em cartaz. Depois, é mudada a coreografia. O custo é de R$ 320 milhões.
Apelo a ex-metalúrgico
Sindicalistas vão ao Palácio do Planalto pedir que Lula reverta as 4.270 demissões na Embraer. Em reunião com ministros, presidente volta a manifestar indignação com os cortes da empresa
BRASÍLIA E SÃO PAULO - O secretário-geral da central sindical Conlutas, Luiz Carlos Prates, e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), Adilson Santos, foram ao Palácio do Planalto pedir que o presidente Lula (ex-metalúrgico) impeça a demissão de 4.270 funcionários da Embraer. Foi o maior corte feito por empresa brasileira desde o agravamento da crise global, em setembro — 20% dos 21.362 empregados. Os sindicalistas ameaçam parar a Embraer, terceira maior exportadora do País e terceira maior fabricantes de jatos comerciais do mundo.
Como a audiência com Lula não estava marcada, eles foram recebidos por assessores, que prometeram agendar reunião na próxima semana. Os sindicalistas disseram que o governo tem poder de veto por ter açõespreferenciais da empresa. “Queremos que o governo intervenha”, afirmou Prates, cobrando ações imediatas de Lula, inclusive a edição de medida provisória para readmitir empregados. “Se o presidente não reverter a situação, que a Embraer seja reestatizada, porque recebe muitos recursos do governo”. Os sindicalistas acusam a empresa de má-fé. Informaram que, na quarta-feira, a Embraer havia garantido que não haveria demissões e, no dia seguinte, fez as dispensas sem negociar. Por isso, a Força Sindical e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos vão ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas. Na ação, pedirão que o TRT reconheça a ilegalidade da dispensa.
Na quinta-feira à noite, ao saber das demissões, Lula se reuniu com o presidente da CUT, Artur Henrique, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro de Comunicação Social, Franklin Martins. E decidiu convocar diretores da Embraer para cobrar explicações — o encontro deverá ser quarta-feira. Ontem, em reunião com ministros da área social, Lula voltou a demonstrar indignação. Disse que a empresa recebeu muitos recursos do BNDES e deveria ter prevenido o governo.
Protestos na porta da fábrica
Em protesto contra as demissões na Embraer, o Sindicato dos Metalúrgicos promoveu passeata na manhã de ontem com funcionários do primeiro turno da empresa. Os sindicalistas pararam os ônibus que levavam ostrabalhadores à Embraer, por volta das 5h30, em frente ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De lá, seguiram em caminhada de cerca de meia hora até a sede da companhia, sob vigilância de policiais. No percurso, acompanhados por um carro de som, colocaram em votação vários pontos — aprovados pelos funcionários —, como a reestatização da Embraer e exigir do presidente Lula medidas para barrar as demissões. Logo depois, todos assumiram os postos de trabalho.
REUNIÃO COM BNDES
Presidente da CUT, Artur Henrique acusou a Embraer de “oportunismo” por ter anunciado as dispensas. Ele classificou a demissão de “obra de incompetência administrativa e amadorismo gerencial” e informou que a CUT fará mobilizações para pressionar a empresa. Artur Henrique protestou pelo fato de a Embraer ter recebido aportes do BNDES, “cujo patrimônio é em grande parte composto por recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador”. E destacou que a empresa bateu recordes de vendas em 2008. De acordo com o BNDES, no ano passado, o banco disponibilizou US$ 542 milhões para a Embraer exportar seus aviões — 90% da produção vão para o mercado externo. A assessoria de imprensa do banco informou que haverá reunião nos próximos dias com a direção da Embraer. O BNDES justificou que “as decisões tomadas pela empresa não necessitam ser comunicadas com antecedência ao banco”, já que a instituição não participa da gestão da Embraer.
CSN NÃO PODERÁ FAZER NOVAS DEMISSÕES SEM AVISAR À JUSTIÇA
A partir de agora, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) terá que se reportar à Justiça do Trabalho, com antecedência de 48 horas, caso pretenda fazer qualquer demissão. A decisão foi tomada pela 3ª Vara do Trabalho de Volta Redonda, acatando pedido do Ministério Público do Trabalho em ação ajuizada na semana passada. A empresa já desligou 1.300 pessoas desde dezembro, e a previsão, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Região Sul Fluminense, é de mais mil dispensas. Caso a decisão da Justiça não seja cumprida, as demissões poderão ser consideradas nulas. Responsável pela decisão, o juiz Rodrigo Dias Pereira determinou que a companhia apresente relatório de todas as dispensas feitas desde 1º de dezembro. O objetivo é comparar a lista com o quadro no mesmo período de 2007. Para os procuradores Marco Antonio Sevidanes da Matta e Sandro Henrique Carvalho de Araújo, autores da ação, “a providência judicial atendeu às expectativas mais urgentes que o caso requer, pois impede que novas demissões sejam realizadas, chamando em juízo a empresa e o sindicato para apresentarem propostas tendentes a entabular uma negociação em torno do caso”.
Turistas na mira de bandidos
Mais dois estrangeiros são vítimas. Polícia registra nesta época do ano aumento de 20% nos ataques
Rio - Depois de dois dias de ataques a mais de 70 turistas na cidade, bandidos fizeram novas vítimas ontem em Santa Teresa e Copacabana, na Zona Sul, às vésperas do Carnaval — época em que, segundo o titular da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), Fernando Veloso, há um aumento de 20% no número de ocorrências. À noite, a polícia conseguiu prender um suspeito de assaltar 34 jovens em albergue na Lapa.
Pouco tempo depois de desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no fim da madrugada de ontem, a estudante australiana Sarah Ting-Ting Maryssael, 22 anos, foi roubada e agredida por um assaltante na porta do albergue em que ficaria hospedada nos próximos cinco dias, em Santa Teresa. A jovem, que estava acompanhada de um casal de amigos, chegava de Salvador, na Bahia.
O crime ocorreu por volta das 5h, na Rua Francisco Muratori. Sarah foi a última a descer do táxi e pagava a corrida já do lado de fora do carro, quando um homem puxou sua bolsa. Ela caiu no chão e foi chutada pelo criminoso, que também deu um tapa em seu rosto. O bandido fugiu levando R$ 600, o passaporte da estudante e cartões de crédito. Horas depois, Sarah prestou depoimento na Deat segurando uma canga com o desenho da bandeira do Brasil.
Enquanto isso, o técnico em eletrônica australiano Darren Lee, 31, também registrava ocorrência de roubo, em Copacabana, onde foi assaltado por um bandido armado com uma faca. Darren caminhava com um amigo no calçadão na noite de quinta-feira.
A confusão começou no início do mês, quando Jaccoud contratou um veterinário para sacrificar os cães. Os animais sumiram. Segundo o ex-secretário, eles foram soltos em uma fazenda — mas o que revoltou a cidade foi uma conversa telefônica entre ele e a responsável por uma ONG. O diálogo foi gravado e veiculado num programa de TV.
Após a exibição da reportagem, moradores foram à porta da prefeitura protestar contra Jaccoud, que pediu demissão. O prefeito Heródoto Bento de Mello confirmou a exoneração sexta-feira da semana passada.
O ex-secretário defendeu-se, alegando que não tinha onde pôr os animais e que o sacrifício foi necessário porque os cães (dois rottweilers e um bull terrier) ofereciam risco aos funcionários que circulavam no pátio da prefeitura. “Eu estava sendo pressionado para tirá-los dali. Eles eram perigosos. É comum que animais que oferecem risco e doentes sejam sacrificados”, disse.
Sobre a comparação dos animais com crianças negras, Jaccoud admitiu que errou. “É verdade que animais doentes e ferozes não estão entre os preferidos na adoção. Não fui feliz na minha declaração, admito”, disse Jaccoud.
Veterinário nega o sacrifício
O médico veterinário que foi contratado para fazer a eutanásia nos animais presos na prefeitura disse que não concluiu o serviço, porque encontrou uma fazenda para colocá-los em Trajano de Moraes, município vizinho a Nova Friburgo. O ex-secretário Marcelo Jaccoud sustenta a mesma versão. A comerciante Silmara Jonas, 50 anos, que ajuda na alimentação de animais que costumam ficar presos no pátio da prefeitura, foi uma das que protestaram contra a decisão do ex-secretário. “Não tinha necessidade de sumir com aqueles cães. Eu sempre ajudei a mantê-los. Faço isso há três anos com todos os animais que são trazidos para o pátio da prefeitura”, contou. Não há notícias sobre os bichos.
Começa a briga por vaga no Grupo Especial
Dez escolas do Grupo de Acesso se apresentam hoje na Passarela com alegorias gigantes. Só uma vai subir
Rio - Se nos últimos anos as escolas do Grupo de Acesso vêm mostrando desfiles dignos de figurar na elite do samba, neste Carnaval elas prometem se superar. Quando as 10 agremiações pisarem no Sambódromo, a partir das 20h de hoje, o público vai se surpreender com a grandiosidade do espetáculo. Só a campeã subirá para o Grupo Especial. O espetáculo será transmitido ao vivo pela CNT a partir das 19h.
Uma polêmica assombra o espetáculo, que pode parar na Justiça. Ainda não se sabe quantas escolas caem para o Grupo B. A recém-criada Lesga defende que somente a última colocada dê lugar à campeã do B. Já a Associação das Escolas de Samba, que organiza os demais desfiles, não quer mexidas: sobem duas e e caem duas.
“Pela primeira vez nós vamos brigar pelo título, acho que estamos prontos, cheios de surpresas e novidades”, promete o presidente da caçula Renascer de Jacarepaguá, Carlos Salomão, que uniu Paulo Barros e Paulo Menezes no enredo ‘Como vai, vai bem? Veio a pé ou veio de trem?’. Para conquistar a chance de estrear na primeira divisão do samba, Salomão acredita no impacto da mistura entre a inventividade de um e o tradicionalismo de outro: “São dois estilos completamente diferentes na mesma escola, vamos abrir o desfile com a cara do Barros e fechar com a do Menezes. Com exceção do casal de mestre-sala e porta-bandeira, que é um pouquinho de cada um deles”.
SÃO CLEMENTE: A VOLTA
Na São Clemente, rebaixada da elite ano passado e primeira a entrar na Avenida hoje, a expectativa é grande. “A escola vem com muita garra e com uma apresentação de gala, digna de um Grupo Especial. Nosso objetivo é ser campeã, não estamos fazendo figuração”, garante o vice-presidente Roberto Almeida Gomes. A Amarela-e-Preta de Botafogo, cujo enredo homenageia o palhaço Benjamin de Oliveira, aposta nas alas coreografadas, no abre-alas com mais de 40 metros, e em enormes carros alegóricos para conquistar público e jurados.
Outra forte concorrente ao título, a União da Ilha do Governador — que não desfila no Especial desde 2002 — afugentou a crise e investiu quase R$ 2 milhões (quantia estratosférica para os padrões das escolas do Acesso) para fazer uma apresentação à altura de sua História. “Vamos trazer inúmeras surpresas, principalmente na bateria. O público vai amar. Preparamos um Carnaval para lutar pelo título. Com todo respeito às outras escolas, tenho que dizer que quem quiser o título vai ter de ganhar da União da Ilha.
Há muito tempo não vínhamos tão bem assim”, provoca o presidente Ney Filardis. Com ‘Viajar é preciso’, a escola levará à Sapucaí um Abre-Alas de 62 metros quadrados representando o escritor Julio Verne. No quesito musas, o Acesso também não deixa nada a dever. Estarão hoje na Avenida Adriane Galisteu e Luiza Brunet (Rocinha), Thatiana Pagung (Inocentes de Belford Roxo), Moranguinho (Tuiuti) e Nivea Stelman (Renascer), entre outras.
Muitos foliões já se concentram no bairro de São José, no Recife, por volta das 8h deste sábado (20), para a saída do Galo da Madrugada, considerado o maior bloco carnavalesco do mundo. Um grupo de 150 amigos da mesma empresa formou o bloco "Tô perdido no Galo", que sai há 20 anos no Galo da Madrugada.
Para aguentar a folia, o grupo faz um café da manhã regional na concentração do bloco com manguzá, macaxeira, carne de charque e tapioca. "É para sair com a barriga cheia para aguentar tomar todas", diz a técnica de segurança do trabalho Etacília Pontes, de 53 anos, que servia o café por volta das 8h deste sábado.
Seu colega do mesmo bloco, o professor José Valter Souza, de 33 anos, garante que a técnica funciona. "Vou beber até 2h da manhã. Aqui a gente tem hora para chegar, mas não tem hora para sair", disse.
Com muita alegria e energia, que só pode ser de criança, os componentes das 16 escolas mirins que passaram pela Marquês de Sapucaí, no Centro do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (20) deram um show comparável ao de gente grande.Cumprindo rigorosamente o regulamento, eles fizeram bonito com uma apresentação digna de nota 10. Nove escolas escolheram enredos que falavam do ano França-Brasil. Mas, a esperança de conseguir patrocínio não deu certo.
O desfile começou às 17h30 com os Filhos da Águia tendo à frente a cantora Marisa Monte, que é madrinha da escola. O enredo “Filhos da águia é sonho, cor e fantasia. E leva Mônica e sua turma à França com alegria” mostrou que a criançada aprendeu direitinho a lição para mostrar ao público que merece seguir os caminhos dos mestres da Portela. Foram aplaudidos com entusiasmo pela galera do Setor 1, logo na entrada da Avenida. Em seguida, foi a vez do Império do Futuro, com a rainha da bateria Pamela, de 11 anos, que exibia seu gingado para deleite dos pais e tios que acompanhavam de perto a apresentação. Os outros baixinhos também mostraram competência. A bateria tirou o fôlego de muita gente, mas todos fizeram bonito até o final.Na entrada, quase todos os presidentes das agremiações, que apesar de serem compostas por crianças, querem apresentar um espetáculo de qualidade, reclamaram da falta de apoio e patrocínio. “Foi um ano difícil, mas, mesmo diante de tantas dificuldades, estamos aí em respeito ao público”, disse um deles.
A cantora Beth Carvalho foi homenageada pela Miúda da Cabuçu. A pequena agremiação azul e branco desfilou com a reedição do samba “Jubileu de prata: Beth Carvalho, a enamorada do samba”. O mesmo enredo foi apresentado em 1984, quando o samba marcou a estreia da Unidos do Cabuçu, a escola-mãe, na Marquês de Sapucaí e seu primeiro título na Avenida como campeã do grupo 1B - atualmente Grupo de Acesso A. “Depois de 25 anos, estou sentindo a mesma emoção. É demais. Acima de tudo, com essas crianças lindas. Estou muito feliz”, disse, ao fim do desfile, acenando para o público. Mas houve outros espetáculos emocionantes, como o desfile da “Mangueira do Amanhã” e “Aprendizes do Salgueiro”, além de todas as outras agremiações mirins formadas por crianças empenhadas em aprender o enredo e seguindo a orientação de experientes coordenadores das escolinhas.
A “Mangueira do Amanhã” reeditou o hino que deu o título a sua escola de origem em 2002: “Brasil com 'Z' é pra cabra da peste, Brasil com 'S' é nação do Nordeste”. O público vibrou com Matheus, 12 anos, e Victoria, 11, mestre-sala e porta- bandeira.
A “Aprendizes do Salgueiro” comemorou os 20 anos de sua história. Parecia a entrada da escola-mãe quando os puxadores cantaram: “Vem no tambor da academia. E a furiosa bateria vai te arrepiar”.
A primeira noite de desfiles do grupo especial das escolas de samba de São Paulo foi marcada pelos problemas da Nenê de Vila Matilde, última escola a percorrer o Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo. Mas, a noite de sexta-feira (20) e a madrugada de sábado (21) de carnaval ocorreram com tranquilidade e o público que acompanhou a transmissão pela TV Globo escolheu os destaques.
As escolas que atingiram as maiores notas, de acordo com enquete realizada pela TV Globo, foram a Mancha Verde, que recebeu 9,7; Rosas de Ouro, com 9,5; e Unidos de Vila Maria, com 9,3.
A Nenê de Vila Matilde, quarta colocada na voltação popular (8,9), passou por momentos de nervosismo ainda na concentração. Primeiro o carnavalesco Lucas Pinto deixou o Anhembi após uma confusão com integrantes da escola e, em seguida, um carro apresentou problemas e entrou fora da ordem prevista no desfile.Apesar dos problemas, a escola começou e terminou o desfile no horário. A Nenê levou para a avenida um desfile em homenagem aos 60 anos da escola: “Coração Guerreiro. A grande refazenda do samba”. A pontualidade foi uma constante no primeiro dia de desfiles. Todas as escolas respeitaram o cronômetro e colocaram na avenida apresentações que não devem ter problemas com os critérios técnicos.
A Mancha Verde fez um desfile em homenagem a Pernambuco, mostrando a riqueza cultural do estado nordestino. Foi a preferida pelos telespectadores da TV Globo na primeira noite. Durante a apresentação, integrantes da escola distribuíram bandeiras e sinalizadores de luz. Os foliões saudaram a passagem das alegorias.
O maior desafio do carnavalesco Fernando Dias foi desenvolver um enredo sobre Pernambuco sem nunca ter visitado o estado. As festas de São João, o bloco Galo da Madrugada, o carnaval de Olinda e o artesanato pernambucano foram alguns dos aspectos da cultura do estado tratados nas 35 alas e nos seis carros alegóricos da Mancha Verde.
A Rosas de Ouro, segunda a pisar na avenida, fez um desfile sobre o sonho do carnaval. Na entrada do desfile, a agremiação fez uma homenagem a todas as escolas paulistanas. Os 14 componentes da comissão de frente carregaram os pavilhões de todas as escolas do grupo especial.
Veja fotos do primeiro dia de desfile em SP
Veja vídeos das escolas de samba
Veja fotos das musas do carnaval de SP
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