| Rio das Ostras Jornal
Com Exército nas ruas, Venezuela vai a ‘referendo de Chávez’
‘Minha certeza na vitória é bem maior do que em 2007’, diz Chávez.  Esta é a 15ª vez em que os venezuelanos vão às urnas desde 1999.

Cerca de 17 milhões de venezuelanos estão aptos a votar neste domingo (15) em um referendo sobre uma emenda constitucional que, se for aprovada, vai permitir ao presidente Hugo Chávez optar por um terceiro mandato em 2012 e tantos outros que desejar.

Se o ‘sim’ ganhar, porém, todas as pessoas que disputam cargos eletivos terão o direito à reeleições indeterminadas e não apenas o presidente venezuelano.

 

A maioria dos centros eleitorais da Venezuela abriu suas portas pouco depois das 6h (7h30 de Brasília) deste domingo. Embora os atrasos sejam frequentes na abertura dos centros de votação, a imprensa local indica que um grande número deles se encontra em processo de habilitação, e alguns já receberam os primeiros eleitores.

Esta é a 15ª vez em que os venezuelanos vão às urnas desde a chegada do atual presidente ao poder em 1999, e o referendo ocorre menos de três meses depois de eleições regionais e municipais, algo que Chávez destacou como exemplo de "democracia participativa". Na Venezuela, o voto não é obrigatório.Cerca de 1.600 observadores nacionais, membros de diversas ONGs, estarão presentes nos centros de votação da Venezuela, informou Vicente Díaz, diretor do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Também viajarão ao país mais de 25 representantes de organismos eleitorais da América Latina e do Caribe. Quem já saiu do país foi o eurodeputado espanhol Luis Herrero, que foi expulso do país após chamar Chávez de ditador.Díaz acrescentou que os fiscais de mesa já começaram a ser credenciados, tanto do "bloco do sim", propício à emenda, como do "não".

 

O general Jesús González, chefe do Comando Estratégico Operacional do Exército, órgão encarregado de garantir a segurança dos colégios eleitorais, confirmou que uma operação especial estará em vigor até a próxima segunda-feira.

Desde o último domingo está proibida a publicação no país de pesquisas de opinião sobre as intenções de voto dos venezuelanos. A campanha até o momento é tranqüila, apesar de manifestações nas ruas do país tanto pelo ‘sim’ como pelo ‘não’.

Segurança

Aproximadamente 30 mil soldados do Exército vão participar do esquema de segurança nas 34.322 mesas dos 11.297 centros de votação espalhados por todo o território venezuelano, segundo dados do CNE.

A proposta de emenda constitucional contempla a reforma dos artigos da Carta Magna elaborada em 1999 para permitir a reeleição sem limites de todos os cargos públicos, entre eles o de presidente, quando atualmente só podem ocorrer dois mandatos consecutivos. 

Críticas

A oposição criticou a redação da pergunta por ser confusa, já que não faz menção explícita à reeleição indefinida. Lembrou que Chávez ampliou em dezembro a proposta, que em princípio só afetava o cargo presidencial, para ganhar o favor de governadores e prefeitos que também poderão optar pela reeleição ilimitada.

A pergunta, aprovada pelo Poder Eleitoral após ser apresentada pela Assembleia Nacional, diz:

 

"Você aprova a emenda dos artigos 160, 162, 174, 192 e 230 da Constituição da República, tramitada pela Assembleia Nacional, que amplia os direitos políticos do povo a fim de permitir que qualquer cidadão ou cidadã em exercício de um cargo de escolha popular possa ser sujeito de postulação como candidato ou candidata para o mesmo cargo, pelo tempo estabelecido constitucionalmente, dependendo sua possível eleição exclusivamente do voto popular?"

 

A oposição, que a qualificou de "enganosa", considera que a aprovação da emenda monopolizaria o poder em mãos de uns poucos e seria um obstáculo à alternância nos cargos de escolha popular.  Chávez e seus partidários asseguram que a emenda amplia o direito do povo escolher, e compara a possibilidade de reeleição ilimitada com o existente em países europeus.

A proposta sobre a possibilidade de reeleição ilimitada já fazia parte do projeto de reforma constitucional submetido à consulta popular em dezembro de 2007, impulsionado por Chávez, e que foi rejeitado pelos venezuelanos por uma estreita margem de votos.

‘Vitória’

O presidente venezuelano se mostrou convicto de uma vitória histórica no referendo.

 

"Tenho uma fé enorme em relação ao resultado de domingo. No triunfo do povo, da Constituição. Eu me envolvi nessa campanha, nas ruas, no comando do exército popular. Minha certeza na vitória é infinitamente maior do que em 1o. de dezembro de 2007", disse o presidente falando à imprensa estrangeira e se referindo à derrota que sofreu naquele ano em um referendo sobre uma ampla reforma da Constituição, que também incluía o mandato presidencial sem limite de mandatos.O presidente assegura basear seu otimismo no "júbilo" que sentiu entre os cidadãos e em diversas pesquisas de opinião.

Chávez afirmou que se a emenda constitucional for aprovada, ele terá "a perspectiva aberta até além de 2013", quando poderá iniciar um terceiro mandato de seis anos, algo que, neste momento, não é autorizado pela Carta Magna.

 

"Esta emenda dará ao governo mais força para o que estamos fazendo, mais perspectiva. Diminuirá as incertezas políticas e isso não é o que a oposição quer: eles querem manter o país numa incerteza", acusa.

 

Ele denunciou a campanha da oposição, que "é má perdedora", e se lançou numa campanha de mentiras a seu respeito. "Criaram um Chávez que não sou eu. Um Chávez assassino, antissemita, tirano, louco. Esse não sou eu. Também há uma revolução boliviana real e outra que eles criaram, que apoia a guerrilha, o narcotráfico", denunciou.

Segundo Chávez, seus adversários políticos, com seus "apoios externos", querem minimizar o impacto da revolução bolivariana e prejudicá-la através de uma rejeição à emenda.

 

"Dez anos não é nada. Não sei por que se queixam", afirmou, referindo-se a sua primeira década no poder e citando como exemplos de dirigentes que ficaram muito tempo em seus cargos o ex-chefe de governo espanhol, Felipe González, ou os presidentes franceses Jacques Chirac e François Miterrand.

 

"Lá não dizem nada. Só aqui na Venezuela que isso é uma ditadura", ironizou.

O presidente refutou as críticas nacionais e internacionais que o reprovam por seu desejo de continuar no poder e citou mensagens de apoio que recebeu de seu pai espiritual, o líder cubano Fidel Castro, do ex-presidente argentino, Néstor Kirchner, e do presidente boliviano Evo Morales.

 

"Esta é uma pequena emenda, mas com grandes repercussões positivas, não apenas neste país. Este debate rasgou o véu da hipocresia na Venezuela", disse. 

 

Chávez insistiu que o "desespero" da oposição pode fazer com que "o triunfo do povo neste domingo seja desconhecido".

 

"Estão se preparando para lançar, atrás de um grito de fraude, qualquer plano violento. Eu denuncio isso ante o mundo e recomendo que não se atrevam a fazê-lo porque estamos prontos para neutralizá-los", advertiu, embora tenha se declarado disposto a aceitar um resultado adverso. 

Oposição

Os diversos partidos da oposição venezuelana se uniram numa "plataforma do não" para derrotar os planos do presidente do país.

 

"O que interessa a Chávez é permanecer no cargo e desfrutar de todos os benefícios. Por isso, ele se empenha em nos colocar outra vez num beco eleitoral (...). Em 15 de fevereiro, vamos dizer que não queremos a emenda", afirmou o líder opositor Manuel Rosales há quase uma semana.

 

No comício do domingo passado, ao lado de representantes dos partidos Um Novo Tempo (UNT), Primeiro Justiça, Copei, MAS e Bandera Roja, Rosales pediu que os eleitores se mobilizem contra a emenda promovida pelo presidente.  Além disso, advertiu que "a vantagem (dos governistas) é apertada e uma hesitação pode fazê-los perder".

 

"Aqui não está em jogo um partido político nem um candidato. O que está em jogo é o modelo de país que queremos", declarou o líder opositor, derrotado por Chávez no pleito presidencial de 2006 e atual prefeito da cidade de Maracaibo, no oeste da Venezuela.Pouco após as eleições de três anos atrás, nas quais obteve mais de 30% dos votos, Rosales fundou o UNT, um novo partido opositor em meio às várias legendas contrárias a Chávez, que poucas vezes conseguiram se unir contra o Governo.  Na atual campanha pelo referendo, Rosales, assim como outros porta-vozes da oposição, ressaltou que os venezuelanos já disseram "não" ao presidente quando, no referendo de 2 de dezembro de 2007, ele propôs a reforma constitucional, que também incluía a possibilidade de reeleição ilimitada.  Sob o lema "Não é Não", vários líderes opositores se uniram no sábado passado a uma marcha convocada em Caracas pelos estudantes contrários ao Governo, que pediram à população que rejeite a emenda de Chávez.  O prefeito de Caracas, o opositor Antonio Ledezma, se uniu aos manifestantes para destacar que "os primeiros na linha de frente defendendo seu futuro são os jovens", já que (Chávez) "está impondo uma barreira a esta importante geração".  Na opinião de Ledezma, "os jovens protestam porque, com a reeleição indefinida, querem tirar deles o futuro" e negar-lhes a possibilidade "de serem protagonistas das mudanças".  "Não admitimos um capataz que queira fazer o que lhe vem na telha com o presente e o futuro da Venezuela", disse.  O referendo de 15 de fevereiro será uma "grande oportunidade para se defender a liberdade, a justiça", afirmou o líder opositor.  Em recentes declarações à Agência Efe, Ledezma disse que "a democracia participativa da qual Chávez se sentia criador" acabou "sucedida por um autoritarismo que tem sua máxima expressão nesta obsessão por modificar a Carta Magna e estabelecer a reeleição sem limite".Os partidos opositores venezuelanos, que dificilmente conseguem encontrar um ponto que os una, buscaram novamente constituir uma frente comum contra a iniciativa do chefe do Estado.Segundo o analista Luis Vicente León, a rapidez com a qual Chávez lançou a proposta, em novembro passado, responde, em parte, aos resultados das eleições do mesmo mês. Nelas, apesar de o partido governista ter ganhado em números, a oposição venceu em estados importantes e em colégios eleitorais "simbólicos".  Os vencedores nessas praças, como Henrique Capriles - no estado de Miranda - e o próprio Ledezma - em Caracas -, viraram líderes que, segundo o especialista, podem vir a ofuscar o presidente.  Menos de três meses depois do último pleito, os venezuelanos se vêem de novo diante das urnas, num país em estado permanente de campanha e polarizado entre "chavistas" e opositores. 

Canibalismo envolve desespero, vingança e até amor, dizem especialistas
Registro da prática, tanto 'culinário' quanto ritual, é extremamente antigo. Algumas tribos indígenas foram antropófagas até pouco tempo atrás.
Uma rápida passada de olhos pela história da humanidade é suficiente para demonstrar que o canibalismo é uma prática bem mais comum do que gostaríamos de imaginar. A gama de perversidade criativa é de estontear: antropofagia de sobrevivência, culinária, de guerra, endocanibalismo, exocanibalismo, antropofagia medicinal... basta escolher o prato. Apesar do tabu ocidental sobre o consumo de carne humana, sociedades do mundo todo, na pré-história ou em épocas mais recentes, adotaram o costume como forma de sobreviver em situações extremas, vingar-se do inimigo ou até homenagear, com grandes mostras de carinho, parentes e amigos mortos.

Durante muito tempo os antropólogos se recusaram a aceitar os relatos da Era dos Descobrimentos sobre o canibalismo entre tribos das Américas, da África ou da Oceania. Muitos apostavam que as práticas não eram reais, mas tinham sido inventadas pelos conquistadores europeus para denegrir a imagem dos povos escravizados por eles. Hoje, no entanto, existem maneiras detalhadas de determinar se o canibalismo ocorreu no passado remoto ou no presente. É que a forma de preparar e cozinhar um corpo humano deixa marcas específicas nos restos mortais, parecidas com as que existem nos ossos de animais abatidos para consumo, por exemplo.

 

Segundo a arqueóloga italiana Paola Villa, da Universidade do Colorado (EUA), "há o canibalismo funerário, realizado para honrar os mortos; o agressivo, que visa aos inimigos; e, é claro, o de sobrevivência, praticado em condições extremas, como acidentes e naufrágios. Na Idade Média e na Renascença, houve até o que podemos chamar de canibalismo medicinal, no qual certos remédios incluíam sangue ou outros tecidos humanos."

 

Escavações em vários lugares do mundo identificaram a prática com pouca margem para dúvidas entre hominídeos, os membros ancestrais da linhagem humana. Dois exemplos famosos envolvem o Homo antecessor, que viveu na Espanha há 800 mil anos, e neandertais que habitaram a França há 100 mil anos. Nos dois casos, as populações canibais estavam em lugares ricos em recursos de caça. Portanto, seja lá o que os tenha levado a comer carne humana (ou pré-humana), desespero e falta de opções não integravam a lista.

Paola Villa escavou o sítio arqueológico francês de Fontbrégoua, de apenas 5.000 anos de idade estimada, e habitada por pastores da nossa própria espécie, Homo sapiens. E o canibalismo ficou claro de novo. "Foi totalmente inesperado. Havia muitos ossos humanos e de animais misturados, tratados exatamente do mesmo jeito. Eles estavam numa região de clima ameno e tinham seus rebanhos. Não estavam passando fome. Parece-me que foi canibalismo agressivo, decorrente de alguma forma de conflito", diz ela.

Churrasquinho de português

Os reis do canibalismo agressivo talvez sejam os tupinambás e outras tribos do grupo linguístico tupi que habitavam o Brasil no século XVI. A ideologia tupinambá, relatada com precisão pelo viajante e militar alemão Hans Staden (que quase foi devorado por eles), tem a ver com o canibalismo como vingança e também como homenagem contra o inimigo. Numa espécie de cerimônia mágica, o devorador ganhava a força e a coragem do devorado, após um longo cativeiro em que o futuro "jantar" era bem tratado e até ganhava uma esposa temporária.

 

Os tupinambás comiam braços, coxas, costelas e vísceras do inimigo morto. Até as mães da tribo embebiam os bicos dos seios no sangue para que seus bebês provassem da comida humana. Outras tribos não tupis da Amazônia, como os waris, chegaram a praticar o canibalismo agressivo até os anos 1950.

 

Já o endocanibalismo, que envolve o consumo de membros do próprio grupo social ao qual se pertence, em geral é encarado como uma forma de manter a essência do parente ou do amigo morto perto daqueles que o amaram em vida (ele só é devorado após sua morte natural). É o que ainda fazem os ianômamis, ao comer as cinzas de seus companheiros mortos, ou o que faziam os forés, uma tribo de Papua-Nova Guiné.

 

Entre os forés, mulheres e crianças comiam o cérebro do morto, enquanto homens devoravam músculos ou até as fezes que sobravam do intestino grosso do finado parente. "A preocupação espiritual que eles mostravam pelo corpo do parente morto, e o desejo de incorporá-lo ao dos vivos, são similares à crença cristã da transformação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo", compara o médico australiano Michael Alpers, da Universidade Curtin de Tecnologia. A prática acabou sendo encerrada porque transmitia a versão humana do mal da vaca louca, por causa do consumo da massa encefálica.

Família de pai aos 13 anos diz que quer vender a história do filho
Segundo mãe do adolescente, ex-marido vendeu história para jornal inglês.  Alfie Patten, 13 anos, e Chantelle Steadman, 15, viraram pais na Inglaterra.

O pai do adolescente de 13 anos que teve um filho na Inglaterra avisou que pretende ganhar dinheiro com toda a história.  Na sexta-feira, o jornal britânico ‘The Sun’ publicou a história de Alfie Patten, que quando tinha 12 anos engravidou a namorada, Chantelle Steadman, de 15 anos. Ambos esconderam a gravidez nas 18 primeiras semanas. A filha, Maisie Roxanne, nasceu na segunda-feira (9).

 

A polícia disse que apesar de ambos os pais serem menores de idade não se envolveria no caso, que repercutiu e ganhou destaques em praticamente todos os diários do país. 

 

Com toda a repercussão, Dennis, o pai de Alfie, afirmou para o jornal “Daily Mail” que pretende arrumar dinheiro para ajudar a bancar o filho e o neto vendendo a história do garoto. “Vou levar o Alfie comigo para Londres. Eu quero vender a história, porque eu tenho ouvido pessoas dizendo que podemos ganhar dinheiro com a história do Alfie”, disse ele.

Dennis, de 45 anos também deu seu parecer sobre o fato de seu filho ter virado pai aos 13 anos. “Eu gostaria que este bebê não tivesse nascido, mas nasceu. Alfie é muito jovem, mas eu tenho que arrumar o maior número de dinheiro que eu puder”, afirmou ele, que está separado da mãe de Alfie, Nicola, de 43 anos, que mora em Hailsham. 

Segundo o jornal “Daily Mail”, inicialmente Nicola chegou a reclamar justamente do fato de Dennis ter vendido a história para a imprensa britânica sem o conhecimento dela. Mas 24 horas depois ela disse que já estava negociando e mudou o tom. O ‘The Sun’ não confirma se e quanto pagou para publicar o caso.  O menino, cuja voz ainda não de desenvolveu, disse que não sabe como sustentará a filha. Em uma entrevista ao “The Sun”, disse (veja aqui o site, em inglês, com o vídeo): "Achei que seria bom ter um bebê. Eu não pensei em como vamos sustentá-la. Eu não ganho nenhum dinheiro. Meu pai às vezes me dá 10 libras".

 

Repercussão

O ex-líder conservador Iain Duncan Smith disse que o caso "trágico" ilustra o declínio social do país.

 

"Isso exemplifica o argumento que temos apresentado sobre a Grã-Bretanha", disse ele ao jornal “Evening Standard”. "Não é uma questão de acusar. É uma questão de apontar o colapso completo em algumas partes da sociedade, que não têm a menor noção do que é certo ou errado."

 

O primeiro-ministro Gordon Brown disse não saber detalhes do caso, mas declarou à Sky TV: "Todos nós queremos evitar a gravidez de adolescentes". 

Postar no Google +

About Redação

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!

Publicidade