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Obama confirma saída total das tropas americanas do Iraque para fim de 2011

País invadido em 2003 'ainda não é lugar seguro', admite o americano. Maior parte do contingente será retirada até o fim de agosto de 2010.

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira (27) em discurso na Carolina do Norte que a atual missão de combate das tropas norte-americanas no Iraque vai ser encerrada até 31 de agosto de 2010 e que a retirada definitiva das tropas deve ocorrer até o fim de 2011.

 

De setembro de 2010 até o fim de 2011, uma missão americana "menor e limitada", com entre 35 mil e 50 mil homens, deve continuar naquele país, para treinar e equipar as forças iraquianas de segurança, proteger os projetos de reconstrução civil e conduzir "operações limitadas de contraterrorismo".

"O Iraque ainda não é um lugar seguro", admitiu Obama ao fazer o anúncio. Segundo ele, "dias difíceis" estão pela frente.

Obama também anunciou a nomeação do veterano diplomata Christopher Hill como novo embaixador americano no Iraque 

Os anúncios foram feitos e detalhados durante visita do presidente a Camp Lejeune, uma base da Marinha no estado da Carolina do Norte.  Existem atualmente cerca de 142 mil soldados americanos no Iraque. O conflito - onde mais de 4.250 militares morreram - dividiu profundamente a opinião pública americana e atingiu duramente a reputação dos Estados Unidos no cenário internacional. 

Telefonema

Obama telefonou para o premiê do Iraque, Nuri al-Maliki, durante seu voo rumo à Carolina do Norte, para "brifá-lo" sobre os planos, segundo Robert Gibbs, porta-voz da Casa Branca. Obama também ligou para o ex-presidente George W. Bush, por "cortesia", de acordo com Gibbs.

Obama, um opositor declarado da invasão americana a esse país em 2003, cumpre assim com sua promessa de campanha de retirar as tropas de maneira coordenada.

Ele deixou claro, desde durante a campanha, que sua prioridade militar seria o Afeganistão e ordenou na semana passada o envio de mais 17 mil soldados ao país, que hoje tem 38 mil soldados americanos.

Irã e Síria

No mesmo pronunciamento, Obama disse que os EUA começarão uma aproximação "sustentada e guiada por princípios" com todos os países do Oriente Médio, incluindo Irã e Síria.

 

"Não podemos enfrentar os desafios regionais de maneira isolada, precisamos de uma estratégia mais sensata, mais sustentada e exaustiva", disse.

Conheça os detalhes do plano de retirada

Presidente de tribunal suspende as 4,2 mil demissões na Embraer

Solicitada ao TRT por sindicalistas, suspensão vale até a próxima quinta. Nessa data, haverá reunião de conciliação entre trabalhadores e empresa.

O presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas (SP), Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, decidiu nesta sexta (27) suspender até a próxima quinta-feira (dia 5) as demissões de 4,2 mil funcionários anunciadas no último dia 19 pela Embraer. O contingente corresponde a 20% do quadro de pessoal da fabricante de aviões.

 

Para o próximo dia 5, está marcada uma audiência de conciliação e instrução entre representantes da empresa e dos trabalhadores. Se não houver acordo, o processo entra na pauta de dissídios coletivos e será julgado pelo TRT.

 

O pedido de liminar (decisão provisória) para que fossem suspensas as demissões foi feito pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, pela Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo e pelas centrais Força Sindical e Conlutas.

Os sindicalistas argumentam que a empresa não convocou os trabalhadores para negociar antes de anunciar as dispensas.

 

De acordo com o TRT, a suspensão vale para demissões sem justa causa efetuadas sob o argumento da crise econõmica mundial.

Consultada por telefone, a assessoria da Embraer informou que iria verificar se a empresa vai se manifestar sobre a decisão do presidente do tribunal.

 

Em encontro nesta semana com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a diretoria da Embraer informou que não havia possibilidade de reverter as demissões em razão da crise no mercado internacional que afetou a empresa.

Brasileiros que ficaram presos em navio na costa do Uruguai voltam para casa

Turistas chegam em segurança a terra firme após 24 horas parados no mar. Eles reclamaram do 'sufoco' que passaram, mas elogiaram a empresa.

Os passageiros do navio Costa Romántica que ficaram presos mais de 24 horas em alto mar, depois que um incêndio atingiu a casa de máquinas da embarcação, partiram na manhã desta sexta-feira (27) de Montevidéu, capital do Uruguai, para Buenos Aires, na Argentina. De lá, eles voltarão de avião para o Brasil.

 

Os passageiros ficaram 24 horas presos a 13 km da costa da cidade uruguaia de Punta del Este por conta de um incêndio em um dos geradores, que provocou um blecaute a bordo e impediu o navio de seguir viagem rumo à capital da Argentina.

Depois de consertado, o navio se aproximou da baía de Maldonado, para que os quase 1.500 passageiros e 600 tripulantes pudessem desembarcar.

 

Muitos passageiros reclamaram da falta de informação e da demora no conserto.

 

"Um descaso total, não tem condições de ir no banheiro, tudo fedorento", disse um passageiro.

 

"Tinha fezes por todos os lados, tinha urina por todos os lados do navio", disse um brasileiro no desembarque na madrugada desta sexta. Ele contou que os passageiros ficaram preocupados com a situação sanitária na preparação da comida. "Se a gente não conseguia lavar as mãos, a tripulação também não conseguia."

 

Apesar do susto e do desconforto, alguns passageiros também elogiaram a empresa Costa Cruzeiros, responsável pela viagem, pela maneira como gerenciou a crise. "Eles foram extremamente gentis", disse uma brasileira. "O problema é que eles se perderam na hora de distribuir as pessoas."

O chefe da guarda costeira da região informou que dois geradores danificados foram consertados.

 

A empresa confirmou, na noite desta quinta, que os reparos na embarcação foram concluídos.

 

O navio havia saído na segunda-feira (23) do Rio e deveria ter chegado à capital argentina nesta quinta.

 

Estavam a bordo do navio 1.479 passageiros, dos quais 338 são brasileiros, segundo a empresa. Há cerca de 600 tripulantes.

 

Em nota oficial, a empresa se desculpou pelo ocorrido e afirmou que vai dar um reembolso no valor de dois dias de viagem para os passageiros, além de desconto de 20% se eles voltarem a fazer um cruzeiro pela companhia.

Mãe de Marcelo Silva processa Susana Vieira, Ana Maria Braga e Maitê Proença

Processos procuram punir as três artistas por susposto crime de imprensa.  Mesmo tendo advogado, Regina Célia da Silva pediu gratuidade de justiça.

A mãe de Marcelo Silva, ex-marido da atriz Susana Vieira e que morreu em dezembro do ano passado, está processando a ex-nora , e mais a atriz Maitê Proença e a apresentadora Ana Maria Braga. A ação movida por Regina Célia Silva contra as três artistas é por crime de imprensa.  Os processos têm todos a mesma data inicial, em meados de janeiro, um mês depois de Marcelo ter sido encontrado morto, com sinais de overdose de cocaína, na garagem do flat onde morava com a namorada e ex-amante Fernanda Cunha, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

 

"Ana Maria e Maitê vão responder por injúria e Susana por calúnia e difamação", explicou o advogado de Regina Célia, que afirmou não ter apresentado pedidos de indenização por danos morais nas ações. Mesmo com advogado constituído, a mãe do ex-PM morto pediu o direito de gratuidade de Justiça.

Episódios

Nos casos que envolvem Susana, são processados também os jornalistas responsáveis e as editoras das publicações. Numa das entrevistas, a atriz diz que Marcelo a teria roubado e que sua mãe herdou dinheiro fruto dos desvios de uma obra superfaturada em sua casa, além do carro que havia lhe dado.  A ação contra Maitê reclama de seu comentário no programa "Saia Justa", do canal a cabo GNT, sobre a morte do ex-PM. Nele, a atriz teria dito, segundo relatado na petição: “Morre tanta gente legal. Quando morre uma porcaria como essa, é muito bom”.

 

Já o processo contra Ana Maria Braga se deu por causa de suas declarações, feitas quando Marcelo ainda era vivo, quando ele acabara de se separar de Suzana e passara a morar a amante Fernanda. A apresentadoria teria dito na TV, segundo relatado na ação, que ele poderia desaparecer que não faria falta.

 Defesas

Procurado pelo G1, o advogado de Susana Vieira informou que só vai decidir que procedimento tomar se a atriz for autuada, mas que, por ora, não houve notificação oficial sobre o processo.

O mesmo foi dito pela assessoria da apresentadora Ana Maria Braga.

Já a defesa de Maitê Proença não respondeu aos telefonemas da nossa equipe de reportagem.

Polêmicas com Marcelo

Com mais de 30 anos de idade a menos que Susana Vieira, Marcelo Silva sempre teve seu relacionamento com a atriz nas capas de revistas. Além do casamento, com o qual ganhou notoriedade, em duas situações o ex-PM se envolvou em escândalos:  quebra-quebra de um quarto de motel onde estava com uma prostituta um ano depois e, mais tarde, a aparição com a amante em programas de TV para falar da separação.

Brasileira ferida na Suíça presta depoimento em Zurique

Paula Oliveira disse ter sido agredida por neonazistas e abortado. Mas, questionada pela polícia, ela recuou de sua versão inicial.

A brasileira Paula Oliveira está prestando depoimento nesta sexta-feira (27) à Promotoria de Zurique, na Suíça.Há duas semanas, a advogada pernambucana admitiu à polícia que não estava grávida e negou ter sido atacada por um trio de neonazistas , conforme sua versão inicial.

A confissão dela à polícia foi feita enquanto ela ainda estava internada no Hospital Universitário de Zurique. Segundo o Ministério Público, ela  não é válida para ser usada no processo aberto para investigar o caso.

Paula disse inicialmente ter sido agredida por um bando de neonazistas no dia 9 de fevereiro em uma estação de metrô na cidade onde mora Dubendorf, próximo a Zurique.

Em consequência, ela teria abortado os gêmeos que esperava de seu namorado suíço.

Segundo a polícia, depois que o caso ganhou repercussão e que seus pais foram socorrê-la na Suíça, Paula confessou: era tudo mentira. Não houve agressão, não houve gravidez, e ela mesma se cortou. 

No Recife, a avó de Paula, Eunice Oliveira, sofre com o drama da neta, uma bacharel em direito de 26 anos.  "Ela era uma menina esperta, viva, alegre. Sempre foi assim. Ela adorava ir à praia. Na época de carnaval, ela ficava comigo lá em Olinda", lembra Eunice. "Acho que ela ficou uns dois anos em São Paulo. Há dois anos ela está na Suíça. Eu só falei com ela uma vez, quando me deram a notícia do que tinha acontecido. Lá ela teve problema com lúpus."  Em 2001, os médicos descobriram que Paula tem lúpus, uma doença em que o sistema imunológico ataca o próprio organismo da pessoa. Em casos extremos também pode causar problemas nervosos. Há dois anos, Paula chegou a ser internada no hospital Santa Joana, no Recife.

'Não quis machucar', diz veterana sobre queimadura em grávida durante trote

Estudante foi ouvida nesta sexta-feira pelo delegado. Ela disse que não tem medo de ser presa por ser ré primária.

A estudante de pedagogia suspeita de jogar produto químico em uma caloura grávida durante um trote em Santa Fé do Sul (SP) nega que tivesse intenção de machucá-la. Priscilla Vieira Rezende Muniz, 18 anos, teve queimaduras pelo corpo e chegou a ficar internada por um dia.

“Eu joguei o produto, mas não sabia que o produto queimava. Achei que só cheirasse mal”, afirmou a estudante ao G1. “Eu nem sonhava que ela estava grávida. Se soubesse que ela estava grávida, não teria nem chegado perto". Na manhã desta sexta-feira (27), ela foi ouvida pelo delegado Gervásio Fávaro, encarregado do caso.

“Se tiver que entregar cesta básica, vou fazer numa boa”, diz. Ela conta que, no início, ficou com medo de ser presa. “Agora, eu não tenho mais esse medo. A minha advogada explicou que, como eu sou ré primária, não devo ir presa.” 

Brincadeira de mau gosto

Na opinião da estudante, a repercussão do caso na imprensa foi excessiva. “Eu não sei se estivesse no lugar dela [Priscilla] se teria me exposto assim. Não iria por a faculdade nessa situação. Eu acho que não tinha necessidade de tudo isso. Foi uma brincadeira de mau gosto da minha parte, eu sei disso”, afirma.

“Tiveram casos mais graves, como o menino que entrou em coma e aquele outro que morreu num trote da USP”, diz, referindo-se ao caso do estudante da cidade de Leme (SP) e ao calouro de medicina, que morreu afogado em 1999 durante um trote. 

Compra do produto

 Ela conta que comprou o desinfetante na manhã do próprio dia 9 de fevereiro, quando ocorreu o trote. “Eu fui com um amigo até uma loja de produtos veterinários e pedi por algo que cheirasse mal. O vendedor me deu uma lata, mas não disse que poderia queimar. Depois, nós compramos outras coisas, como batom e esmalte, parar usar também no trote.”

A estudante afirma que os produtos foram comprados com cerca de 40 reais, arrecadados entre colegas da faculdade. À noite, quando chegou na faculdade, distribuiu essas coisas entre os veteranos e ficou com a lata na mochila. “Abri a lata com um estilete e, quando a Priscilla passou, eu joguei. Eu nem a conhecia, só de vista. Um amigo meu que disse que ela vinha e eu joguei.”

Priscilla tem uma história diferentes. "Quando eu estava saindo, ela me disse: ‘Se eu não te pegar hoje, te pego amanhã’. Então, eu corri de volta para dentro da faculdade e esperei um pouco. Saí de novo e aí então ela jogou", lembra. "Na hora, senti um mal estar muito forte por causa do cheiro. Pensei logo na criança. Nem senti a queimação naquele momento. Fiquei tonta e sentei um pouco num banco.”

A veterana nega o motivo tenha sido vingança ou briga. “Eu nem conhecia a Priscilla, só sabia quem era de vista. Chegaram a dizer que a gente tinha um caso e que eu estava enciumada que ela estava grávida. Também disseram que ela tinha saído com um ex-namorado meu, mas não tem nem como, porque depois ele ‘virou’ gay”.”

 Mais alunos

Além de Priscila, mais três alunos também tiveram queimaduras. No entanto, ao contrário de Priscilla, que acusa a veterana de pedagogia, eles não souberem apontar quem jogou o produto. “Joguei só na Priscilla e em mais ninguém. Devia ter mais alguém com o mesmo produto.”

O delegado afirma que o caso ainda está sendo investigado, mas que “não dá para descartar a possibilidade de que ela mesma tenha jogado nas outras pessoas também”, afirmou o delegado. “Irei ouvir mais duas pessoas.”

A Fundação Municipal de Educação e Cultura (Funec) irá aguardar a conclusão do inquérito policial para anunciar oficialmente a sua decisão, se a estudante será expulsa ou não. 

 

A estudante conta que trancou o curso de pedagogia na mesma semana em que houve o trote. "Eu não quero voltar mais lá. Quero tentar uma transferência para uma outra cidade. Se não der certo, vou começar do zero, num outro curso."

Gravidade

Fávaro disse que é preciso que saia o resultado do exame de corpo de delito para determinar a gravidade da lesão nas jovens. "O médico legista é quem irá definir se foi uma lesão leve ou grave. Com isso é que vou poder indiciar ou não", explicou.  Segundo ele, para o crime de lesão corporal dolosa leve, a pena varia de três meses a um ano de reclusão; para o crime de lesão corporal dolosa grave, a pena vai de um ano a cinco anos. 

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