
A disputa pelo Palácio do Planalto entra na reta decisiva em cenário de empate técnico absoluto entre as duas candidaturas. Na 18ª rodada do levantamento BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (19/10), o senador Flávio Bolsonaro aparece com 50,3% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva soma 49,7% na preferência dos eleitores a seis dias da votação definitiva.
O resultado reflete um quadro de indefinição acentuada, com ligeira vantagem numérica para o candidato de oposição dentro da margem de erro. Os dados chegam em um momento crucial da campanha eleitoral, quando os dois lados intensificam articulações e discursos para mobilizar os eleitores indecisos e conter a abstenção nas urnas.
Pesquisa eleitoral registra oscilação nos índices de certeza do voto
O levantamento mostra movimentação importante entre as pessoas que ainda admitem trocar de opção antes do dia da votação. Em comparação com o estudo divulgado em 12 de outubro, a quantidade de entrevistados convictos do voto recuou de 92,4% para 90,9%. Paralelamente, 8,4% dos eleitores afirmaram que ainda podem mudar de escolha na cabine de votação.
Dentro deste grupo volátil que ainda cogita alterar a decisão, o petista apresenta maior potencial de atração imediata. Cerca de 14,9% desses votantes admitem escolher Lula no dia do pleito, contra 7,1% que indicam preferência por migrar para o senador do Partido Liberal.
Taxas de rejeição e avaliação do governo federal
No quesito rejeição, o presidente registrou melhora nos números, embora permaneça com índice superior ao do adversário direto. A fatia de eleitores que declara não votar em Lula de forma alguma caiu de 50,6% para 47,8%. Já a rejeição a Flávio oscilou de 47% para 46,8% no mesmo período de comparação.
A avaliação da administração federal também apresentou variações na sondagem encomendada pelo banco Metrópoles em parceria institucional. A aprovação à gestão de Lula cresceu de 45% para 47,2%, enquanto a desaprovação atingiu 48,8%. Não souberam ou não responderam somam 4,1%.
No recorte qualitativo da administração, 32,4% dos entrevistados classificam o governo como ótimo ou bom. A parcela que avalia a condução do país como ruim ou péssima é de 42,9%, e outros 23,6% enxergam a gestão atual como regular.
Debate da escala de trabalho e reta final no calendário eleitoral
A pesquisa consultou a opinião pública a respeito do projeto aprovado recentemente pelo Congresso Nacional que encerra a escala de trabalho 6x1, reduzindo a jornada máxima para 40 horas semanais sem perda salarial. O tema ganhou peso central na propaganda eleitoral do petista nos últimos dias que antecedem o pleito.
A última bateria de sondagens eleitorais prossegue ao longo da semana, antecedendo a votação marcada para 25 de outubro. Institutos tradicionais como Datafolha, Quaest e Paraná Pesquisas têm divulgações registradas perante a Justiça Eleitoral até o sábado que antecede o comparecimento às urnas.
O levantamento da Nexus entrevistou 2.002 pessoas por telefone entre os dias 16 e 18 de outubro. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, sob intervalo de confiança de 95%. O protocolo do estudo consta arquivado no Tribunal Superior Eleitoral sob a numeração BR-04499/2026.
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