01/10/2026

Macaé promove intercâmbio cultural unindo arte e bem-estar para a Melhor Idade

Macaé promove intercâmbio cultural unindo arte e bem-estar para a Melhor Idade
Reprodução / macae.rj.gov.br

Macaé, na Região dos Lagos, foi palco de um evento enriquecedor que uniu arte, memória e novas experiências para os integrantes do Programa Macaé Cidade da Melhor Idade. Recentemente, o Museu Solar dos Mellos abrigou o intercâmbio “Longevidade e Arte”, uma iniciativa que celebrou a cultura como espaço de expressão, convivência e valorização das histórias de vida.

A programação diversificada incluiu a exposição “Entre Viventes”, do artista autodidata e fisioterapeuta Geraldo Barreto, e a atividade de cromoterapia “Azul”, conduzida pela professora de dança e alongamento Fábia Shufi. O objetivo foi aproximar os participantes das artes, criando um ambiente de acolhimento, percepção e troca, com foco na criatividade e no bem-estar.

A imersão artística e sensorial no Solar dos Mellos

Um dos pontos altos do intercâmbio foi a “Aula Azul”, uma experiência de cromoterapia marcada por alongamento e exercícios de percepção corporal. Em um espaço cuidadosamente aromatizado e com iluminação especialmente preparada, as participantes puderam desacelerar, relaxar e vivenciar um momento de respiração e concentração, associado à sensação de tranquilidade e paz.

Outro destaque foi a exposição “Entre Viventes”, que reuniu cerca de 30 telas produzidas por Geraldo Barreto. As obras, elaboradas com técnicas que utilizam acrílico e materiais sobre vidro, apresentam diferentes cores, formas e texturas. Elas propõem um movimento entre o micro e o macrocosmo, das células ao universo, convidando o público a observar, interpretar e experimentar diversas sensações. As telas, com suas cores vibrantes, força e suavidade, além de representações de células, seres élficos, imaginários, árvores e o oceano, foram amplamente aprovadas.

Vozes da experiência e o olhar do artista

Entre as participantes, Luísa Lima, de 70 anos, expressou seu encantamento com as obras. “Eu amei as telas. São muito bonitas e a gente fica olhando e descobrindo detalhes. Foi uma experiência muito gostosa”, comentou. Para Jacira da Silva, de 64 anos, a atividade representou uma oportunidade de sair da rotina e vivenciar um momento diferente junto às colegas do programa. “É muito importante participar de atividades que promovem integração e contato com a cultura. Estou emocionada e feliz com tudo que vivi e pude apreciar hoje”, afirmou.

O fisioterapeuta e artista plástico Geraldo Barreto, de 59 anos, compartilha que sua relação com a arte é profundamente marcada por memórias afetivas e experiências construídas ao longo da vida. Para ele, apresentar seu trabalho no Solar dos Mellos é uma oportunidade de aproximar as pessoas da arte e estimular novas formas de olhar para as próprias histórias. “Cresci em um ambiente de artistas — na música, na culinária e na dança. Lembro da minha avó, do quintal da casa da minha família e me emociono com essas memórias afetivas e com tudo o que aprendi ao longo dos meus 59 anos. Meu desejo é que cada obra possa despertar uma lembrança, uma emoção, uma pergunta ou, simplesmente, um momento de presença”, destacou o artista.

Barreto ressaltou que “Entre Viventes” nasceu da vontade de estabelecer conexões entre a produção artística e as histórias das pessoas que visitam a exposição. “Cada pessoa traz dentro de si um universo de histórias, emoções, sentimentos, afetos, desafios, descobertas e transformações vividas ao longo do tempo. A passagem dos anos não encerra caminhos. Ela pode abrir novos caminhos, ampliar possibilidades e despertar novos desejos, novas formas de criar, experimentar e viver. Por isso, este intercâmbio é mais do que um encontro entre pessoas e obras. É um encontro entre a arte e o tempo, entre histórias de vida e novas possibilidades”, completou.

O papel do Solar dos Mellos e o impacto do programa

A Secretária Municipal de Cultura, Waleska Freire, enfatizou o papel do Museu Solar dos Mellos como um espaço vital de memória, cultura e aproximação da população com diferentes manifestações artísticas. “Levar atividades e exposições ao público da Melhor Idade amplia o acesso à cultura e cria oportunidades para que os participantes reconheçam suas próprias trajetórias nas experiências proporcionadas pelo espaço. É muito importante que o Solar dos Mellos seja também um lugar de encontro, de descobertas e de acesso às artes”, afirmou Waleska, sublinhando a rica troca entre memória, arte e conhecimento que o local proporciona.

A coordenadora do Programa Macaé Cidade da Melhor Idade, Magali Oliveira, ressaltou que a proposta de promover atividades diferenciadas ao longo do mês contribui significativamente para ampliar as experiências das participantes e fortalecer os vínculos de convivência. Segundo Magali, o contato com a arte possibilita novas formas de expressão e estimula memórias, sentimentos e percepções. “Cada atividade é pensada para proporcionar uma experiência diferente. Hoje, conseguimos unir movimento, relaxamento, arte e cultura em um mesmo encontro. É muito gratificante ver as participantes envolvidas, observando as telas, trocando impressões e vivendo esse momento no Solar dos Mellos”, destacou.

A iniciativa reforça o compromisso de Macaé e da Região dos Lagos em promover a qualidade de vida e o acesso à cultura para todos os seus cidadãos, valorizando a longevidade como uma fase de contínuo aprendizado e novas vivências. Para mais informações sobre o Programa Macaé Cidade da Melhor Idade, clique aqui.

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