
Em Brasília, o candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com sua coordenação de campanha e, em pronunciamento à imprensa nesta quinta-feira (4), expressou otimismo sobre o avanço da proposta que visa acabar com a escala de trabalho 6x1 no Senado. Na ocasião, o petista também defendeu o investimento público e criticou veementemente cortes em programas sociais.
A manifestação do candidato ocorre em meio a debates cruciais no Congresso Nacional e a propostas econômicas divergentes entre os presidenciáveis. As discussões impactam diretamente a vida dos trabalhadores e a economia de cidades como Rio das Ostras e Macaé, no Norte Fluminense, e de toda a Região dos Lagos.
Avanço da Proposta 6x1 no Senado
Lula demonstrou grande otimismo quanto à possibilidade de aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6x1 no Senado Federal. A medida, se aprovada, garantirá que o trabalhador tenha direito a dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados, sem qualquer redução salarial.
“Quero dizer para o povo brasileiro que vamos conseguir aprovar uma lei que garanta ao trabalhador o direito de ficar dois dias em casa e trabalhar cinco dias. Esse é o nosso compromisso, sem redução de salário”, declarou o candidato, reforçando seu compromisso com a melhoria das condições trabalhistas no país.
O Plenário do Senado já realizou, nesta quinta-feira (4), a terceira sessão de discussão da referida PEC. Para que o texto seja levado à votação, são necessárias mais duas sessões de debate, indicando que a proposta está em fase avançada no legislativo.
Defesa do Investimento Público e Crítica a Cortes
Durante seu pronunciamento, Lula também direcionou críticas à proposta do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), de cortar investimentos na despesa pública. O candidato do PT relembrou que, ao assumir seu terceiro mandato na presidência da República, encontrou um cenário de cortes significativos em programas sociais essenciais.
Entre os exemplos citados, Lula mencionou um corte de 59% no programa Farmácia Popular e uma redução de 50% no programa Mais Médicos. Esses cortes, segundo ele, demonstram uma política que penaliza os mais vulneráveis.
“Eles estão dizendo que vão fazer corte. No Brasil, toda vez que um governo diz que vai fazer corte, teto de gastos e ajuste fiscal, eles fazem essa proposta para tirar do pobre. Aumentar o salário mínimo para além da inflação para os aposentados não está na cogitação de nenhum governo conservador neste país”, afirmou Lula, defendendo a valorização dos trabalhadores e aposentados.
O candidato petista enfatizou a importância dos investimentos em infraestrutura como motor de crescimento econômico e ferramenta para a redução da dívida pública. Ele argumentou que gastos em áreas estratégicas são fundamentais para o desenvolvimento do país.
“A única chance de a gente fazer com que a dívida diminua é gastar em coisas necessárias para o país, fazer investimentos em ativos que signifiquem aumento de patrimônio. Uma ferrovia, uma hidrelétrica, uma rodovia. E, ao mesmo tempo, fazer a economia crescer com investimento e obra de infraestrutura. E isso nós sabemos fazer”, concluiu Lula, destacando sua experiência em gestão e projetos de grande porte.
O Rio das Ostras Jornal acompanha os desdobramentos da campanha eleitoral e as propostas que impactam a Costa do Sol e o Interior do RJ. Acesse a fonte original da Agência Brasil para mais detalhes.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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