09/10/2026

Anvisa condiciona registro de jogadores do Internacional

Anvisa condiciona registro de jogadores do Internacional

O Internacional recebeu na quinta-feira, 8 de outubro de 2026, um bloqueio preventivo para o registro de novos jogadores. A medida foi aplicada pela Anvisa (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol), um órgão da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) responsável pela fiscalização do fair play financeiro no esporte nacional. A decisão foi motivada pela apresentação de um plano de parcelamento coletivo de dívidas à CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas).

Essa restrição, embora significativa, não altera a situação imediata do clube gaúcho no mercado de transferências. O Inter já estava impedido de registrar novos atletas devido a duas punições anteriores impostas pela Fifa (Federação Internacional de Futebol). Esses bloqueios internacionais estão relacionados a dívidas nas contratações do lateral-esquerdo Ramon, junto ao Olympiakos da Grécia, e de Juninho, vindo do Midtjylland da Dinamarca. Ramon, inclusive, já deixou o clube por empréstimo ao Vitória.

Detalhes do bloqueio da Anvisa

A restrição imposta pela Anvisa opera de maneira distinta das sanções da Fifa. O Internacional não está automaticamente proibido de registrar jogadores, mas agora necessita de uma autorização prévia da agência para concluir qualquer nova inscrição. Este mecanismo visa garantir a sustentabilidade financeira dos clubes brasileiros.

Para que uma contratação seja liberada, a Anvisa exige que o clube apresente um saldo positivo acumulado com receitas de transferências na janela de negociações em curso. Além disso, os gastos com taxas e comissões da nova negociação, somados aos valores já desembolsados no período, não podem exceder o total arrecadado com transferências. A agência também verifica se a folha salarial dos jogadores e da comissão técnica respeita o limite mensal estabelecido pelo RSSF (Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira).

A regra do RSSF determina que a remuneração não pode ultrapassar a média dos seis meses anteriores ao chamado Evento de Insolvência. Esta situação é definida no regulamento para clubes que iniciam processos específicos de reestruturação financeira.

Plano de parcelamento de R$ 31 milhões

O Internacional se enquadrou na situação de Evento de Insolvência ao apresentar à CNRD, em 4 de setembro de 2026, um plano detalhado para parcelar suas dívidas com credores. A proposta inicial abrange R$ 31 milhões em débitos diretamente ligados à atividade esportiva do clube. Este valor pode ser ampliado caso outros credores decidam aderir ao procedimento de reestruturação.

Este é o segundo caso de aplicação da Seção 8 do RSSF no futebol brasileiro, um regulamento que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026. Em agosto do mesmo ano, o Grêmio foi o primeiro clube a ser alvo de uma punição semelhante, evidenciando a crescente fiscalização sobre a saúde financeira das equipes.

Após a divulgação da decisão, o Internacional emitiu um comunicado oficial. O clube afirmou que a apresentação do plano de parcelamento é uma iniciativa para reorganizar suas dívidas e adequar os pagamentos à sua real capacidade financeira. A notícia repercute entre os torcedores e entusiastas do futebol em todo o país, incluindo a Região dos Lagos e o Norte Fluminense, que acompanham de perto os desdobramentos do esporte nacional.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.

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