18/09/2026

Vereador denuncia carnes vencidas e cozinha deteriorada no Hospital de Rio das Ostras e cobra ação de Carlos Augusto

A situação da saúde pública de Rio das Ostras ganhou mais um capítulo preocupante. Uma fiscalização realizada na terça-feira (15) por nove vereadores no Hospital Municipal encontrou, segundo denúncia apresentada pelo vereador Leonardo de Paula Tavares, o Léo Tatá, carnes sem validade, alimentos deteriorados e problemas nas condições da cozinha da unidade.

O caso exposto na tribuna da Câmara coloca novamente a administração do prefeito Carlos Augusto diante de uma pergunta que não pode ser ignorada: quem está fiscalizando aquilo que chega à mesa de pacientes que dependem do sistema público de saúde?

Segundo Léo Tatá, diante do que foi enco
ntrado durante a fiscalização, ele acionou imediatamente a Vigilância Sanitária e o Procon. De acordo com o parlamentar, a atuação dos órgãos resultou no descarte de mais de 100 quilos de carne que estavam no local.

O vereador também relatou ter encontrado uma situação que, segundo ele, já vinha sendo alvo de reclamações: a qualidade da alimentação fornecida aos pacientes. Durante o pronunciamento, afirmou que a fiscal responsável pelo contrato notificou a empresa fornecedora e questionou por que, até aquele momento, a Prefeitura ainda não havia aplicado uma penalidade à contratada.

Problemas na saúde já haviam levado vereador a cobrar exoneração

A nova denúncia não surge isoladamente. Em maio deste ano, Léo Tatá já havia utilizado a tribuna da Câmara para cobrar a exoneração do secretário municipal de Saúde, Fábio Simões, diante de problemas relatados na rede municipal. Na ocasião, o parlamentar também criticou a falta de medicamentos e insumos e defendeu a responsabilização do secretário.

Fábio Alexandre Simões Leite permanece atualmente à frente da Secretaria Municipal de Saúde, segundo o próprio organograma oficial da Prefeitura de Rio das Ostras.

Agora, a fiscalização envolvendo a alimentação do Hospital Municipal acrescenta mais um elemento à pressão sobre a gestão da Saúde. Se confirmadas pelos órgãos competentes as irregularidades apontadas pelo vereador, será necessário esclarecer não apenas quem forneceu os alimentos, mas também como funcionou a fiscalização do contrato e por que produtos sem condições adequadas chegaram a permanecer dentro de uma unidade hospitalar.

“É caso de polícia”, afirma Léo Tatá

O tom do pronunciamento subiu quando o vereador afirmou que uma nova ocorrência semelhante poderá ser encaminhada diretamente às autoridades policiais.

“Na próxima vez a gente vai levar o responsável para a Delegacia. Esse é caso de polícia”, declarou Léo Tatá durante a sessão.

O parlamentar também anunciou que pretende ampliar a fiscalização sobre os contratos da Prefeitura, especialmente o relacionado à alimentação hospitalar.

Em outro trecho do discurso, afirmou que não pretende recuar diante de eventuais pressões: “Eu não tenho rabo preso com ninguém, não devo nada a empresário, não devo nada a executivo, devo sim à população que me colocou sentado nessa cadeira para fazer o meu papel de vereador.”

Carlos Augusto terá de responder pelas cobranças

A denúncia coloca o governo Carlos Augusto novamente sob pressão em uma área essencial para a população. Não se trata apenas da qualidade de uma refeição: quando a denúncia envolve alimentos sem validade e condições inadequadas dentro de um hospital, a discussão passa diretamente pela segurança dos pacientes e pelos mecanismos de controle existentes dentro da administração municipal.

A Prefeitura precisa esclarecer quais providências foram adotadas após a fiscalização, se houve autuação ou penalização da empresa responsável pelo fornecimento da alimentação, qual é o valor do contrato, quem fiscaliza sua execução e quais medidas foram determinadas para impedir que uma situação semelhante volte a ocorrer.

Até o fechamento desta matéria, não havia sido localizada manifestação oficial da Prefeitura de Rio das Ostras ou da empresa responsável pelo serviço sobre as acusações apresentadas pelo vereador. O espaço permanece aberto para esclarecimentos e para a apresentação das respectivas versões.

Enquanto isso, a pergunta permanece: se vereadores precisaram entrar no Hospital Municipal para encontrar alimentos sem validade, onde estava a fiscalização da Prefeitura?

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