21/09/2026

PM acusado da morte de médica Andréa Marins volta às ruas no Rio de Janeiro

PM acusado da morte de médica Andréa Marins volta às ruas no Rio de Janeiro
Reprodução / Redes Sociais

Um dos policiais militares denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pela morte da médica Andréa Marins, o subtenente Raphael Gomes Damasceno, voltou a atuar nas ruas em agosto, antes mesmo de ser formalmente acusado pelo homicídio. A informação, que choca a opinião pública na capital e repercute em todo o Interior do RJ, revela que o PM, lotado no 9º Batalhão em Rocha Miranda, passou a integrar o policiamento extraordinário do 31º BPM, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A médica Andréa Marins foi tragicamente morta a tiros em março deste ano, durante uma abordagem policial. Segundo a denúncia apresentada pelo MPRJ em 11 de setembro, Raphael e o também PM José Jorge Ferreira Dias teriam disparado contra o carro da vítima após confundi-lo com um veículo procurado por agentes. O caso levanta sérias questões sobre a conduta policial e a segurança pública na Região dos Lagos e em todo o estado.

Retorno ao patrulhamento e pedidos de afastamento

Após o incidente que resultou na morte da médica, ambos os policiais foram inicialmente afastados das ruas pela Polícia Militar, sendo designados para funções administrativas enquanto as investigações estavam em andamento. Contudo, o subtenente Raphael Gomes Damasceno retornou ao patrulhamento ostensivo em agosto, gerando questionamentos sobre a supervisão interna da corporação.

Somente após a denúncia formal do Ministério Público, a Polícia Militar informou que Raphael Damasceno solicitou uma “licença para tratamento de saúde”. Este movimento levanta dúvidas sobre a transparência e a agilidade dos processos internos da PM diante de acusações graves.

Segundo PM envolvido pede transferência para a reserva

O segundo policial denunciado pelo homicídio, José Jorge Ferreira Dias, também não estava em serviço nas ruas, atuando no controle de acesso da portaria do 9º BPM. Em um desdobramento significativo, no início de setembro, dias antes da denúncia do MPRJ se tornar pública, o policial solicitou sua transferência para a reserva remunerada da corporação.

Até o momento, nenhum dos dois agentes responde a processos administrativos disciplinares (PADs) relacionados diretamente à morte da médica. A denúncia do MPRJ, apresentada em 11 de setembro, foi o primeiro momento em que os nomes dos policiais apontados como responsáveis pela morte de Andréa Marins foram divulgados publicamente, trazendo à tona a gravidade da situação.

Confusão de veículos e acusação de dolo eventual

De acordo com o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) do MPRJ, os policiais Raphael e José Jorge estavam em busca de veículos suspeitos de envolvimento em roubos na região. Eles perseguiam um Corolla Cross prata, mas perderam o carro de vista. Em seguida, avistaram outro Corolla Cross, desta vez branco, conduzido pela médica Andréa Marins.

A denúncia aponta que os agentes atiraram contra o carro da médica sem confirmar se era o mesmo veículo procurado, resultando na morte de Andréa. O MPRJ acusa os policiais de homicídio com dolo eventual, argumentando que os agentes assumiram o risco de matar ao disparar contra o veículo sem a devida certeza. Este tipo de acusação é grave e implica que os policiais tinham conhecimento do risco e, ainda assim, agiram.

A acusação do Ministério Público é embasada em imagens de câmeras de segurança e laudos periciais. Um detalhe crucial que agrava a situação é o fato de que as câmeras corporais utilizadas pelos dois policiais estavam descarregadas no momento da ocorrência, impossibilitando o registro visual da ação e dificultando a apuração dos fatos. O caso reforça a necessidade de fiscalização rigorosa do uso e funcionamento desses equipamentos, essenciais para a transparência das ações policiais em todo o estado, incluindo Macaé e Rio das Ostras.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e os desdobramentos na Justiça. Para mais informações sobre segurança pública na Costa do Sol e Norte Fluminense, continue acompanhando nosso portal. Com informações do portal “Metrópoles”.

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