04/09/2026

Operação Illicitus mira chefes do TCP, visitantes e agentes em presídio do Rio

Operação Illicitus mira chefes do TCP, visitantes e agentes em presídio do Rio
Seppen / Divulgação

A Secretaria estadual de Polícia Penal (Seppen) deflagrou, nesta quinta-feira, mais uma fase da Operação Illicitus no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação mira chefes do Terceiro Comando Puro (TCP) detidos em Bangu 4, além de visitantes e policiais penais suspeitos de facilitar ilícitos.

A iniciativa, que já resultou na apreensão de 23 telefones celulares e diversas quantidades de drogas nesta fase, faz parte de um esforço contínuo para desarticular a comunicação entre integrantes de facções criminosas presos e aqueles em liberdade. A Seppen reforça seu compromisso com a segurança pública e a ordem no sistema prisional fluminense, buscando enfraquecer o crime organizado.

Apreensões e prisões na Operação Illicitus

Desde o início de agosto, a Operação Illicitus tem intensificado as ações de fiscalização e repressão. O balanço geral aponta para a retirada de circulação de 567 celulares dos presídios e cerca de oito quilos de drogas. Em uma ação recente, realizada na última segunda-feira na Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, também no Complexo de Gericinó, foram recolhidos 64 aparelhos de telefone. Esta unidade custodia integrantes do Comando Vermelho, demonstrando a abrangência da operação.

A Seppen também registrou a prisão de 11 visitantes que tentavam ingressar com materiais proibidos nas unidades prisionais. Além disso, a operação flagrou dois policiais penais envolvidos em condutas ilícitas, evidenciando a seriedade e a amplitude da investigação interna.

Estratégia contra o crime organizado

A intensificação das revistas e fiscalizações tem um objetivo estratégico claro: desarticular a comunicação entre os integrantes de facções criminosas que estão presos e seus comparsas em liberdade. Essa conexão é vital para a manutenção e coordenação de atividades criminosas fora dos muros da prisão. As ações contam com a atuação integrada das subsecretarias Operacional e de Inteligência, além da Corregedoria-Geral da Seppen, garantindo uma abordagem multifacetada e eficaz.

Em nota, a Seppen destacou a importância dessas operações para o enfraquecimento do crime organizado e para a segurança da população. A secretaria reafirmou seu compromisso com a transparência pública, operando sob o controle da legalidade para assegurar a ordem e a disciplina no sistema prisional do Norte Fluminense e de toda a Região dos Lagos, estendendo seu impacto por todo o estado.

O significado por trás do nome Illicitus

O nome da operação, “Illicitus”, tem origem no latim e significa "ilícito" ou "proibido". A escolha reflete diretamente o propósito da Seppen de combater rigorosamente as organizações criminosas e impedir a entrada e circulação de materiais não permitidos nas unidades prisionais. Essa nomenclatura simboliza a postura firme e intransigente da secretaria contra qualquer forma de ilegalidade dentro do sistema carcerário.

Para mais informações sobre as ações de segurança pública no estado, consulte fontes oficiais como o portal do governo.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!