04/09/2026

Fluidstack: Startup que impulsiona Google contra Nvidia alcança US$ 18 bilhões

Fluidstack: Startup que impulsiona Google contra Nvidia alcança US$ 18 bilhões
Imagem gerada com IA

A Fluidstack, uma startup britânica que começou em 2017 ajudando jogadores a alugar GPUs, emergiu como um player crucial na ambiciosa estratégia do Google para competir com a Nvidia no mercado de chips de Inteligência Artificial. Avaliada em mais de US$ 18 bilhões, a empresa discreta se tornou um campo de testes para os planos do Google, conforme noticiado pela Forbes.

Há mais de uma década, o Google utiliza suas próprias Unidades de Processamento Tensorial (TPUs) para alimentar sistemas de IA e carros autônomos. Com a demanda por chips atingindo níveis altíssimos, a gigante da tecnologia busca expandir a oferta de suas TPUs, tornando-as uma alternativa viável aos chips da Nvidia. A Fluidstack está no centro dessa expansão, um movimento de impacto global que ecoa no cenário tecnológico.

Parceria Estratégica e Expansão de Data Centers

O Google elaborou um plano complexo de US$ 200 bilhões para financiar a implementação de suas TPUs na Anthropic, uma empresa de IA que fechou um acordo para comprar até 1 milhão de TPUs. Para isso, o Google contou com a ajuda de gigantes de Wall Street como Blackstone, Apollo e Morgan Stanley, além da fabricante de chips Broadcom.

A Fluidstack desempenha um papel central nesses acordos, ajudando a garantir o excesso de poder computacional de mineradores de criptomoedas em contratos bilionários, com garantias do Google. Em novembro, a Anthropic anunciou que investiria US$ 50 bilhões em novos data centers desenvolvidos pela Fluidstack, tornando-a a primeira operadora de data centers de TPUs publicamente conhecida fora do Google.

Apesar de a Anthropic ser o único cliente publicamente identificado do Google a usar TPUs em seus próprios data centers, a criadora do Claude adota uma abordagem diversificada, utilizando hardware de Google, Nvidia, AMD e AWS, além de desenvolver seu próprio chip personalizado. O Morgan Stanley estimou que o Google poderia faturar US$ 13 bilhões apenas com a venda de chips no próximo ano.

Crescimento Acelerado e Metas Bilionárias

Um memorando de investimento da Fluidstack revela que a empresa está a caminho de gerenciar 1,3 gigawatts de energia em mais de 10 locais este ano. A projeção é que a receita da Fluidstack cresça para US$ 660 milhões em 2026, mais que o triplo dos US$ 200 milhões do ano passado. Até 2030, a empresa aspira gerenciar locais com mais de 17 gigawatts, superando a capacidade atual dos data centers da Amazon e Microsoft nos EUA.

Para financiar seus ambiciosos planos, a Fluidstack concluiu uma rodada de investimentos de US$ 1,5 bilhão, liderada pelo fundo quantitativo Jane Street, que avaliou a empresa em mais de US$ 18 bilhões. Anteriormente, em julho, a startup já havia anunciado uma rodada de US$ 750 milhões, com uma avaliação de US$ 7,5 bilhões. A Fluidstack e seus parceiros contraíram mais de US$ 15 bilhões em dívidas para financiar seus projetos.

Fundada em 2017 por Gary Wu, Jamie Cox e César Maklary, a Fluidstack inicialmente enfrentou um crescimento lento. Maklary, que trabalhou com aerodinâmica na Fórmula 1, explicou que a ideia surgiu da dificuldade de pesquisadores em obter poder computacional e do equipamento ocioso de jogadores. Durante a pandemia, a empresa pivotou para o aluguel de blocos de GPUs de laboratórios corporativos e universitários, fechando contratos com startups como Poolside, Mistral e Character.ai.

A receita disparou para mais de US$ 66 milhões em 2024. Em fevereiro de 2025, a Fluidstack chegou a ser anunciada como parceira do presidente francês Emmanuel Macron para construir um data center de US$ 11,5 bilhões na França, mas o projeto foi cancelado em favor de uma expansão mais rápida nos EUA, impulsionada pela demanda do Google e da Anthropic. A startup também tem como clientes a Meta, Jane Street e Black Forest Labs, e pretende garantir 50 gigawatts de energia até 2030.

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