Ação conjunta vistoriou sucatas, pneus e materiais capazes de acumular água e recebeu reforço com aplicação de inseticida
Um ferro-velho de Rio das Ostras foi alvo de uma inspeção
conjunta das equipes de Vigilância em Saúde e da Coordenadoria Geral de
Fiscalização (Comfis) na última semana. A ação teve como foco identificar
situações que possam favorecer a proliferação do Aedes aegypti e de outros
animais transmissores de doenças.
O período de chuvas e a proximidade do Verão aumentam a
preocupação com a formação de criadouros do mosquito responsável pela
transmissão da dengue, zika e chikungunya. Em estabelecimentos que armazenam
sucatas, pneus, peças e outros materiais expostos ao tempo, pequenas
quantidades de água acumulada podem se transformar em pontos de reprodução.
Durante a vistoria, Agentes de Combate às Endemias (ACE) e
fiscais percorreram as áreas internas e externas do estabelecimento,
verificando recipientes, pneus, sucatas, equipamentos e materiais que poderiam
acumular água.
A fiscalização identificou pontos que precisavam de
intervenção e orientou os responsáveis sobre medidas para eliminar os riscos,
incluindo o descarte ou retirada de recipientes capazes de acumular água e o
armazenamento adequado dos materiais.
Inseticida foi aplicado após avaliação técnica
Além do trabalho de eliminação dos possíveis criadouros, as
equipes realizaram uma aplicação de inseticida por pulverização costal manual.
Segundo a Prefeitura, a medida foi adotada após avaliação técnica das condições
encontradas no local e seguindo protocolos de controle vetorial.
A aplicação teve caráter complementar ao trabalho de rotina
da Vigilância Ambiental, buscando reduzir a presença de mosquitos adultos nas
áreas consideradas de risco.
A ação também chamou atenção para outro problema associado
ao armazenamento inadequado de materiais: a possibilidade de presença de ratos
e outros animais que podem atuar como transmissores de doenças.
Fiscalização pretende reduzir riscos antes do período mais
crítico
A estratégia faz parte das ações de prevenção às arboviroses
antes do período em que as condições de calor e chuva podem favorecer a
reprodução do Aedes aegypti.
Para a Superintendente de Vigilância em Saúde, Nirvana
Braga, alguns estabelecimentos exigem atenção especial justamente pela
quantidade e pelo tipo de material armazenado.
“Nosso trabalho é diário e permanente em toda a Cidade. Mas
há locais mais críticos, que merecem especial atenção”, afirmou.
Segundo Nirvana, ambientes com grande quantidade de
materiais expostos às condições climáticas podem apresentar pontos favoráveis à
formação de criadouros, tornando a atuação integrada das equipes uma ferramenta
importante para reduzir os fatores de risco.
Prevenção depende também dos responsáveis pelos imóveis
Além da fiscalização, os responsáveis pelo estabelecimento
receberam orientações para manter medidas permanentes de prevenção e
conservação do ambiente.
A recomendação vale especialmente para locais que armazenam
pneus, sucatas, recipientes, peças e equipamentos expostos à chuva. A
eliminação de pontos de acúmulo de água é uma das principais medidas para
impedir que o mosquito encontre condições para se reproduzir.
A Prefeitura informou que a atuação conjunta

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