17/08/2026

Tragédia na Br-040: Acidente de ônibus clandestino mata dez mulheres na Região Serrana

Tragédia na Br-040: Acidente de ônibus clandestino mata dez mulheres na Região Serrana
Imagem gerada com IA

A Região Serrana do Rio de Janeiro foi palco de uma grave tragédia na manhã deste domingo (16), quando um acidente de ônibus na BR-040, em Petrópolis, resultou na morte de dez pessoas. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), todas as vítimas fatais são mulheres. O veículo, que partiu de Belo Horizonte, Minas Gerais, tinha como destino final Copacabana, na Zona Sul do Rio, e também realizava fretamentos para Cabo Frio, na Região dos Lagos, impactando diretamente o fluxo turístico do Interior do RJ.

O ônibus da empresa Estrela Guia Turismo tombou por volta das 04h30, próximo ao quilômetro 91 da rodovia. Além das dez mortes confirmadas, outras 39 pessoas ficaram feridas e foram prontamente socorridas para unidades de saúde em Petrópolis e na Baixada Fluminense, mobilizando equipes de resgate e atendimento médico em uma operação de grande escala.

Detalhes do Resgate e Atendimento às Vítimas

O Corpo de Bombeiros atuou intensamente no local do acidente, confirmando a morte de oito pessoas ainda na BR-040. Uma nona vítima veio a óbito a caminho do Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. A Secretaria Municipal de Saúde da unidade hospitalar confirmou o falecimento. No total, 13 feridos foram encaminhados para este mesmo hospital, enquanto outros foram distribuídos por diferentes unidades da região.

Entre os sobreviventes, duas pessoas apresentavam estado de saúde grave, e doze tiveram ferimentos moderados, recebendo os primeiros socorros e sendo estabilizadas pelas equipes médicas. Os corpos das vítimas fatais foram levados ao Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Petrópolis para os procedimentos de perícia e identificação. A pista da BR-040, que ficou parcialmente interditada, foi liberada ao tráfego por volta das 7h45, após a remoção do veículo e das vítimas.

Irregularidades na Operação do Ônibus Clandestino

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) emitiu um comunicado alarmante sobre a situação do ônibus envolvido no acidente. A agência informou que o veículo não possuía autorização para realizar o transporte interestadual de passageiros, caracterizando a viagem como clandestina. Essa revelação adiciona uma camada de seriedade à tragédia, levantando questões sobre a fiscalização e a segurança no transporte de passageiros.

O ônibus, de placa AKY-3454, estava registrado em nome da empresa Dinna Ellles Turismo, que, por sua vez, havia comunicado a venda para a PIT Tur Transportes Ltda. Contudo, nem a Dinna Ellles Turismo nem a PIT Tur Transportes Ltda. possuem a devida autorização da ANTT para operar linhas interestaduais. Além disso, a ANTT não encontrou registros de nenhuma empresa habilitada com o nome Estrela Guia Turismo, que se apresentava como responsável pela viagem. O veículo ainda exibia um adesivo da agência em nome da empresa Samara, também inapta para esse tipo de operação, evidenciando um complexo esquema de irregularidades.

Impacto Regional e a Investigação em Andamento

O acidente choca não apenas a Região Serrana, mas também o Norte Fluminense e a Região dos Lagos, áreas que dependem fortemente do turismo e do transporte rodoviário. A prática de fretamentos turísticos, muitas vezes sem a devida regulamentação, representa um risco constante para os passageiros que buscam destinos como Cabo Frio e o Rio de Janeiro. A Polícia Civil está à frente da investigação para apurar as causas do tombamento e as responsabilidades pelas irregularidades na operação do ônibus.

A tragédia serve como um alerta para a importância da fiscalização rigorosa e da conscientização dos passageiros sobre a escolha de empresas de transporte regularizadas. A segurança nas estradas do Interior do RJ e em todo o país é uma prioridade que exige a atenção de órgãos reguladores e da sociedade. A ANTT oferece informações sobre transporte de passageiros para orientar os usuários.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.

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