
A Islândia ordenou a deportação de 21 ativistas internacionais contra a caça às baleias, entre eles quatro brasileiros, que estavam detidos em Reykjavík desde a última sexta-feira (31). A decisão foi comunicada pela polícia local nesta quarta-feira (5).
O grupo, integrante da missão Operação 86 da Captain Paul Watson Foundation, foi abordado pela Guarda Costeira islandesa e mantido a bordo de sua embarcação, o navio Bandero. Embora liberados do barco horas antes da ordem de deportação, os ativistas devem permanecer na área metropolitana da capital e se apresentar regularmente à polícia, aguardando a saída do país e uma possível proibição de retorno à Islândia.
Brasileiros detidos na missão
Entre os 21 ativistas, quatro são brasileiros e desempenhavam funções cruciais na expedição. São eles: Victor Calixto, de 23 anos, marinheiro de Ilhabela (SP); Lucas Barbosa, de 28 anos, cozinheiro de Craíbas (AL); Vitor Young, de 32 anos, contramestre de Santos (SP); e Rui Amorim, de 52 anos, médico de bordo de Fortaleza (CE). Além deles, a tripulação contava com mais 17 integrantes de outras dez nacionalidades, reforçando o caráter internacional da operação.
A abordagem da Guarda Costeira
A detenção ocorreu na última sexta-feira (31), quando agentes das Forças Especiais da Islândia abordaram o navio Bandero. Um vídeo divulgado pela Captain Paul Watson Foundation mostra o momento em que os oficiais, já a bordo, ordenam ao capitão que parasse a embarcação e que todos os telefones fossem desligados. A missão, conhecida como Operação 86, tinha como objetivo protestar contra a caça de baleias na região.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o desdobramento da situação dos ativistas e as repercussões internacionais do caso, de interesse para leitores da Região dos Lagos e Norte Fluminense.
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