
A Polícia Federal (PF) desvendou um sofisticado esquema de fraude envolvendo licenças ambientais falsas para a abertura e operação de postos de gasolina em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. A revelação é parte da Operação "Unha e Carne", que investiga uma rede suspeita de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com implicações para a segurança ambiental e a economia local.
Documentos cruciais apresentados à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para licenciar dois estabelecimentos no município continham a assinatura de José Rafael de Abreu Magalhães, ex-secretário municipal de Meio Ambiente. O detalhe alarmante é que o gestor faleceu em agosto de 2020, três anos antes da suposta emissão das autorizações, evidenciando a falsificação grosseira.
Esquema de falsificação e envolvimento
A Prefeitura de São Gonçalo confirmou a falsificação dos papéis, esclarecendo que o número de registro oficial utilizado nos documentos fraudulentos havia sido emitido para outra empresa, sem qualquer relação com o setor de combustíveis. Essa manobra permitia que os postos operassem sem a devida fiscalização e conformidade ambiental, colocando em risco o meio ambiente e a população.
As investigações da PF apontam que a irregularidade foi identificada nos postos VIP Catarina e Pitubinha. Ambos os estabelecimentos têm a empresária Luisi Pinho como sócia. Ela é casada com o policial civil José Carlos Alves de Souza. O casal foi alvo de mandados de busca e apreensão na fase mais recente da Operação "Unha e Carne", que busca desarticular a complexa rede criminosa.
Conexões e desdobramentos da operação
No Posto Pitubinha, outra sócia identificada é Luana Oliveira, que também é casada com um policial civil. Luana é esposa de Pablo Jukia Félix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. Agentes da Polícia Federal também realizaram buscas em endereços ligados a eles, aprofundando a apuração sobre o envolvimento de agentes de segurança pública no esquema.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que os postos em questão possuem autorização de funcionamento, mas, diante das descobertas da PF, programou fiscalizações presenciais urgentes para verificar a real situação das licenças e a conformidade ambiental dos estabelecimentos. A fraude levanta sérias questões sobre a fiscalização e a integridade dos processos de licenciamento, impactando a credibilidade das instituições e a segurança dos moradores da Região Metropolitana do Rio e do Interior do RJ.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e trará novas informações sobre a Operação "Unha e Carne" e seus desdobramentos na Região dos Lagos e Norte Fluminense.
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