
A China culpou os Estados Unidos pela escalada das tensões na península coreana nesta quinta-feira (20), durante uma reunião em Seul, capital da Coreia do Sul. O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, instou Seul a não se alinhar a Washington e a buscar uma coexistência pacífica com a Coreia do Norte.
Em declaração noticiada pela agência Xinhua, Wang Yi afirmou que a solução fundamental reside no abandono da 'política hostil' dos EUA em relação a Pyongyang. Paralelamente, a Coreia do Sul revelou estimativas alarmantes sobre o arsenal nuclear norte-coreano, indicando um cenário de crescente preocupação regional.
Pequim Pressiona por Diálogo e Desescalada
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, enfatizou em sua visita a Seul que a estabilidade na península coreana depende diretamente da postura de Washington. Segundo ele, a 'política hostil' americana é a raiz das tensões atuais, e a China veria com bons olhos um caminho de coexistência pacífica entre as duas Coreias. O apelo chinês busca evitar que a Coreia do Sul seja forçada a escolher lados, promovendo uma abordagem mais equilibrada na complexa dinâmica regional.
Coreia do Norte e o Crescente Arsenal Nuclear
A preocupação com a capacidade nuclear da Coreia do Norte ganhou novos contornos com as recentes estimativas do ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back. Ele informou aos legisladores que Pyongyang pode possuir entre 80 e 120 ogivas nucleares, um número significativamente superior às projeções de institutos multilaterais e até mesmo do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Ahn Gyu-back esclareceu que esses dados provêm de organizações de pesquisa especializadas, embora o governo sul-coreano não possa confirmá-los oficialmente.
Questionado sobre a declaração de Trump de que Kim Jong-un possuía 57 'armas nucleares muito poderosas', o ministro sul-coreano admitiu que os números pareciam 'um pouco diferentes'. Tradicionalmente, a Coreia do Sul evita divulgar publicamente detalhes sobre o arsenal nuclear norte-coreano, mantendo sua política de apoio à desnuclearização e não reconhecendo Pyongyang como um estado nuclear.
Diplomacia de Trump e Reações de Pyongyang
Os comentários sobre o arsenal norte-coreano surgem em um momento em que Donald Trump busca retomar o diálogo com Kim Jong-un. O ex-presidente americano havia ordenado a redução dos exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul, que ele considerava 'hostis' a Pyongyang. Apesar da redução, Kim Yo Jong, irmã influente do líder norte-coreano, classificou os exercícios como provocativos e agressivos, rejeitando a ideia de que a medida seria um gesto significativo de boa vontade.
Kim Yo Jong também afirmou não ter conhecimento de contatos recentes entre Trump e Kim, embora tenha descrito a relação pessoal entre os líderes como 'excelente'. Trump expressou a esperança de se encontrar com Kim ainda este ano, revivendo a diplomacia que estagnou após cúpulas em 2018 e 2019, que falharam devido a divergências sobre o alívio de sanções e o programa nuclear norte-coreano. A situação reforça a complexidade das relações internacionais que impactam a Região dos Lagos e o Norte Fluminense indiretamente, através da economia global.
Seul Mantém Dependência do Guarda-Chuva Nuclear Americano
Ahn Gyu-back reiterou a posição de Seul de não reconhecer oficialmente a Coreia do Norte como um estado com armas nucleares. Ele também se recusou a comentar se a referência de Trump às 57 ogivas equivalia a um reconhecimento dos EUA do status nuclear de Pyongyang. O ministro da Defesa sul-coreano reafirmou que a Coreia do Sul continuará a depender do guarda-chuva nuclear dos EUA, em linha com sua política de longa data de não desenvolver armas nucleares próprias e de não aceitar o uso de armas nucleares táticas americanas em seu território.
O Rio das Ostras Jornal continua acompanhando os desdobramentos da política internacional e seus impactos globais.
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