
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, resultando na apreensão de três veículos de luxo avaliados em até R$ 1,75 milhão. Os carros foram encontrados em endereços de investigados no estado do Rio de Janeiro, em uma ação que mira suposto esquema de favorecimento à empresa Refit.
Ao todo, agentes federais cumpriram 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A operação aprofunda as investigações sobre a suposta relação entre integrantes da antiga administração estadual e a Refit, ampliando o escopo da ação iniciada em maio.
Veículos de Luxo e Alvos da Investigação
Entre os bens apreendidos que chamaram a atenção da equipe estão uma BMW X6, avaliada em R$ 815 mil; uma Mercedes GLC 220, com valor estimado entre R$ 194 mil e R$ 258 mil; e uma Kia Carnival, avaliada em R$ 680 mil. A soma desses veículos de alto padrão reflete a dimensão dos recursos movimentados pelo esquema investigado na Região dos Lagos e em outras áreas do Norte Fluminense.
Os mandados foram cumpridos em endereços ligados a figuras políticas de destaque no Rio de Janeiro, incluindo o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o ex-secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi. Outros ex-integrantes da gestão Castro também estão entre os alvos desta nova etapa da operação, que busca desarticular a rede de corrupção.
Desdobramentos da Operação e Crimes Apurados
Esta segunda fase da Operação Sem Refino é um desdobramento direto da ação deflagrada em 15 de maio, que já havia revelado a complexidade do suposto esquema. Naquela ocasião, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão do empresário Ricardo Magro, apontado como líder do grupo econômico ligado à Refit, que permanece foragido nos Estados Unidos.
As investigações apontam que o esquema contava com a atuação de diversos agentes públicos e teria alcançado órgãos estratégicos do governo estadual, como as secretarias estaduais de Fazenda, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Procuradoria-Geral do Estado e até mesmo integrantes do Judiciário fluminense, demonstrando a capilaridade da influência indevida.
A Polícia Federal apura uma série de crimes graves, incluindo gestão fraudulenta e temerária, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica. Essas práticas estariam diretamente relacionadas à comercialização de combustíveis, afetando a economia e a transparência no estado do Rio de Janeiro e impactando indiretamente municípios como Rio das Ostras e Macaé.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso, que tem repercussão em toda a Costa do Sol e no interior do RJ. Com informações do jornal “O Globo”.
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