
O Fluminense, um dos grandes clubes do Rio de Janeiro, teve sua gestão financeira questionada publicamente pelo jornalista Rodrigo Capelo, renomado especialista em finanças do esporte. As críticas surgiram durante sua participação no Charla Podcast, onde Capelo desconstruiu a imagem de austeridade frequentemente associada ao Tricolor.
Capelo, conhecido por sua análise aprofundada do cenário econômico no futebol, apontou que, apesar de o clube manter os salários dos jogadores em dia e se esforçar para cumprir os pagamentos de direitos de imagem, há um problema crônico e de longa data: o não recolhimento de impostos referentes à parte trabalhista.
A Narrativa da Austeridade em Xeque
A percepção de um Fluminense 'pobrinho' ou que 'gasta pouco' foi veementemente contestada pelo jornalista. Capelo afirmou que essa é uma narrativa que, por vezes, a diretoria tenta emplacar, mas que os números apresentados nos balanços financeiros do clube não a sustentam. 'Não é um ‘pobrinho’. Isso é uma narrativa que às vezes o Mário tenta colocar, mas o número não confirma, é só olhar o balanço', declarou o especialista.
Ele enfatizou que a regularidade nos pagamentos de salários e a tentativa de manter os direitos de imagem em dia acabam por comprometer outras obrigações essenciais. 'Ele paga o salário em dia, tenta manter imagem em dia, e aí não sobra para pagar [os impostos]', explicou Capelo, revelando a complexidade da gestão financeira tricolor.
Dívidas Fiscais e Folha Salarial: O Outro Lado da Moeda
Além da questão dos impostos trabalhistas, Rodrigo Capelo trouxe à tona a folha salarial do Fluminense e as dívidas fiscais como elementos que contradizem a imagem de um clube com finanças enxutas. Para o jornalista, esses fatores são cruciais para uma análise completa e transparente da saúde financeira do clube.
A priorização dos pagamentos aos atletas, embora seja fundamental para a manutenção do elenco e do desempenho esportivo, tem um custo. Segundo Capelo, essa estratégia impacta diretamente o cumprimento das obrigações tributárias, criando um cenário que exige uma visão mais abrangente do que apenas a pontualidade dos salários.
As declarações de Capelo reacendem o debate sobre a real situação financeira dos clubes brasileiros, especialmente no Interior do RJ e na Região dos Lagos, onde a gestão de recursos é um desafio constante. Ele defende que a análise não se restrinja apenas aos salários, mas que inclua a folha de pagamentos, os impostos e as dívidas fiscais para uma compreensão verdadeira do panorama.
O Rio das Ostras Jornal acompanha de perto as discussões sobre a gestão esportiva e seus impactos.
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