23/08/2026

Filha de 18 anos planeja assassinato da mãe, médica que estudava jovens homicidas nos EUA

Filha de 18 anos planeja assassinato da mãe, médica que estudava jovens homicidas nos EUA

Uma médica que dedicava sua pesquisa a adolescentes violentos e homicidas foi brutalmente assassinada em sua casa, no Condado de Delaware, Ohio, Estados Unidos. Tamela Dutcher foi morta a tiros em 14 de agosto, em um plano supostamente arquitetado pela própria filha, Bryanna Dutcher, de 18 anos, com o namorado e um amigo.

O crime chocou a comunidade local, revelando uma trama complexa que teve início após uma discussão familiar sobre tarefas domésticas. Segundo a polícia, Bryanna teria planejado o ataque aos pais motivada também por um 'amor proibido', temendo que seus pais, descritos por ela como 'muito racistas', descobrissem seu relacionamento com Christian Evans, um homem negro, e a expulsassem de casa.

O Ataque Brutal em Ohio

De acordo com o boletim de ocorrência obtido pelo NY Post, Tamela Dutcher estava sentada no sofá da sala quando Christian Evans e Dajameous Payne invadiram a residência logo após a meia-noite. Ela foi baleada no rosto com um único disparo.

Ao ouvir o tiro, o marido da médica correu para socorrer a esposa. Os invasores abriram fogo contra ele, mas erraram os disparos e fugiram rapidamente do local. Paramédicos foram acionados, e Tamela chegou a ser levada a um hospital próximo, mas não resistiu aos ferimentos.

Motivação: Discussão Familiar e 'Amor Proibido'

A polícia revelou que Bryanna Dutcher, a filha do casal, teria arquitetado o atentado contra os pais. A motivação inicial teria sido uma discussão com a mãe sobre tarefas domésticas não realizadas, mas a investigação aprofundou-se em um contexto mais complexo.

Bryanna mantinha um relacionamento secreto com Christian Evans, pois temia a reação de seus pais, que ela descrevia como 'muito racistas'. O medo de ser expulsa de casa caso o namoro fosse descoberto adicionou uma camada de tensão à dinâmica familiar, conforme depoimento policial obtido pelo canal Oxygen.

Na noite do crime, após a discussão com a mãe, Bryanna trocou mensagens com Christian. Foi o namorado quem sugeriu o assassinato, escrevendo: 'Se eu fosse você, teria matado ela'. A partir daí, a filha teria aceitado a ideia e elaborado o plano detalhadamente.

O Plano de Ataque e a Captura dos Suspeitos

O plano foi meticulosamente executado. Christian e Dajameous chegaram à casa e esperaram do lado de fora por cerca de 15 minutos. Bryanna, então, enviou uma mensagem confirmando a localização dos pais: 'OK, ela está na sala e ele no porão; quando você chegar aqui, me avise', dando acesso à dupla.

Christian respondeu que estavam se preparando, colocando luvas, e que iriam 'eliminar os dois ao mesmo tempo'. Após os disparos, Bryanna tentou despistar a polícia, alegando não ter visto os autores e chegando a acusar uma amiga da mãe que, segundo ela, devia dinheiro a Tamela.

A polícia, no entanto, rapidamente desvendou a farsa. 'Acredita-se que Bryanna mentiu repetidamente às autoridades sobre o que sabia a respeito das circunstâncias do incidente, o que atrasou a identificação de pistas e suspeitos', consta no documento oficial. Christian Evans e Dajameous Payne foram identificados e capturados, com Christian sendo flagrado descartando uma sacola contendo um coldre e uma calça.

A tragédia ganha contornos ainda mais irônicos e sombrios ao considerar o trabalho acadêmico da própria vítima. Tamela Dutcher foi coautora de um artigo publicado em janeiro de 2002 na revista 'International Journal of Adolescent Medicine and Health', que abordava justamente o perfil de 'adolescentes violentos e homicidas'.

No estudo, Tamela e Daniel Davis escreveram: 'A grande maioria dos jovens detidos por homicídio é do sexo masculino. As poucas garotas que cometem homicídio tendem a matar membros da própria família'. O artigo também analisava a raça dos autores dos crimes em relação ao status socioeconômico, observando que, embora cerca de um sexto dos americanos com menos de 18 anos sejam afro-americanos, aproximadamente metade dos jovens detidos por homicídio eram afro-americanos nos anos da pesquisa.

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