/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/b/9/Nxwjc2R3ewgpGgkAxLkA/ap26024388965064.jpg)
Os Estados Unidos decidiram substituir o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que opera no Oriente Médio, por ordem do então presidente Donald Trump. A medida, anunciada após relatos de problemas de abastecimento e saúde mental da tripulação, ocorre em meio a tensões com o Irã.
A decisão de Trump surge após reportagens da imprensa internacional detalharem que marinheiros do Lincoln tentaram pular no mar, em meio a uma missão de duração excepcionalmente longa. O navio, com cerca de 5 mil militares a bordo, está há mais de 260 dias consecutivos em operação, tendo sido redirecionado para a região em janeiro de 2026.
Crise a Bordo e Desafios Logísticos
Os problemas enfrentados pela tripulação do USS Abraham Lincoln tiveram início após um ataque iraniano à base naval americana no Bahrein. O bombardeio, segundo o jornal The New York Times, destruiu uma parte crucial do centro logístico utilizado pelos EUA na região, que era responsável pelo reabastecimento do porta-aviões com suprimentos básicos.
Com a perda dessa estrutura vital, os Estados Unidos precisaram reorganizar suas operações, passando a utilizar a base de Diego Garcia, no Oceano Índico, como alternativa. No entanto, essa mudança gerou dificuldades significativas para o navio receber alimentos, itens de higiene e outros suprimentos essenciais.
A combinação do tempo excessivo em missão, que começou em novembro de 2025 em San Diego e foi redirecionada em janeiro de 2026 para o Oriente Médio, somada às dificuldades logísticas, desencadeou uma crise de saúde mental entre os marinheiros, conforme noticiado pela imprensa internacional. Apesar dos relatos, a Marinha dos EUA afirmou não ter observado aumento de pensamentos ou tentativas de suicídio a bordo, justificando a não divulgação de dados por questões de segurança operacional e privacidade.
Reações Políticas e a Posição de Trump
O então presidente Donald Trump minimizou os relatos sobre as condições enfrentadas pela tripulação do USS Abraham Lincoln. Questionado sobre os mais de 260 dias de missão em 14 de agosto de 2026, ele declarou que esse período “está longe de ser tempo suficiente” para uma embarcação desse porte.
“Esse navio está se deslocando neste momento, ou vai se deslocar muito em breve, e será substituído por outro navio muito parecido”, afirmou Trump. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também se manifestou, classificando como “completamente distorcidos” os relatos sobre os problemas a bordo, embora tenha prometido agilizar a rotação das equipes.
As declarações de Trump geraram críticas, como a do deputado democrata Jason Crow, do Colorado, que serviu em três missões no Iraque e no Afeganistão. Crow utilizou a rede social X para afirmar que “o presidente Trump não se importa com nossos militares nem com as famílias deles”.
A Troca Estratégica de Porta-Aviões
A substituição do USS Abraham Lincoln pelo USS George Washington não representa uma alteração no poder de fogo dos Estados Unidos na região do Oriente Médio. Ambos os navios são porta-aviões de propulsão nuclear, pertencentes à classe Nimitz, conhecida por sua capacidade de operar por longos períodos sem reabastecimento de combustível e por sustentar operações aéreas de grande escala.
As embarcações possuem dimensões e capacidades praticamente equivalentes, com aproximadamente 330 metros de comprimento e capacidade para transportar cerca de 90 aeronaves, incluindo caças e helicópteros. Cada um pode abrigar uma tripulação de cerca de 5 mil militares. O Lincoln entrou em operação em 1989, e o George Washington, em 1992.
Embora a classe Nimitz seja a espinha dorsal da aviação embarcada americana há décadas, ela está sendo gradualmente substituída pela classe Gerald R. Ford, mais moderna e automatizada. Na prática, a troca permite a rotação de uma tripulação que já excedeu o tempo ideal em missão, aliviando a pressão sobre os militares.
A substituição ocorre em um momento em que os Estados Unidos buscam manter a pressão militar sobre o Irã, com o restabelecimento de um bloqueio aos portos iranianos no Estreito de Ormuz. O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e as repercussões internacionais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!