24/08/2026

Banda Demon Hunter processa Netflix por uso de nome similar em sucesso do K-POP

Banda Demon Hunter processa Netflix por uso de nome similar em sucesso do K-POP

A banda de metal cristão Demon Hunter iniciou um processo judicial contra a Netflix, alegando violação de direitos autorais. O grupo contesta o uso do nome "Kpop Demon Hunters" para a versão em inglês da animação "Guerreiras do K-POP", lançada em junho de 2025 e que se tornou um fenômeno global. A notícia, de impacto no cenário do entretenimento, repercute em todo o Norte Fluminense e Região dos Lagos, onde o consumo de streaming é crescente.

Segundo a banda, a similaridade de nomes tem causado "confusão substancial" entre o público, prejudicando sua carreira de 25 anos. A ação judicial busca impedir que a gigante do streaming utilize a marca em produtos e eventos, além de exigir compensação por danos materiais, em um caso que levanta questões importantes sobre propriedade intelectual na era digital.

Detalhes da Disputa Judicial e a Confusão de Marcas

O processo movido pela Demon Hunter baseia-se na premissa de que a Netflix, ao anunciar uma turnê mundial com apresentações de "Guerreiras do K-POP", está oferecendo produtos que representam uma "sobreposição quase completa" em relação ao que os integrantes da banda oferecem. Este cenário, conforme o grupo, tem gerado uma série de equívocos que afetam diretamente sua imagem e público.

Para comprovar a confusão, a banda apresentou evidências como um e-mail de um fã que gastou US$ 500 em ingressos para um show em Nova York, esperando uma experiência voltada ao público infantil, e ficou desapontado ao encontrar a Demon Hunter. Além disso, o grupo relata ter sido contatado por engano por um produtor de televisão e receber constantemente mensagens em redes sociais que marcam erroneamente seus perfis oficiais. Todos esses casos apontam para uma associação indevida do termo "Demon Hunter" com a aventura musical do gênero K-Pop, dada a enorme popularidade do filme.

A disparidade de alcance entre as duas entidades é notável. Enquanto a banda, baseada em Seattle e com uma carreira sólida de 12 álbuns e uma comunidade dedicada, possui cerca de 350 mil ouvintes mensais no Spotify, a trilha sonora da animação da Netflix acumula mais de 27 milhões de ouvintes mensais na mesma plataforma. Essa diferença massiva amplifica o impacto da confusão de marcas, tornando a situação ainda mais delicada para o grupo de metal cristão.

A "Crise Existencial" e as Exigências da Banda

A Demon Hunter afirma estar vivendo uma verdadeira "crise existencial" em decorrência da grande popularidade do filme da Netflix. Diante disso, o grupo exige que os tribunais impeçam a plataforma de streaming de usar a marca "Kpop Demon Hunters" em músicas gravadas, shows ao vivo e em itens de merchandising. A banda registrou sua marca para músicas gravadas em 2022 e já deu entrada em um registro semelhante para apresentações ao vivo, buscando proteger sua identidade artística.

Além da interrupção do uso da marca, o grupo também pleiteia o pagamento de danos materiais, embora os valores específicos não tenham sido detalhados publicamente. Por sua vez, a Netflix já registrou a marca "Kpop Demon Hunters" para uso em materiais de merchandising e outras áreas que ainda estão pendentes. A empresa demonstra forte investimento na franquia, com planos de uma continuação para "Guerreiras do K-POP" e a expansão da linha de produtos licenciados baseados na série, o que intensifica a disputa.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.

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