
O ator João Victor Gonçalves, de 24 anos, intérprete de Mau Mau em "Quem Ama Cuida" (Rede Globo), revelou sua torcida por um triângulo amoroso para o personagem. Ele também compartilhou sua jornada de descoberta e aceitação como membro da comunidade LGBT, e sua relação com o Rio de Janeiro.
A trama de Mau Mau na novela mostra o personagem dividido entre Fernando (Pedro Alves) e o recém-chegado Felipe (Pietro Antonelli). João Victor expressa sua animação para que essa dinâmica ajude Mau Mau a se entender como LGBT, especialmente por ser um jovem "podado" em casa e com receio de ser um peso para os outros. Essa discussão na ficção o levou a revisitar sua própria trajetória.
Triângulo amoroso e a descoberta de Mau Mau
Para João Victor, a possibilidade de um triângulo amoroso na novela é um catalisador para o amadurecimento de Mau Mau. "Torço por um triângulo amoroso. Aquela troca de olhares entre Mau Mau e Fernando não foi à toa. Agora, com o surgimento desse novo romance com Felipe, talvez Fernando perceba: ‘manquei com o Mau Mau aquele dia’", resume o ator. Ele acredita que a experiência será fundamental para o personagem se descobrir LGBT, enfrentando as pressões familiares e o medo de ser um fardo.
A visibilidade de temas LGBT em produções como "Quem Ama Cuida" é crucial para a representatividade e o debate na sociedade. A forma como Mau Mau lida com seus sentimentos e a reação de seu avô, Otoniel (Tony Ramos), que faz comentários homofóbicos, espelha desafios reais enfrentados por muitos jovens. O Rio das Ostras Jornal destaca a importância de narrativas que promovam a inclusão e o respeito na Região dos Lagos e em todo o Norte Fluminense.
A jornada pessoal de João Victor e a homofobia
Debatendo o tema na ficção, João Victor Gonçalves também revisitou sua própria descoberta como membro da comunidade LGBT. Ele descreve sua experiência como natural e sem grandes conflitos, atribuindo isso ao ambiente diverso em que cresceu. "Foi bem natural, nunca foi um problema. Por eu ter crescido num ambiente onde tinha muito contato com pessoas de todas as sexualidades, foi algo tranquilo", relata o ator.
Apesar da aceitação familiar — ao contrário de Mau Mau, que sofre com os comentários do avô —, João Victor já enfrentou episódios de homofobia. Ele recorda ter sido alvo de bullying na escola, sendo chamado de "gayzinho". A situação mais grave ocorreu durante um passeio na praia, quando foi agredido fisicamente enquanto abraçava um amigo. "Pensei que era só um maluco, mas depois entendi que aquilo era homofobia", lamenta, ressaltando a importância de combater a intolerância em todas as suas formas, inclusive na Costa do Sol.
Pisciano, o ator se considera bissexual, abraçando a letra B da sigla LGBT. "Na minha visão, todo mundo é bissexual. Então me considero a letra B da sigla. Me envolvo mais com meninos, mas quando vou para uma festa, sinto vontade de ficar com meninas", pontua, preferindo manter em mistério a identidade da pessoa com quem se relaciona atualmente. Sua visão reflete uma fluidez e liberdade que busca inspirar tanto na tela quanto fora dela. Para mais informações sobre as produções da Rede Globo, acesse Gshow.
Da aceitação familiar à paixão pelo Rio
Assim como Mau Mau, João Victor também tem uma irmã mais velha, Maria, com quem compartilha uma relação diferente da ficcional, mas igualmente forte. "É uma relação belíssima, um exemplo de carinho e cuidado de ambos os lados. Eu também sou muito família", compara, destacando a importância dos laços fraternos.
Nascido em São Paulo, o ator começou no teatro aos nove anos, encontrando na arte um caminho para o autoconhecimento e a formação de amizades duradouras. "Meus amigos falam que sou um elo que une todos os grupos que nunca imaginaram se conhecer", afirma, demonstrando sua capacidade de conectar pessoas.
A adaptação ao Rio de Janeiro foi um capítulo à parte em sua vida. Inicialmente, João Victor recebeu críticas após expressar dificuldades de adaptação à cidade, mas esclarece que sua fala foi tirada de contexto. "Fiquei chateado com as críticas. Minha fala foi sobre a dificuldade que eu tenho de adaptar a uma outra cidade", explica. Ele compara o ritmo acelerado de São Paulo com a tranquilidade carioca, destacando as diferenças culturais e de paisagem. Hoje, sua relação com a Cidade Maravilhosa é de amor. "Agora já estou completamente dividido. Amo São Paulo, mas eu também estou amando o Rio", conclui, mostrando sua conexão com o interior do RJ e a capital.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e as novidades da novela.
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