
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), uma ampla operação para desarticular a estrutura do Comando Vermelho (CV) na Região dos Lagos e na Baixada Fluminense. A ação tem como principal alvo Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como 'Abelha', apontado como o chefe da facção na região.
Até o momento, oito pessoas foram presas, e agentes cumprem mandados de prisão e busca e apreensão em endereços de Armação dos Búzios e Cabo Frio, na Região dos Lagos, além de Belford Roxo e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O objetivo é combater o tráfico de drogas, ataques armados e o controle de comunidades por parte do grupo criminoso.
O Alvo Principal: 'Abelha' e a Liderança do CV
A operação, coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da 126ª DP (Cabo Frio), foca em integrantes da facção que seriam responsáveis por diversas atividades ilícitas. O traficante 'Abelha' é uma figura central nas investigações, sendo considerado uma das principais lideranças do Comando Vermelho na Região dos Lagos.
A Polícia Civil destaca que 'Abelha' deixou o sistema penitenciário do Rio de Janeiro durante a gestão do ex-secretário Raphael Montenegro e, atualmente, é procurado. Ele é acusado de coordenar, a partir dos Complexos do Alemão e da Penha, as ações criminosas desenvolvidas pelo grupo em toda a Região dos Lagos e em outras áreas do Norte Fluminense.
Estratégia Criminosa e Evidências Coletadas
Ao longo da investigação, a polícia reuniu um vasto material probatório. Imagens extraídas de celulares e de contas de integrantes da facção revelaram a atuação do grupo. Os registros incluem criminosos armados, cenas de comercialização de drogas, invasões em áreas dominadas por grupos rivais e a instalação de barricadas, que restringem a circulação de moradores e dificultam o acesso das forças de segurança.
As investigações também desvendaram um esquema sofisticado de delivery de drogas. Conforme apurado pela Polícia Civil, usuários realizavam seus pedidos por meio de aplicativos de mensagens, efetuavam o pagamento e recebiam os entorpecentes diretamente no endereço informado. Este método demonstra a organização e a capilaridade da facção em suas operações de tráfico.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e trará novas informações sobre o desdobramento da operação na Região dos Lagos e no Interior do RJ.
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