14/07/2026

Mulher no Rio cai em golpe do falso mecânico e perde R$ 2,7 mil por serviço inexistente

Imagem gerada com IA
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Uma servidora pública tetraplégica foi vítima do conhecido 'golpe do falso mecânico' na Zona Norte do Rio de Janeiro. Camila Lima pagou R$ 2,7 mil por um suposto conserto em seu veículo, mas descobriu dias depois que nenhuma peça havia sido trocada, configurando um crime de estelionato. O caso está sob investigação da Polícia Civil.

O incidente ocorreu na Avenida Engenheiro Octacílio Negrão de Lima, no Andaraí, quando Camila, acompanhada de sua mãe, ouviu barulhos no carro. Um casal em outro veículo se aproximou, alertando sobre algo caindo da parte inferior do automóvel. A vítima estacionou para verificar, momento em que um homem se apresentou como mecânico e ofereceu ajuda imediata, alegando trabalhar em uma oficina próxima.

A Abordagem e a Falsa Solução

Após uma rápida inspeção no capô, o suspeito informou a Camila que seria necessária a troca do módulo central da injeção eletrônica. Pouco tempo depois, ele retornou com uma suposta peça e afirmou ter realizado o reparo. Pelo serviço e pelo componente 'substituído', o criminoso cobrou R$ 2.700, valor que foi pago via Pix. Para dar credibilidade ao golpe, a vítima recebeu uma nota fiscal e uma garantia de um ano para a peça.

A farsa, no entanto, foi descoberta dias depois. Ao levar o carro a uma oficina de sua confiança, Camila foi informada de que nenhuma peça havia sido trocada e que ela havia sido enganada. A servidora pública, que ficou tetraplégica em 1998 após ser atingida por uma bala perdida, registrou a ocorrência na 20ª DP (Vila Isabel), que agora apura o crime.

O Esquema do Golpe do Falso Mecânico

O 'golpe do falso mecânico' é uma modalidade criminosa que tem se tornado recorrente em grandes centros urbanos, como o Rio de Janeiro, e também em cidades da Região dos Lagos e Norte Fluminense, incluindo Rio das Ostras e Macaé. Os criminosos geralmente agem abordando motoristas em vias movimentadas, criando uma situação de emergência mecânica inexistente ou exagerada. Eles se aproveitam da vulnerabilidade das vítimas, que muitas vezes não possuem conhecimento técnico sobre veículos, para simular um conserto e cobrar valores exorbitantes por um serviço que não é realizado.

Em muitos casos, o veículo sequer apresentava qualquer problema antes da abordagem. A rapidez e a 'conveniência' do 'reparo' no local são táticas usadas para evitar que a vítima procure um profissional de confiança. A emissão de notas fiscais falsas e garantias sem valor legal também fazem parte do modus operandi para ludibriar os motoristas.

Investigação Policial e Alerta aos Motoristas

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que já solicitou imagens das câmeras de segurança da região do Andaraí para tentar identificar os envolvidos no golpe contra Camila Lima. A investigação segue em andamento na 20ª DP, com o objetivo de prender os criminosos e evitar que outras pessoas sejam vítimas.

Para evitar cair em golpes como este, as autoridades recomendam que motoristas desconfiem de abordagens inesperadas na rua, especialmente aquelas que indicam problemas urgentes no veículo. É fundamental procurar sempre oficinas de confiança e, em caso de emergência, acionar serviços de guincho ou assistência de seguradoras. Nunca efetue pagamentos via Pix ou outras formas digitais para desconhecidos que ofereçam serviços 'rápidos' e sem comprovação de uma empresa idônea. A prevenção é a melhor forma de se proteger contra estelionatários que agem na Costa do Sol e em todo o Interior do RJ.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e reforça a importância da atenção e da denúncia para combater este tipo de crime.

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