
A Justiça de São Paulo prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do vereador paulistano Senival Moura (PT). A decisão, tomada nesta sexta-feira (24), mantém o parlamentar detido enquanto a Polícia Federal aprofunda investigações sobre seu suposto envolvimento em lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O pedido de prorrogação partiu da PF e recebeu parecer favorável do Ministério Público. O juiz Nelson Augusto Bernardes de Souza justificou a medida pela necessidade de dar continuidade a diligências essenciais, visando preservar o andamento da complexa investigação que choca o cenário político nacional e repercute em todo o país, incluindo o Norte Fluminense e a Região dos Lagos.
A Operação Última Parada e a Infiltração Criminosa
Moura foi detido durante a Operação Última Parada, uma ação que investiga a profunda infiltração do PCC no sistema de transporte público da capital paulista. De acordo com a Polícia Federal, o vereador exercia controle financeiro sobre a empresa de ônibus Transunião, mesmo sem fazer parte formalmente de seu quadro societário. As apurações indicam que a companhia era utilizada como um esquema para a lavagem de dinheiro da facção criminosa, revelando a audácia e a extensão das operações ilícitas.
A operação, de grande envergadura, cumpriu cinco mandados de prisão temporária e impressionantes 103 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em bens, a apreensão de 117 ônibus, 21 imóveis e três embarcações. Além disso, a cúpula da Transunião foi afastada, e a administração da empresa foi assumida pela SPTrans, em uma tentativa de reestabelecer a ordem e a legalidade no serviço público.
Posicionamento do Vereador e da Defesa
Procurada pela reportagem, a defesa de Senival Moura não se manifestou até a publicação desta matéria. Contudo, após sua detenção inicial, o vereador negou veementemente qualquer envolvimento em irregularidades. Dois dias depois de ser preso, ele solicitou seu afastamento do Partido dos Trabalhadores (PT) para se dedicar integralmente à sua defesa e evitar qualquer tipo de desgaste à imagem da legenda em um momento tão delicado para a política brasileira.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e suas repercussões no cenário político e de segurança pública.
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