
Em uma operação de grande impacto ambiental, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou a interdição de um zoológico clandestino em São Carlos, no oeste de Santa Catarina, nesta semana. A ação resultou no resgate de 655 animais que eram mantidos em condições precárias, levantando um debate sobre a guarda e o tratamento de espécies em cativeiro.
Os responsáveis pelo local, conhecido como 'Recanto das Aves', utilizaram as redes sociais na última sexta-feira para se defender das acusações de maus-tratos. Em uma publicação, os proprietários alegaram estar sendo julgados por pessoas que nunca visitaram o espaço, argumentando que uma fotografia, por si só, não é capaz de retratar a realidade de anos de dedicação.
A Defesa dos Proprietários e o Vínculo com os Animais
Em sua manifestação, os donos do zoológico negaram veementemente qualquer tipo de maltrato aos animais. Eles enfatizaram o "carinho, a dedicação e o vínculo" que, segundo eles, foram construídos diariamente com cada espécie. "Foram anos de cuidados, alimentação, limpeza, atenção e muito amor, compartilhados com milhares de visitantes que acompanharam esse trabalho de perto", destacaram em seu comunicado.
A nota divulgada nas redes sociais também anunciava o fechamento definitivo do 'Recanto das Aves' após a remoção de todos os animais pela fiscalização. "Eles não eram apenas uma atração; eram parte da nossa família", afirmaram os proprietários, expressando o que consideram ser uma relação de afeto e responsabilidade com os bichos.
As Irregularidades Apontadas pelo Ibama na Fiscalização
Apesar da defesa dos proprietários, a fiscalização do Ibama identificou uma série de irregularidades graves. Os 655 animais resgatados incluíam aves, espécies domésticas, silvestres e exóticas, todas mantidas em situação inadequada. Além das condições precárias, os agentes constataram a existência de documentação e notas fiscais consideradas fraudulentas, o que agravou a situação legal do estabelecimento.
O órgão ambiental revelou que o responsável pelo zoológico possuía apenas registro no Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (SisPass). Essa autorização é destinada exclusivamente à criação amadora de aves e não permite, de forma alguma, a manutenção de animais de grande porte ou a abertura do espaço para visitação pública. A falta de licenças adequadas e a infração às normas ambientais foram cruciais para a interdição e o resgate dos animais.
O Rio das Ostras Jornal segue acompanhando as repercussões deste caso que destaca a importância da fiscalização ambiental e a responsabilidade na guarda de animais na Região dos Lagos e em todo o Brasil.
Para mais informações sobre a atuação do Ibama e a legislação ambiental, visite o site oficial do Ibama.
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