24/07/2026

BNDES impulsiona Grupo Cerradinho com R$ 150 milhões para inovação em bioenergia

BNDES impulsiona Grupo Cerradinho com R$ 150 milhões para inovação em bioenergia
Imagem gerada com IA

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 150 milhões para o Grupo Cerradinho. Os recursos serão direcionados para inovação tecnológica, modernização industrial e ampliação da produção de biocombustíveis nas unidades de Chapadão do Céu (GO) e Maracaju (MS).

A iniciativa faz parte do programa BNDES Mais Inovação, que apoia projetos de digitalização e desenvolvimento tecnológico. O objetivo é fortalecer a produção de energia limpa no país, contribuindo para a eficiência energética e a redução das emissões de carbono, um tema de crescente importância para o Brasil e para regiões como o Norte Fluminense e a Região dos Lagos, que buscam diversificar sua matriz energética.

Investimento estratégico em etanol e coprodutos

Do montante total aprovado, R$ 50 milhões serão especificamente destinados à Neomille S.A., uma empresa do grupo especializada na produção de etanol de milho e seus coprodutos. Este financiamento permitirá a aquisição de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos com características inovadoras, todos devidamente credenciados pelo BNDES.

A segunda operação, no valor de R$ 100 milhões, envolve tanto a Cerradinho Bioenergia S.A. quanto a Neomille S.A.. Esses recursos serão aplicados na compra de bens de capital que utilizam tecnologia desenvolvida no Brasil, abrangendo equipamentos industriais e agrícolas essenciais para a expansão da capacidade produtiva do grupo.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a relevância desses aportes. “São investimentos em tecnologia nacional que buscam eficiência energética e redução das emissões de carbono”, afirmou, ressaltando o compromisso do banco com o desenvolvimento sustentável e a inovação no setor de bioenergia.

A trajetória do Grupo Cerradinho no setor de bioenergia

Fundado em 1970, em Catanduva (SP), o Grupo Cerradinho iniciou suas atividades no setor sucroenergético. Ao longo das décadas, expandiu sua atuação para diversos segmentos da bioenergia. Controlado pela família Sanches Fernandes, o grupo passou por uma reestruturação estratégica após a crise do setor no final dos anos 2000, focando seus investimentos em ativos de maior escala e tecnologia no Centro-Oeste brasileiro.

Atualmente, suas operações estão concentradas em Goiás e Mato Grosso do Sul, onde produz etanol de cana e de milho, açúcar, bioeletricidade e coprodutos industriais, como DDGS e óleo de milho. A estratégia recente da companhia tem sido pautada pela integração das cadeias da cana-de-açúcar e do milho, além da ampliação contínua de sua capacidade industrial.

O grupo opera um complexo sucroenergético em Chapadão do Céu (GO) e uma unidade dedicada ao processamento de milho em Maracaju (MS), investindo também em logística e inovação tecnológica. Com uma capacidade instalada que permite o processamento anual de cerca de 6,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e 1,8 milhão de toneladas de milho, o Cerradinho se consolida como um dos principais grupos brasileiros no setor de biocombustíveis e bioenergia, contribuindo para a segurança energética do país e o avanço da economia nacional, com impactos que reverberam em todo o Brasil.

Para mais detalhes sobre as operações do Grupo Cerradinho e o financiamento do BNDES, você pode consultar a reportagem original da Forbes Brasil.

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