08/07/2026

Argentina lidera ranking de pênaltis nas duas últimas Copas do Mundo; Brasil aparece entre os primeiros

Foto: Divulgação

A Argentina encerrou mais uma edição da Copa do Mundo liderando um levantamento que vem chamando atenção entre torcedores e analistas do futebol internacional. Somando os Mundiais de 2022 e 2026, a equipe sul-americana foi a seleção que mais recebeu cobranças de pênalti a favor, acumulando oito penalidades em dois torneios consecutivos.

Os números reforçam o protagonismo argentino nas últimas campanhas mundiais e voltaram a alimentar debates sobre arbitragem, estilo de jogo e utilização do VAR. Embora as estatísticas despertem diferentes interpretações entre torcedores, especialistas destacam que a quantidade de penalidades está diretamente relacionada ao perfil ofensivo das equipes, ao tempo de permanência na competição e à frequência com que criam oportunidades dentro da área adversária.

Argentina lidera com ampla vantagem

De acordo com o levantamento, a seleção comandada por Lionel Scaloni recebeu cinco pênaltis durante a campanha do título na Copa do Mundo de 2022 e mais três na edição de 2026, totalizando oito cobranças.

O número coloca a Argentina em posição isolada na liderança do ranking, com o dobro de penalidades da Inglaterra, segunda colocada da lista.

Os ingleses tiveram quatro pênaltis marcados a favor no mesmo período, sendo dois em cada uma das últimas duas Copas do Mundo.

Na sequência aparecem Brasil, França e Portugal, todos empatados com três penalidades favoráveis.

Ranking das seleções com mais pênaltis nas Copas de 2022 e 2026

O levantamento reúne todas as penalidades assinaladas durante as duas edições mais recentes da Copa do Mundo.

Confira a classificação:

  • Argentina: 8 pênaltis
  • Inglaterra: 4 pênaltis
  • Brasil: 3 pênaltis
  • França: 3 pênaltis
  • Portugal: 3 pênaltis
  • Alemanha: 2 pênaltis
  • Irã: 2 pênaltis
  • Polônia: 2 pênaltis
  • Suíça: 2 pênaltis
  • África do Sul: 1 pênalti
  • Arábia Saudita: 1 pênalti
  • Áustria: 1 pênalti
  • Bélgica: 1 pênalti
  • Canadá: 1 pênalti
  • Equador: 1 pênalti
  • Espanha: 1 pênalti
  • Gana: 1 pênalti
  • México: 1 pênalti
  • Noruega: 1 pênalti
  • País de Gales: 1 pênalti
  • República Democrática do Congo: 1 pênalti
  • Senegal: 1 pênalti

Messi foi o principal cobrador argentino

Grande parte das cobranças argentinas ficou sob responsabilidade de Lionel Messi.

Dos oito pênaltis conquistados pela equipe nas duas Copas, sete foram executados pelo camisa 10. Apenas uma cobrança teve outro responsável: Lautaro Martínez, que converteu o pênalti diante da Jordânia em uma partida na qual a comissão técnica optou por preservar alguns titulares.

Apesar da elevada eficiência ao longo da carreira, Messi também viveu momentos difíceis nas cobranças durante os dois Mundiais.

Na Copa de 2026, desperdiçou um pênalti diante do Egito e acertou a trave em outra cobrança contra a Áustria. Já na edição de 2022, teve uma cobrança defendida pelo goleiro Wojciech Szczęsny, da Polônia.

Com isso, o argentino passou a acumular quatro pênaltis desperdiçados em Copas do Mundo, tornando-se o jogador que mais perdeu cobranças na história da competição.

Ainda assim, seus gols em cobranças de pênalti tiveram papel importante nas campanhas da Argentina nos dois torneios.

Harry Kane lidera cobranças da Inglaterra

Na vice-líder do ranking, todas as cobranças ficaram sob responsabilidade do atacante Harry Kane.

O capitão inglês converteu a maior parte das penalidades, mas também desperdiçou uma cobrança marcante nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, quando a Inglaterra foi eliminada pela França.

Após marcar o primeiro pênalti da partida, Kane teve nova oportunidade no segundo tempo, mas chutou por cima do travessão, lance que acabou influenciando diretamente no resultado da partida.

Brasil divide terceira colocação

A Seleção Brasileira aparece empatada na terceira posição do levantamento, ao lado de França e Portugal, com três pênaltis recebidos nas duas últimas Copas.

Um deles ocorreu nas oitavas de final da Copa de 2022, quando Neymar converteu a cobrança na vitória sobre a Coreia do Sul.

As outras duas penalidades foram marcadas durante a campanha brasileira em 2026, ambas no confronto diante da Noruega.

Na ocasião, Bruno Guimarães desperdiçou uma das cobranças, enquanto Neymar converteu a outra.

Estatística gera debates, mas não comprova favorecimento

Os números voltaram a movimentar discussões entre torcedores nas redes sociais, principalmente em razão da vantagem expressiva da Argentina sobre as demais seleções.

Especialistas em arbitragem, entretanto, alertam que estatísticas isoladas não são suficientes para indicar qualquer tipo de favorecimento.

O número de pênaltis recebidos depende de diversos fatores, como a postura ofensiva da equipe, o tempo de posse de bola no campo adversário, o volume de finalizações dentro da área e o número de partidas disputadas durante a competição.

Além disso, desde a introdução do Árbitro de Vídeo (VAR), diversas infrações passaram a ser identificadas com maior precisão, contribuindo para o aumento das penalidades assinaladas em torneios internacionais.

Independentemente das interpretações, o levantamento evidencia o protagonismo das principais seleções nas últimas edições da Copa do Mundo e mostra como decisões tomadas dentro da área seguem sendo determinantes para o destino das equipes na maior competição do futebol mundial.

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