25/06/2026

Venezuela registra terremoto mais forte em mais de um século, com tremores sentidos no Brasil

Venezuela registra terremoto mais forte em mais de um século, com tremores sentidos no Brasil

A Venezuela foi abalada por fortes terremotos nesta quarta-feira (24/06), incluindo um de magnitude 7.5, o mais potente a atingir o país em mais de um século, segundo registros históricos. O evento sísmico, que gerou cenas de pânico e deixou dezenas de mortos, centenas de feridos e vários prédios destruídos em Caracas e outras regiões, teve seu impacto sentido em diversos estados do Norte do Brasil.

O primeiro tremor, de magnitude 7.2, teve epicentro a 21 quilômetros a oeste de Morón, sendo seguido quase um minuto depois pelo abalo mais forte, de 7.5, a poucos quilômetros de distância, conforme informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). No Brasil, os tremores foram percebidos em estados como Amazonas, Amapá, Pará e Roraima, levando à evacuação de prédios em cidades como Belém e Macapá por precaução.

Um histórico de tremores: os maiores terremotos na Venezuela

A recente atividade sísmica na Venezuela reacende a memória de outros grandes terremotos que marcaram a história do país, conhecido por sua localização em uma zona de alta atividade tectônica. O terremoto de magnitude 7.5 desta semana supera em intensidade qualquer outro registrado no país nos últimos cem anos, mas não é o maior desde 1900. O registro mais forte, até então, foi o tremor de 1900, que alcançou magnitude 7.7.

Os abalos mais severos desde 1900

A Venezuela possui um histórico sísmico significativo, com eventos que causaram grande destruição e perda de vidas ao longo do século XX e XXI. Confira os principais:

  • 1900: Terremoto de San Narciso (magnitude 7.7): Este foi o mais forte terremoto registrado na Venezuela desde 1900, ocorrido ao largo da costa, a nordeste de Caracas. Causou "danos consideráveis", com 21 mortos e mais de 50 feridos. Estima-se que mais de 300 prédios desabaram em Caracas e outras cidades. Uma fissura de 300 metros se abriu em Camurí, e fortes ondas atingiram Macuto. Linhas telegráficas foram derrubadas, e deslizamentos de terra interromperam a ferrovia entre Caracas e La Guaira.
  • 1929: Tsunami em Cumaná (magnitude 6.9): Um terremoto no Mar do Caribe gerou um tsunami devastador que destruiu a cidade de Cumaná, no estado de Sucre, resultando em cerca de 800 mortes.
  • 1950: Destruição em El Tocuyo (magnitude 6.8): Em El Tocuyo, estado de Lara, um abalo sísmico causou aproximadamente 100 mortes e praticamente destruiu a cidade na região central do país.
  • 1967: O terremoto de Caracas (magnitude 6.6): Próximo à capital, este terremoto foi seguido por um pequeno tsunami. Deixou 245 mortos, milhares de feridos e enormes danos materiais na cidade.
  • 1997: Cariaco e Cumaná (magnitude 6.9): Atingindo a costa leste da Venezuela, nos estados de Sucre, este terremoto foi seguido por chuvas torrenciais. Resultou em 73 mortos, cerca de 500 feridos e 3 mil desabrigados, afetando principalmente Cumaná e o município de Cariaco.
  • 2009: Tremores em Mérida (magnitude 5.1): Dois terremotos de magnitude 5.1 atingiram Mérida, no noroeste do país, causando uma morte cada.
  • 2018: Danos em Caracas e leste (magnitude 7.3): Sentido em vários estados, este terremoto causou danos a edifícios em Caracas e na região leste do país, com um saldo de 5 mortos e mais de 120 feridos.
  • 2020: Eventos sísmicos em Zulia (magnitude até 6.3): O oeste da Venezuela, especialmente Zulia, registrou 189 eventos sísmicos. Os tremores, que chegaram a 6.3 de magnitude, causaram danos a residências e infraestruturas como hospitais, igrejas, pontes e serviços elétricos. Houve uma morte e mais de 100 feridos.

Impacto no Brasil: alerta e evacuações

A proximidade geográfica da Venezuela com o norte do Brasil frequentemente significa que eventos sísmicos de grande magnitude no país vizinho podem ser sentidos em território brasileiro. A recente série de tremores, em particular o de 7.5, gerou um alerta imediato em estados como Amazonas, Amapá, Pará e Roraima. A evacuação de prédios em grandes centros como Belém e Macapá demonstra a seriedade com que as autoridades e a população reagiram à percepção dos abalos, mesmo que distantes do epicentro.

A ocorrência desses fenômenos ressalta a importância de sistemas de monitoramento sísmico e planos de contingência, não apenas em áreas de alto risco, mas também em regiões adjacentes que podem ser afetadas. A comunicação rápida e eficaz sobre a situação é crucial para garantir a segurança da população e evitar pânico desnecessário. Para mais informações sobre sismologia, consulte o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e a repercussão de eventos sísmicos de impacto regional e mundial.

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