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A Venezuela foi abalada por fortes terremotos nesta quarta-feira (24/06), incluindo um de magnitude 7.5, o mais potente a atingir o país em mais de um século, segundo registros históricos. O evento sísmico, que gerou cenas de pânico e deixou dezenas de mortos, centenas de feridos e vários prédios destruídos em Caracas e outras regiões, teve seu impacto sentido em diversos estados do Norte do Brasil.
O primeiro tremor, de magnitude 7.2, teve epicentro a 21 quilômetros a oeste de Morón, sendo seguido quase um minuto depois pelo abalo mais forte, de 7.5, a poucos quilômetros de distância, conforme informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). No Brasil, os tremores foram percebidos em estados como Amazonas, Amapá, Pará e Roraima, levando à evacuação de prédios em cidades como Belém e Macapá por precaução.
Um histórico de tremores: os maiores terremotos na Venezuela
A recente atividade sísmica na Venezuela reacende a memória de outros grandes terremotos que marcaram a história do país, conhecido por sua localização em uma zona de alta atividade tectônica. O terremoto de magnitude 7.5 desta semana supera em intensidade qualquer outro registrado no país nos últimos cem anos, mas não é o maior desde 1900. O registro mais forte, até então, foi o tremor de 1900, que alcançou magnitude 7.7.
Os abalos mais severos desde 1900
A Venezuela possui um histórico sísmico significativo, com eventos que causaram grande destruição e perda de vidas ao longo do século XX e XXI. Confira os principais:
- 1900: Terremoto de San Narciso (magnitude 7.7): Este foi o mais forte terremoto registrado na Venezuela desde 1900, ocorrido ao largo da costa, a nordeste de Caracas. Causou "danos consideráveis", com 21 mortos e mais de 50 feridos. Estima-se que mais de 300 prédios desabaram em Caracas e outras cidades. Uma fissura de 300 metros se abriu em Camurí, e fortes ondas atingiram Macuto. Linhas telegráficas foram derrubadas, e deslizamentos de terra interromperam a ferrovia entre Caracas e La Guaira.
- 1929: Tsunami em Cumaná (magnitude 6.9): Um terremoto no Mar do Caribe gerou um tsunami devastador que destruiu a cidade de Cumaná, no estado de Sucre, resultando em cerca de 800 mortes.
- 1950: Destruição em El Tocuyo (magnitude 6.8): Em El Tocuyo, estado de Lara, um abalo sísmico causou aproximadamente 100 mortes e praticamente destruiu a cidade na região central do país.
- 1967: O terremoto de Caracas (magnitude 6.6): Próximo à capital, este terremoto foi seguido por um pequeno tsunami. Deixou 245 mortos, milhares de feridos e enormes danos materiais na cidade.
- 1997: Cariaco e Cumaná (magnitude 6.9): Atingindo a costa leste da Venezuela, nos estados de Sucre, este terremoto foi seguido por chuvas torrenciais. Resultou em 73 mortos, cerca de 500 feridos e 3 mil desabrigados, afetando principalmente Cumaná e o município de Cariaco.
- 2009: Tremores em Mérida (magnitude 5.1): Dois terremotos de magnitude 5.1 atingiram Mérida, no noroeste do país, causando uma morte cada.
- 2018: Danos em Caracas e leste (magnitude 7.3): Sentido em vários estados, este terremoto causou danos a edifícios em Caracas e na região leste do país, com um saldo de 5 mortos e mais de 120 feridos.
- 2020: Eventos sísmicos em Zulia (magnitude até 6.3): O oeste da Venezuela, especialmente Zulia, registrou 189 eventos sísmicos. Os tremores, que chegaram a 6.3 de magnitude, causaram danos a residências e infraestruturas como hospitais, igrejas, pontes e serviços elétricos. Houve uma morte e mais de 100 feridos.
Impacto no Brasil: alerta e evacuações
A proximidade geográfica da Venezuela com o norte do Brasil frequentemente significa que eventos sísmicos de grande magnitude no país vizinho podem ser sentidos em território brasileiro. A recente série de tremores, em particular o de 7.5, gerou um alerta imediato em estados como Amazonas, Amapá, Pará e Roraima. A evacuação de prédios em grandes centros como Belém e Macapá demonstra a seriedade com que as autoridades e a população reagiram à percepção dos abalos, mesmo que distantes do epicentro.
A ocorrência desses fenômenos ressalta a importância de sistemas de monitoramento sísmico e planos de contingência, não apenas em áreas de alto risco, mas também em regiões adjacentes que podem ser afetadas. A comunicação rápida e eficaz sobre a situação é crucial para garantir a segurança da população e evitar pânico desnecessário. Para mais informações sobre sismologia, consulte o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e a repercussão de eventos sísmicos de impacto regional e mundial.
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