
Moradores de Manaus e de outras cidades do Amazonas foram surpreendidos na noite de quarta-feira (24) por tremores de terra. O fenômeno, sentido por volta das 19h (horário de Brasília), é reflexo de dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela, causando pânico e a evacuação preventiva de edifícios na capital amazonense.
Os abalos, que tiveram epicentro próximo à cidade de San Felipe, na Venezuela, com magnitudes de 7,2 e 7,5, fizeram prédios balançarem intensamente. Embora a Defesa Civil do Amazonas tenha confirmado a ausência de danos estruturais ou vítimas no Brasil, o susto foi grande, com relatos de moradores comparando a sensação à labirintite e correndo para áreas externas.
O pânico em Manaus e região
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o desespero dos moradores, que deixaram os edifícios às pressas. Uma residente descreveu a experiência: “Meu Deus! Nossa, o prédio está balançando muito, muito, muito mesmo. Misericórdia! Parece labirintite”. Outros relataram que, apesar de durar poucos segundos, o tremor foi suficiente para gerar um cenário de correria e incerteza, com um morador da zona centro-sul afirmando: “Nunca senti nada assim. Achei que fosse desmaio, mas vi as cortinas balançando”.
A Defesa Civil do Amazonas agiu prontamente, confirmando que os tremores foram percebidos também nos municípios de Barcelos e Iranduba. Contudo, a boa notícia é que não houve registros de danos estruturais, desabamentos ou vítimas no estado, o que minimizou o impacto direto da catástrofe venezuelana em solo brasileiro.
A intensidade dos terremotos na Venezuela
A origem dos tremores sentidos no Brasil está nos dois potentes terremotos que devastaram a Venezuela na mesma noite. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou um primeiro abalo de magnitude 7,2, seguido por outro de 7,5, com apenas 39 segundos de intervalo. Os epicentros estavam a cerca de 5 km de distância um do outro, nas proximidades de San Felipe, no estado de Yaracuy.
Esses eventos sísmicos são considerados os mais fortes a atingir o país vizinho em mais de um século. Em Caracas e outras cidades venezuelanas, prédios desabaram, e o governo confirmou a existência de vítimas, embora um balanço oficial de mortos e feridos ainda não tenha sido divulgado. O USGS chegou a estimar, inicialmente, um número de mortos que poderia variar entre 10 mil e 100 mil, evidenciando a gravidade da situação. Para mais informações sobre sismologia, consulte o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Horas após os abalos principais, réplicas continuaram a ser registradas, mantendo a população venezuelana em constante estado de alerta. Equipes de resgate e tropas foram mobilizadas pelo governo para atuar nos escombros e prestar socorro às áreas afetadas.
Monitoramento e orientações no Brasil
Diante da repercussão dos tremores, a Defesa Civil do Amazonas reforçou seu monitoramento e garantiu que não há risco iminente de novos abalos sísmicos significativos no estado. A principal orientação para a população é manter a calma e, em caso de percepção de novos tremores, buscar imediatamente áreas abertas e seguras, longe de edificações.
A situação serve como um lembrete da interconexão geológica da região e da importância de planos de contingência para eventos naturais, mesmo quando originados em países vizinhos. A rápida resposta e a ausência de danos no Brasil destacam a resiliência local frente a fenômenos de grande escala.
O Rio das Ostras Jornal segue atento aos desdobramentos e impactos de eventos naturais que afetam o Brasil e a Região dos Lagos.
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