15/06/2026

Pesquisa aponta divisão sobre responsabilidade em tarifas dos EUA contra o Brasil

Imagem gerada com IA
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Um novo levantamento realizado pelo instituto BTG/Nexus traz um cenário de incerteza e divisão entre os brasileiros sobre as recentes movimentações diplomáticas envolvendo os Estados Unidos. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira, 15, indica que a responsabilidade pelas novas tarifas impostas a produtos brasileiros é atribuída de forma equilibrada entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Impacto das tarifas e percepção política

Segundo os dados, 42% dos entrevistados apontam o senador Flávio Bolsonaro como o principal responsável pelas recomendações que levaram o governo norte-americano a taxar produtos nacionais. Por outro lado, 39% dos participantes responsabilizam o governo Lula pelo cenário. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, os dois nomes aparecem em situação de empate técnico.

Além disso, 11% dos ouvidos acreditam que a decisão foi tomada pelos Estados Unidos de forma independente, sem influência direta das figuras políticas brasileiras. O levantamento também abordou a classificação de organizações como o PCC e o CV como terroristas pelos EUA: 37% temem riscos à segurança nacional, enquanto 30% acreditam que a medida pode trazer melhorias.

Aprovação do governo e cenário econômico

Pela primeira vez em quatro meses, a aprovação ao governo Lula superou a desaprovação, embora o cenário ainda seja de estabilidade. Atualmente, 48% dos eleitores aprovam a gestão petista, enquanto 47% a desaprovam. Em relação à avaliação do governo, 41% consideram a administração ruim ou péssima, enquanto 38% a classificam como ótima ou boa.

A economia continua sendo um ponto de atenção para a população. Cerca de 49% dos brasileiros avaliam a situação econômica do país como ruim ou péssima. O endividamento também reflete esse cenário: 25% dos entrevistados possuem dívidas atrasadas há mais de 30 dias, enquanto 33% possuem compromissos financeiros em dia e 42% declaram não ter dívidas.

Metodologia da pesquisa

O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 14 de junho, ouvindo 2.017 pessoas por telefone em todas as 27 unidades da Federação. A pesquisa possui um intervalo de confiança de 95% e está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06645/2026.

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