18/06/2026

Instrutor preso por morte em rope jumping havia divulgado vídeo chocante na mesma ponte

Imagem gerada com IA
Imagem gerada com IA

A prisão de três instrutores envolvidos na trágica morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de “rope jumping” em Limeira, no interior de São Paulo, ganhou um novo e perturbador capítulo. Um dos detidos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, havia divulgado um vídeo assustador na mesma Ponte do Esqueleto há cerca de quatro anos, onde a jovem perdeu a vida no último sábado.

rope: cenário e impactos

As imagens, que voltaram a circular nas redes sociais e na imprensa internacional, mostram o instrutor e outros homens arremessando o que seria uma pessoa dentro de um saco preto, com a legenda “Desovando um corpo”. O caso levanta sérias questões sobre a segurança e a conduta em esportes radicais, repercutindo em todo o país e alertando para a importância da fiscalização em atividades de aventura, inclusive na Região dos Lagos e em todo o Norte Fluminense.

Vídeo polêmico e a revolta nas redes sociais

Compartilhado originalmente há quase quatro anos e republicado em 23 de setembro de 2022, o vídeo mostra três homens segurando um saco preto, simulando o descarte de um corpo. A gravação começa com o nome da empresa “Altaqueda” e a frase “Desovando um corpo”, o que gerou grande indignação entre os internautas. Nos comentários mais recentes, a revolta é evidente: “Eles conseguiram por uma corda naquilo, mas não numa pessoa viva?” e “Então já estava planejado, só faltava escolher a vítima”, são algumas das manifestações.

A divulgação do vídeo intensifica o drama em torno da morte de Maria Eduarda, adicionando contornos ainda mais estranhos a um caso já trágico. A falta de explicações claras por parte dos envolvidos e a aparente tentativa de fugir às responsabilidades têm sido alvo de críticas severas.

Depoimentos confusos e falha na segurança

Os três instrutores — Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, e Maicon Fernandes Cintra, de 42 — foram acusados de homicídio após o incidente. Em depoimentos à polícia, eles apresentaram versões confusas e surpreendentes, afirmando não se lembrar quem deveria ter colocado ou verificado o equipamento de segurança no corpo da vítima.

Luis Felipe declarou que a colocação do equipamento era feita de forma conjunta e que não havia um processo fixo de verificação. “Às vezes a gente tipo assim não coloca, outro confere, outro confere, outro coloca. Às vezes um faz, o outro vem, vê se tá certo. Era mais ou menos isso”, explicou o instrutor à Polícia Civil. Questionado se era o responsável por verificar ou colocar a corda no caso de Maria Eduarda, ele respondeu apenas: “Não me lembro”.

O advogado de defesa dos instrutores argumenta que eles estão em estado de choque e abalados com o ocorrido, o que justificaria a confusão nos depoimentos. “Eles estão em estado de choque, não conseguem explicar o ocorrido, porque já estão há anos fazendo isso. Nunca teve nenhum evento semelhante”, defendeu o advogado. No entanto, a falta de clareza sobre os procedimentos de segurança levanta sérias preocupações sobre a operação da atividade.

Impacto e alerta para a segurança em esportes de aventura

Este incidente trágico em Limeira serve como um alerta crucial para a importância da regulamentação e fiscalização rigorosa de esportes de aventura. Em regiões como Rio das Ostras e Macaé, que atraem turistas e oferecem diversas atividades ao ar livre, a segurança dos participantes deve ser prioridade máxima. A investigação continua para esclarecer todas as circunstâncias da morte de Maria Eduarda e determinar as responsabilidades dos envolvidos. O caso reforça a necessidade de protocolos claros e treinamento adequado para todos os instrutores e operadores de atividades radicais.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e trará mais informações sobre os desdobramentos da investigação.

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