
A Complexa Eleição para Governador em Roraima
A eleição suplementar em Roraima se tornou necessária após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar o mandato do ex-governador Edilson Damião (União Brasil) em 30 de abril. Damião havia assumido o cargo após a renúncia de Antonio Denarium. A chapa foi condenada no TSE por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, devido a irregularidades como a entrega de cestas básicas e repasses de verbas a municípios sem seguir as regras legais. Três candidatos disputaram o mandato tampão: Arthur Henrique (PL), apoiado pelo ex-governador cassado; Soldado Sampaio (Republicanos), que assumiu interinamente o Executivo como presidente da Assembleia Legislativa; e a socióloga Nelita Frank (PT), representando a oposição local. A corrida eleitoral foi marcada por particularidades que adicionaram camadas de incerteza ao processo.Disputas Judiciais e Candidaturas "Sob Judice"
Um dos pontos mais delicados da eleição em Roraima foi a situação da candidatura de Arthur Henrique, que concorreu "sob judice". Sua participação no pleito foi questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), e uma decisão do ministro Flávio Dino foi favorável à reclamação. O magistrado derrubou uma norma do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) que havia flexibilizado o prazo de desincompatibilização para candidatos que ocupavam cargos públicos. A decisão de Dino reafirmou que o prazo de três ou seis meses, previsto na Lei das Inelegibilidades, deve ser respeitado, e não pode ser alterado por normas locais. Embora a decisão ainda caiba recurso, Arthur Henrique permaneceu nas urnas nessa condição. Essa reviravolta judicial também impactou o PT no estado, que precisou substituir a professora Antônia Pedrosa por Nelita Frank, pois Pedrosa não se afastou do cargo na rede pública de ensino dentro do prazo legal. Curiosamente, o nome e a foto de Antônia Pedrosa foram mantidos nas urnas eletrônicas devido à falta de tempo hábil para a alteração, segundo o TRE-RR.Eleições Suplementares em Cinco Municípios Brasileiros
Além de Roraima, eleitores de cinco municípios em diferentes estados também foram às urnas neste domingo para escolher novos prefeitos e vice-prefeitos em eleições suplementares. Estes pleitos foram convocados após a perda dos mandatos dos gestores eleitos em 2024, garantindo a continuidade da administração municipal. Os municípios envolvidos foram:- Reginópolis (SP): Disputa entre João Paulo (PSD), com Marquinho do Gás (Podemos) como vice, e a chapa de Marquinho Bastos e Fernando Inácio (União Brasil).
- Tuiuti (SP): Concorrência entre as chapas de Pedrinho e Andrezão (MDB/Republicanos), Milena do Amarildo e Guinho (PSB), e Careca e Nina do Gabinete (União Brasil).
- Joviânia (GO): Candidaturas de Pedro Lucas (conhecido como Macaco) e Leandro da Leancellys (MDB/Agir), e Elisberto da Retro e Rogério Potim (Podemos/PSDB).
- Amparo da Serra (MG): Disputa entre Aila da Farmácia e Robertinho Bellico (Avante/Republicanos), e Túlio Cária e Marcelino do Açougue (MDB/PRD).
- Bonito de Minas (MG): Concorrência entre João Neto do Sindicato e Professora Cris (Podemos/União Brasil), e Miqueias Figueiredo e Joelma Magalhães (Republicanos/PDT).
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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