13/06/2026

Ações fiscais resgatam mais de 4,3 mil crianças do trabalho infantil no Brasil

Ações fiscais resgatam mais de 4,3 mil crianças do trabalho infantil no Brasil
Reprodução Agência Brasil

Em um esforço contínuo de combate à exploração infantil, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou que 4.318 crianças e adolescentes foram afastados de situações de trabalho infantil em todo o Brasil durante o ano de 2025. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (12), data que marca o Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, reforçando a urgência da pauta.

Esses afastamentos são resultado de um recorde de 10.234 ações fiscais realizadas no ano passado, o maior número registrado na última década no enfrentamento a essa grave violação de direitos. Nos primeiros quatro meses de 2026, a fiscalização já retirou mais 1.108 crianças e adolescentes de contextos de trabalho infantil, demonstrando a persistência do problema e a intensificação das operações.

Riscos e Setores da Exploração Infantil

A gravidade da situação é alarmante: mais de 70% das crianças e adolescentes identificados em 2025 e no início de 2026 estavam inseridos em formas de trabalho infantil que representam sérios riscos à saúde, segurança, moralidade e ao desenvolvimento físico e psicológico. Essas condições comprometem diretamente o futuro e a dignidade dos jovens.

As fiscalizações do MTE concentraram-se em setores historicamente associados à utilização de mão de obra infantil. Entre eles, destacam-se o comércio varejista, serviços ambulantes de alimentação, restaurantes, lanchonetes, supermercados, oficinas mecânicas e algumas atividades ligadas à indústria. A diversidade desses setores ilustra a capilaridade do problema em diferentes frentes da economia.

O Cenário Regional e a Ação do MTE

No cenário nacional, alguns estados registraram os maiores números de afastamentos. Em 2025, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro foram os que mais se destacaram. Para a Região dos Lagos e Norte Fluminense, a inclusão do Rio de Janeiro nesta lista reforça a relevância do tema para a Costa do Sol e o interior do RJ.

Já nos primeiros quatro meses de 2026, os maiores quantitativos de afastamentos foram observados em Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Espírito Santo. A presença constante de alguns estados em ambas as listas sublinha a necessidade de ações contínuas e focadas.

Roberto Padilha Guimarães, coordenador de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho, enfatizou a importância dessas operações. “Os resultados alcançados evidenciam que a atuação da Inspeção do Trabalho constitui um instrumento essencial para a identificação, a interrupção e a prevenção do trabalho infantil, contribuindo de forma decisiva para a proteção e a garantia dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes em todo o território nacional”, afirmou.

Para denúncias de casos de trabalho infantil, o Ministério do Trabalho e Emprego disponibiliza um canal exclusivo: o Sistema Ipê Trabalho Infantil, acessível online para toda a população.

O Rio das Ostras Jornal acompanha de perto as ações e os impactos do combate ao trabalho infantil na Região dos Lagos e no Norte Fluminense.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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