Zema defendeu o uso do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e
das secretarias municipais de assistência social para monitorar ofertas de
trabalho destinadas a beneficiários de programas sociais
O pré-candidato a presidente da República, Romeu
Zema (Novo-MG), afirmou que pretende endurecer as regras de programas
de transferência de renda e condicionar a manutenção de benefícios
sociais à aceitação de empregos formais pelos beneficiários.
Zema disse que não pretende extinguir programas sociais, mas criticou
o que classificou como crescimento da dependência de auxílios governamentais.
“Programas sociais
são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Mas sabemos que tem
muita fraude que eu vou combater e também não vou pagar auxílio do governo para
os marmanjões. Estamos criando no Brasil uma geração de imprestáveis. Eu vou em
cidades do interior do Brasil inteiro e vejo a mesma coisa: vagas com carteira
assinada e marmanjão em casa, na internet, nas redes sociais, no Netflix, que
prefere receber o auxílio governamental”, afirmou em entrevista ao programa
Canal Livre.
Segundo o pré-candidato, há casos de pessoas que
recusam empregos formais para evitar a perda de benefícios sociais. Zema
defendeu o uso do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e das secretarias
municipais de assistência social para monitorar ofertas de trabalho destinadas
a beneficiários de programas sociais. Pela proposta apresentada, quem recusasse
uma vaga formal sem justificativa poderia perder o benefício.
Questionado sobre modelos adotados em países europeus, o
pré-candidato admitiu a possibilidade de permitir a recusa da primeira proposta
de emprego, mas defendeu que a aceitação passasse a ser obrigatória a
partir de uma segunda oferta.
“O objetivo é garantir que o recurso público chegue a quem
realmente precisa e não sirva como desestímulo ao mercado de trabalho formal”,
afirmou.

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