11/05/2026

Violência na USP: Deputadas acionam Justiça e Corregedoria após ação da PM

Imagem gerada com IA
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As deputadas federais Erika Hilton (Psol-SP) e Sâmia Bomfim (Psol-SP) acionaram a Justiça e órgãos de controle neste domingo (10.mai.2026), após a Polícia Militar desocupar a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) na madrugada. A ação contra estudantes em protesto gerou forte repercussão em todo o país.

A operação policial, que envolveu bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, visava encerrar a ocupação estudantil iniciada na quinta-feira (7.mai) por melhorias nas políticas de permanência, como moradia e alimentação. Quatro estudantes foram detidos e liberados após depoimento, enquanto o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP denunciou a violência e a falta de ordem judicial para a desocupação.

Violência na USP e a resposta política

A deputada Erika Hilton classificou o protesto estudantil como "legítimo" e criticou a postura do poder público. Segundo ela, houve recusa em negociar antes de recorrer à força policial. "É um absurdo que o poder público se recuse a negociar, parta para a violência e que quatro estudantes tenham sido detidos por exercerem seu direito constitucional ao protesto", declarou a parlamentar, enfatizando a necessidade de uma resposta da Justiça para o ocorrido na maior universidade do estado de São Paulo, que repercute em todo o Brasil, incluindo a Região dos Lagos e o Norte Fluminense.

A ação da PM, que contou com cerca de 50 policiais, ocorreu por volta das 4h15 da manhã. O DCE da USP relatou que a desocupação foi marcada por agressões e uso de equipamentos de controle de multidões, sem que houvesse uma decisão judicial de reintegração de posse, o que levanta sérias questões sobre a legalidade da operação.

Controvérsia sobre a comunicação e articulação

Um dos pontos mais controversos levantados por Erika Hilton é a versão da reitoria da USP. A universidade afirmou não ter sido comunicada previamente pela PM sobre a desocupação de domingo, embora tenha informado a Secretaria de Segurança Pública sobre a ocupação em 7 de maio. No entanto, a deputada apresentou "evidências" de que a violência contra os estudantes estava sendo articulada entre a reitoria e a PM desde a sexta-feira (9.mai), incluindo o corte de serviços essenciais como água e energia utilizados pelos alunos.

"Se a Polícia Militar decidiu agir por conta própria dentro da USP para calar, com violência, um protesto de estudantes que pedia por negociações com a reitoria, esse fato e os mandantes dessa operação precisam ser urgentemente investigados", afirmou Hilton, cobrando transparência e responsabilidade dos envolvidos. A Secretaria de Segurança Pública, por sua vez, garantiu que "eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas".

Repercussão e pedidos de apuração

A deputada Sâmia Bomfim também manifestou seu apoio ao movimento estudantil e criticou veementemente a atuação policial. "Estou acionando a Corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público para apurar a conduta ilegal e truculenta na última madrugada, quando a tropa de choque agiu com violência ao entrar na USP e agredir estudantes", declarou Bomfim, reforçando a gravidade dos acontecimentos.

A reitoria da USP, em nota, defendeu que manteve diálogo com os estudantes, mas que as negociações teriam chegado "a um limite" devido a reivindicações que estariam fora de seu alcance administrativo. A situação na USP, uma das maiores instituições de ensino do país, serve de alerta para a importância do diálogo e da defesa dos direitos estudantis, um tema relevante para a educação em cidades como Rio das Ostras e Macaé.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.

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