
Em um desdobramento chocante, policiais militares envolvidos na morte de dois pedreiros em Jardim Catarina, São Gonçalo, admitiram ter confundido uma régua de obra com um fuzil. O depoimento foi prestado nesta quinta-feira (28) na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHSGNI).
são: cenário e impactos
O incidente resultou na morte de Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46. Três agentes foram imediatamente afastados das atividades de rua enquanto a investigação prossegue para apurar as circunstâncias da tragédia que abalou a comunidade local e a Região dos Lagos.
O depoimento da testemunha-chave
Uma testemunha-chave relatou à polícia ter visto os pedreiros momentos antes dos disparos. Segundo o morador, Marcelo e Edivan o cumprimentaram e seguiam com uma ferramenta no colo. O depoente chegou a pensar que o objeto poderia ser confundido com uma arma.
Cerca de trinta segundos após a passagem dos trabalhadores, a testemunha ouviu uma intensa rajada de tiros. Os corpos dos pedreiros foram encontrados caídos ao lado das ferramentas de obra, confirmando a versão da confusão. A situação levanta sérias questões sobre o treinamento e o protocolo de abordagem policial na região.
A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) segue à frente das investigações para esclarecer todos os detalhes do ocorrido. Casos como este reforçam a necessidade de rigor na apuração e transparência nas ações policiais, especialmente em áreas de grande complexidade como o Norte Fluminense. Acompanhe as notícias sobre segurança pública no Rio de Janeiro.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso de perto, trazendo as atualizações para a Região dos Lagos e Norte Fluminense.
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