16/05/2026

Queda de 1,2% no setor de serviços em março preocupa economia do Brasil

Imagem gerada com IA
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O volume do setor de serviços no Brasil registrou um recuo de 1,2% em março deste ano, na comparação com o mês anterior. A informação, divulgada nesta sexta-feira (15/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acende um alerta sobre a recuperação econômica do país, com o setor de transportes sendo o principal vetor da desaceleração.

A retração interrompe uma sequência de resultados mais estáveis, após uma variação positiva de 0,1% em fevereiro frente a janeiro de 2026. Embora o mês de março de 2026 ainda apresente uma expansão de 3,0% em relação a março de 2025, o dado mensal indica uma perda de fôlego que impacta diretamente a geração de renda e empregos em diversas regiões, incluindo o Norte Fluminense e a Região dos Lagos.

Retração dos serviços: transportes lideram queda

A principal força por trás do resultado negativo de março foi o setor de transportes, que sozinho registrou uma queda de 1,7%. Além dele, todos os outros quatro grupos pesquisados pelo IBGE também apresentaram recuo, com variações entre -0,9% e -2,0%. Os segmentos de serviços administrativos e complementares (-1,1%), informação e comunicação (-0,9%), outros serviços (-2,0%) e serviços prestados às famílias (-1,5%) contribuíram para o cenário de desaceleração.

Em 2025, o setor de serviços havia encerrado o ano com um avanço de 2,8%, e o Produto Interno Bruto (PIB) para o segmento registrou crescimento de 1,8%. Para 2026, a expectativa do Banco Central (BC) é de um crescimento de 1,7%, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM). No entanto, o desempenho de março pode exigir uma revisão dessas projeções, impactando o planejamento econômico de cidades como Rio das Ostras e Macaé.

Impacto regional e a situação do Rio de Janeiro

A queda no volume de serviços foi sentida em 13 das 27 unidades da federação. Estados como São Paulo (-2,1%), Mato Grosso (-5,2%), Pernambuco (-3,9%) e Mato Grosso do Sul (-6,0%) tiveram os maiores impactos negativos.

Contrariando a tendência nacional, o estado do Rio de Janeiro demonstrou resiliência, puxando o indicador para cima com um crescimento de 1,8%. O Distrito Federal também se destacou positivamente, com um avanço expressivo de 10,3%. Essa performance do Rio de Janeiro, que inclui a Região dos Lagos e o Norte Fluminense, pode ser um fator atenuante em um cenário nacional de retração, oferecendo alguma estabilidade para a economia local.

O Rio das Ostras Jornal acompanha de perto os desdobramentos econômicos que afetam a Costa do Sol e o interior do RJ. Para mais detalhes sobre os dados do IBGE, acesse o site oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

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