
As propostas econômicas do pré-candidato à Presidência pelo partido Novo e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ganharam destaque neste domingo (3.mai.2026) ao defender que o reajuste do salário mínimo e das aposentadorias seja limitado à taxa do IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação. A medida, se implementada, teria impacto direto na renda de milhares de famílias em cidades como Rio das Ostras, Macaé e em toda a Região dos Lagos, no Norte Fluminense.
Atualmente, o piso dos benefícios previdenciários está atrelado ao valor do salário mínimo, que é corrigido com um percentual que pode chegar a 2,5% acima da inflação, garantindo um aumento real. Zema, porém, argumenta que o Brasil não comporta tais ganhos reais, propondo que o aumento seja concedido somente até a variação do IPCA, mantendo o poder de compra, mas sem acréscimo.
Proposta de Zema para Salários e Aposentadorias
Durante entrevista ao Canal Livre, transmitida neste domingo, Zema foi enfático sobre sua visão. “Não podemos estar dando ganhos reais de forma alguma. Ganhos reais para quem está aposentado, na minha opinião, é algo que o Brasil não comporta, mas o aposentado merece todo respeito”, declarou o pré-candidato. Ele defende que a queda na taxa de juros, impulsionada por um pacote fiscal que incluiria a privatização de estatais, estimularia o investimento no setor produtivo, gerando um aumento natural nos salários.
Para Zema, o mercado é o principal definidor do ganho real. “O salário mínimo hoje, em grandes cidades, no Sul e Sudeste, é uma mera referência. Pouquíssimas pessoas ganham”, afirmou. Ele também se mostrou favorável à implementação de um salário mínimo regional, reconhecendo as diferenças econômicas e de custo de vida entre os Estados brasileiros, uma medida que poderia trazer particularidades para a Costa do Sol e o interior do RJ.
Visão para a Reforma da Previdência
Além das propostas para o salário mínimo e aposentadorias, Romeu Zema também abordou a necessidade de uma reforma da Previdência Social. Sua proposta inclui a criação de um “gatilho” automático para aumentar o tempo de contribuição exigido dos trabalhadores à medida que a expectativa de vida da população cresce. Essa ideia, segundo ele, foi discutida durante a reforma da Previdência no governo Jair Bolsonaro (PL), mas “infelizmente” não foi adotada.
“Nós vamos precisar aumentar, sim, o tempo de contribuição. É fundamental”, ressaltou Zema, indicando que a sustentabilidade do sistema previdenciário é uma de suas prioridades. A discussão sobre o tempo de contribuição é um tema sensível e de grande impacto social, especialmente para os trabalhadores da Região dos Lagos e de todo o país.
Como pré-candidato do Novo à Presidência da República, Zema tem sido avaliado em pesquisas. Um levantamento da Quaest, publicado em 28 de abril de 2026, revelou que 52% dos eleitores de Minas Gerais aprovam a gestão do ex-governador no Estado. Outra pesquisa, da AtlasIntel, divulgada na mesma data, mostrou que ele empata com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em cenários de 2º turno.
O Rio das Ostras Jornal continua acompanhando os desdobramentos das propostas dos pré-candidatos e seu impacto na Região dos Lagos e no Norte Fluminense.
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