20/05/2026

PL contesta pesquisa eleitoral e Atlasintel nega indução em levantamento para 2026

Imagem gerada com IA
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O Partido Liberal (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a suspensão de uma pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg sobre as eleições presidenciais de 2026. A legenda, que tem forte presença em cidades como Rio das Ostras e Macaé, questiona se houve indução negativa nas respostas dos participantes do levantamento divulgado nesta terça-feira (19).

A principal dúvida levantada pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro é se um áudio envolvendo ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi exibido aos entrevistados antes da pergunta sobre a intenção de voto para presidente. A hipótese é que a exposição prévia ao conteúdo poderia ter influenciado diretamente a preferência eleitoral dos participantes.

AtlasIntel defende metodologia e nega manipulação

Em entrevista ao programa WW, Andrei Roman, da AtlasIntel, foi enfático ao rebater as acusações sobre a metodologia da pesquisa. Ele garantiu que 100% dos respondentes foram direcionados para o áudio somente após a submissão do questionário principal.

Segundo Roman, seria tecnicamente impossível para qualquer participante retornar e alterar suas respostas no questionário após ouvir o áudio. Isso, conforme a empresa, elimina qualquer possibilidade de indução ou influência prévia nas intenções de voto.

O analista da AtlasIntel reforçou que a pesquisa foi devidamente registrada no TSE, cumprindo todas as obrigações legais. A documentação apresentada ao tribunal, segundo ele, comprova que o teste do áudio era o último item avaliado, após a conclusão do questionário principal. “Não houve absolutamente nenhuma indução, nenhum tipo de influência a partir disso”, declarou Roman.

Repercussão do áudio no eleitorado bolsonarista

Além de defender a integridade do levantamento, Andrei Roman analisou os resultados obtidos com o teste do áudio. Ele destacou que a iniciativa foi importante para compreender as nuances da repercussão do conteúdo entre o eleitorado bolsonarista, que também se faz presente na Região dos Lagos e no Norte Fluminense.

Roman observou que a fala de Flávio Bolsonaro não teve um impacto tão negativo dentro desse segmento do eleitorado. A tese apresentada por Bolsonaro – de que ele estaria apenas solicitando recursos privados para um projeto cultural particular – parece ter sido aceita pela maioria de seus apoiadores.

No entanto, Roman fez uma ressalva importante: “Uma coisa é uma maioria dentro dos eleitores bolsonaristas, outra coisa é o eleitorado como um todo”. Essa distinção é crucial para entender a abrangência do impacto do áudio na opinião pública geral.

O Rio das Ostras Jornal acompanha os desdobramentos deste caso que movimenta o cenário político nacional.

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