27/05/2026

Leilão de 112 imóveis na Pedra do Sal registra venda de apenas duas unidades

Imagem gerada com IA
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Um leilão de 112 imóveis localizados na histórica região da Pedra do Sal, no bairro da Saúde, no Rio de Janeiro, resultou na venda de apenas duas unidades. A Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, proprietária dos bens, não recebeu lances para a vasta maioria de suas propriedades, conforme confirmado pela Taba Leilões, responsável pelos pregões. Os dois imóveis comercializados, ambos de uso comercial e vizinhos na Rua São Francisco da Prainha, foram adquiridos pelo mesmo comprador. Um deles, com 135 metros quadrados e atualmente ocupado, foi negociado por R$ 408,2 mil, um valor ligeiramente acima do mínimo estipulado de R$ 405 mil. A segunda propriedade foi vendida pelo preço mínimo de R$ 384,2 mil.

Desafios Jurídicos Afetam Vendas no Leilão

A baixa procura e o consequente insucesso do leilão não surpreenderam o mercado imobiliário. Conforme apurado, pelo menos 80% dos imóveis apresentavam complexas questões jurídicas. Entre os problemas, destacam-se ações de despejo, processos de reintegração de posse e reivindicações de usucapião urbano por parte dos ocupantes, que buscavam o reconhecimento de sua propriedade. Além disso, muitos inquilinos com as contas em dia expressaram a impossibilidade financeira de adquirir os imóveis, mesmo com a oportunidade do leilão. Essa combinação de entraves legais e a falta de capacidade de compra dos atuais moradores criaram um cenário desfavorável para a venda em massa das propriedades.

Mercado Imobiliário e Expectativas Frustradas

O empresário Claudio Castro, da Sérgio de Castro Imóveis, comentou a situação, ressaltando que os preços dos imóveis estavam, em média, alinhados com o valor de mercado da região. Contudo, ele enfatizou que a condição atual da maioria dos bens, marcada por disputas judiciais, foi o grande impeditivo para um resultado mais positivo no leilão. A Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, procurada pela reportagem, não se manifestou sobre a possibilidade de realizar novos pregões ou de ajustar os valores dos imóveis não vendidos. A situação levanta questões sobre o futuro dessas propriedades e o impacto no desenvolvimento da histórica região da Pedra do Sal, um importante polo cultural e turístico do Rio de Janeiro e da Região dos Lagos. O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e trará novas informações sobre o desdobramento da situação dos imóveis na Pedra do Sal.

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