
No segundo dia do julgamento de Dr. Jairinho e Monique Medeiros, o delegado Edson Henrique Damasceno, responsável pela primeira investigação, afirmou nesta terça-feira (26) que o casal montou uma "farsa ensaiada" para enganar a polícia sobre a morte de Henry Borel, no Rio de Janeiro.
henry: cenário e impactos
A sessão foi retomada no 2º Tribunal do Júri da Capital, após a juíza Elizabeth Machado Louro interromper o julgamento no dia anterior devido a mais de 20 requerimentos da defesa de Dr. Jairinho. O depoimento do delegado trouxe detalhes chocantes sobre a tentativa de encobrir as agressões que levaram à morte do menino em março de 2021.
Apartamento limpo antes da perícia
Edson Henrique Damasceno, então titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), foi o primeiro a investigar o caso. Ele relatou que a ocorrência chegou como um possível acidente doméstico, mas a morte foi confirmada pelo pai da criança, Leniel Borel de Almeida Junior. O delegado imediatamente ordenou a preservação do apartamento onde Henry morava com a mãe e o padrasto para a perícia.
Contudo, Damasceno afirmou em juízo que o imóvel já havia sido limpo antes da chegada dos peritos. Segundo seu depoimento, a empregada esteve no local e realizou a limpeza, comprometendo a análise inicial da cena do crime. "No decorrer da investigação, a gente mostrou que tudo era uma farsa ensaiada, que as versões apresentadas eram mentirosas e que as lesões que o menino sofreu eram incompatíveis com qualquer queda de cama. As lesões são gravíssimas", declarou o delegado.
Jairinho tentou impedir perícia no IML
O policial também revelou que Dr. Jairinho fez esforços para que o corpo de Henry Borel não fosse submetido a uma perícia no Instituto Médico Legal (IML). O então vereador teria contatado um "alto executivo" do hospital, solicitando que o óbito fosse atestado ali mesmo, pedido que foi negado.
A ida do corpo ao IML foi crucial. As análises periciais identificaram lesões no corpo do menino que eram totalmente incompatíveis com a versão de acidente doméstico apresentada por Monique e Jairinho. O padrasto é acusado de ser o autor das agressões, enquanto a mãe responde por omissão.
"Se o corpo não tivesse ido para o IML, a mentira iria seguir. Se não tivessem os prints mostrando as agressões, a mentira iria seguir", enfatizou Damasceno, ressaltando a importância das evidências forenses e digitais para desmascarar a farsa.
Além de Edson Henrique Damasceno, a programação do julgamento para esta terça-feira (26) previa a oitiva da delegada Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas, também responsável pela investigação, do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e do perito Luiz Carlos Leal Prestes. Os depoimentos, inicialmente agendados para o dia anterior, foram reagendados devido à interrupção.
O Rio das Ostras Jornal acompanha de perto o desenrolar deste caso de grande repercussão no Rio de Janeiro e na Região dos Lagos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!